
Se você tá indo pra Ilha de Páscoa e quer saber onde comprar artesanato, souvenirs e itens do dia a dia sem se atrapalhar, esse guia foi feito pra te poupar tempo (e dinheiro). A gente reuniu aqui tudo o que aprendeu na prática: os melhores lugares em Hanga Roa, faixas de preço realistas, como pagar e os erros que quase todo brasileiro comete na ilha.
Já adianto uma coisa: a Ilha de Páscoa não é um destino de compras baratas. É um lugar isolado no meio do Pacífico, onde quase tudo chega de navio ou avião do continente. Então a lógica muda: você compra pela experiência cultural e pra levar uma peça Rapa Nui com significado, não pra economizar em souvenir.
E não esquece: aqui no nosso guia completo do Chile a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Como funcionam as compras na Ilha de Páscoa
Primeira coisa importante: não existe shopping, outlet ou centro comercial na ilha. Toda a movimentação de comércio se concentra em Hanga Roa, a única cidade da ilha, onde ficam as lojinhas de artesanato, feiras, mercados, galerias de arte e uns poucos mini-mercados.
Como a ilha é remota e depende de tudo que vem de fora, os preços costumam ser bem mais altos do que no restante do Chile. E a variedade é limitada — não espere achar marcas internacionais, roupas de grife ou eletrônicos. O foco das compras aqui é:
- Artesanato Rapa Nui: esculturas de moais em madeira, máscaras, colares com sementes, ossos e pedras, objetos de decoração.
- Produtos de conveniência: bebidas, lanches, itens básicos de supermercado.
Quando a gente foi, a primeira surpresa foi ver como a cidade inteira cabe numa caminhada de meia hora — é literalmente um vilarejo. Isso ajuda muito, porque em uma tarde dá pra conhecer as principais lojas e comparar preços com calma.
Mercado Artesanal de Hanga Roa: o melhor lugar pra artesanato
O Mercado Artesanal de Hanga Roa é, disparado, o melhor lugar da ilha pra comprar artesanato Rapa Nui. Fica no centro da cidade, é fácil de achar caminhando, e reúne dezenas de bancas com peças feitas pelos próprios moradores.
O que dá pra encontrar por lá:
- Esculturas em madeira de moais, em vários tamanhos;
- Máscaras e figuras tradicionais Rapa Nui;
- Colares com sementes, ossos e pedras locais;
- Objetos de decoração inspirados nos petroglifos e na mitologia da ilha.
Uma vantagem prática: o mercado aceita cartão de crédito, o que ajuda muito quem não tá cheio de dinheiro vivo. Ainda assim, sempre carregue algum peso chileno pra bancas menores.
Faixas de preço realistas:
- Lembrancinhas pequenas (chaveiros, ímãs, colares simples): alguns milhares de pesos chilenos;
- Esculturas médias de madeira (moais, máscaras): dezenas de milhares de pesos;
- Peças grandes, assinadas ou muito trabalhadas: podem chegar a valores comparáveis a obras de arte.
Um detalhe que a gente errou na primeira vez: acreditar que os preços são fixos. Eles são relativamente tabelados entre os comerciantes, mas pechinchar faz parte da experiência, principalmente se você tá levando mais de uma peça. Não precisa ser agressivo — pedir desconto com jeito, em espanhol básico, costuma render 10 a 20% de abatimento.

Feira de Hanga Roa (rua Atamu Tekena)
A Feira de Hanga Roa fica na rua principal da cidade, a Atamu Tekena, e funciona pela manhã. É uma mistura de artesanato e produtos frescos (frutas, algumas comidas locais), e é ótima pra quem quer garimpar peças menos turísticas.
A vibe é diferente do mercado artesanal fechado: você conversa direto com quem fez a peça, entende o significado do símbolo, e às vezes acha coisas que não aparecem nas lojas mais estruturadas. Pra quem gosta de souvenir com história, vale a visita logo cedo.
Galerias de arte e lojas selecionadas
Fora o mercado e a feira, Hanga Roa tem algumas galerias de arte e lojas mais curadas, com peças de qualidade estética superior — e, claro, preços mais altos. Vale conhecer se você quer levar uma peça mais especial:
- Amaya Art Gallery: arte local e obras inspiradas na cultura Rapa Nui;
- Mana Gallery: peças com acabamento mais fino, quase de galeria de arte;
- Te Maori Rapa Nui – Tevo Pakarati: artesanato ligado à história da ilha;
- Tamure Shop: souvenirs, roupas e itens típicos pra turistas.
Se você quer levar uma escultura como investimento ou uma peça pra decoração séria da casa, é nessas galerias que faz sentido gastar. Pra imãs e lembrancinhas de amigo do trabalho, mercado e feira resolvem melhor.
Supermercados e mini-mercados em Hanga Roa
Pra compras do dia a dia (água, cerveja, vinho, lanches, protetor solar), você tem alguns mini-mercados e um supermercado maior na rua principal de Hanga Roa. Todos costumam aceitar cartão de crédito, o que facilita bastante.
Ao lado do supermercado tem uma loja de bebidas com boa oferta de cervejas, vinhos chilenos e petiscos — também aceita cartão. Os preços são mais altos do que no continente (afinal, tudo veio de barco), mas nada absurdo se comparado a outros destinos turísticos remotos.
Só pra ter uma noção:
- Refeição simples em restaurante local: em torno de US$ 12, o equivalente a algumas dezenas de milhares de pesos;
- Refrigerante: US$ 2 a 3;
- Vinho chileno ou cerveja em mercado: mais caro que no continente, alguns milhares de pesos por unidade.
Compras no Aeroporto Internacional Mataveri
O Aeroporto Mataveri é pequeno e simples, mas tem sim algumas lojinhas com itens típicos: pequenas réplicas de moais, esculturas em madeira, máscaras, colares e chaveiros. É uma opção prática pra quem esqueceu de comprar alguma coisa ou quer garantir uma última lembrancinha antes de embarcar.
Aviso importante: os preços no aeroporto tendem a ser mais altos do que nas lojas do centro de Hanga Roa. Se der pra planejar, faz as compras principais na cidade e deixa o aeroporto só como plano B.

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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
Como pagar: dinheiro, cartão e câmbio na ilha
Esse é o ponto onde a maioria dos brasileiros escorrega. A moeda oficial é o peso chileno, e apesar de o dólar ser aceito em vários lugares, pagar em pesos costuma sair bem mais em conta — principalmente pra artesanato, quando você tá pechinchando.
Nossa recomendação prática:
- Chegue na ilha já com pesos chilenos em espécie, trocados de preferência no aeroporto de Santiago (a cotação lá é melhor);
- Use cartão de crédito no supermercado, restaurantes e no Mercado Artesanal;
- Sempre mantenha dinheiro vivo pra bancas de feira, postos de combustível e lojinhas menores, que às vezes não aceitam cartão.
Tem poucos caixas eletrônicos na ilha (Banco Estado, Santander e um no aeroporto), então não conta com sacar dinheiro tranquilamente lá. Uma curiosidade útil: a loja de conveniência no posto de combustível perto do aeroporto costuma ter um dos melhores câmbios da ilha — vale ter isso no radar se precisar trocar dólar por peso.
Pra pagar sem IOF e sem dor de cabeça
Falando em dinheiro, uma dica que a gente usa em toda viagem: paga tudo por essa conta global que a gente usa. É uma conta em dólar aberta pelo celular, com cartão internacional que você usa no crédito, no débito e pra sacar em ATM. A vantagem é que você compra dólar antes da viagem, quando a cotação tá boa, e usa o dinheiro sem IOF de spot toda vez que passar o cartão.
Usa o cupom GRUPODICAS20 na abertura da conta pra receber um bônus. Pra Ilha de Páscoa, onde a diferença entre pagar em dólar e em peso já pesa no bolso, ter uma conta em dólar bem administrada faz muita diferença no total gasto.
Ingresso do Parque Nacional Rapa Nui: um gasto que precisa entrar no planejamento
Não é uma “compra de lembrança”, mas é um item que pesa MUITO no orçamento e vale mencionar num guia de compras. Quase todos os moais e sítios arqueológicos estão dentro do Parque Nacional Rapa Nui, e o ingresso único (válido pra todas as atrações) custa em torno de 54.000 pesos chilenos.
Dica: compre o ticket no próprio aeroporto ao chegar. O preço é o mesmo que em Hanga Roa e você já sai do aeroporto pronto pra visitar tudo, sem enfrentar fila depois. Guarde bem o ingresso — ele é conferido em cada sítio.
Melhor época pra compras: temporada faz diferença?
A ilha tem clima temperado o ano inteiro, então dá pra visitar em qualquer época. Mas a alta temporada vai de novembro a fevereiro, com mais sol e mais turistas — e nos dez primeiros dias de fevereiro rola o Festival Tapati, a grande festa cultural Rapa Nui, que lota tudo.
Como isso afeta as compras:
- Na alta: preços sobem em hospedagem e restaurantes, e a margem pra pechinchar no artesanato fica menor. Peças mais procuradas também podem esgotar.
- Fora da alta: mais tranquilidade, lojas menos cheias, mais espaço pra negociar e escolher com calma.
Erros comuns dos brasileiros nas compras da Ilha de Páscoa
Compilando o que a gente vê acontecer com mais frequência (e o que a gente mesmo já fez errado):
- Confiar demais no cartão e levar pouco dinheiro vivo. Muita banca de feira e o posto de combustível só aceitam espécie. Sem cash, você trava.
- Chegar só com dólar e ignorar o peso chileno. Pagando em dólar, a conversão sai desfavorável — e no artesanato o desconto de quem pechincha em peso é maior.
- Deixar compras pro aeroporto. Sai mais caro e tem menos variedade. Melhor comprar na cidade.
- Comprar souvenir nos sítios arqueológicos. O artesanato vendido perto das atrações costuma ser mais caro que no centro de Hanga Roa. Vale só pra emergência.
- Não pechinchar. Muita gente acha feio negociar. Aqui não é: faz parte da relação, é comum e aceito.
- Subestimar o custo de vida. A ilha é cara. Comida, bebida, serviço — tudo custa mais que no continente. Coloca isso no orçamento antes.
Dicas insider pra aproveitar melhor as compras
Umas coisinhas que a gente aprendeu na prática:
- Conversa com o artesão. Muita peça é feita ali mesmo, na banca. Perguntar sobre o símbolo, o tipo de madeira, o significado — isso muda completamente o valor da lembrança. E costuma abrir espaço pra desconto natural.
- Aprenda umas palavras em espanhol. Boa parte dos comerciantes fala Rapa Nui e espanhol. Um “cuánto cuesta?” e um “me hace un descuento?” resolvem 90% das negociações.
- Compra apoia a comunidade. A economia da ilha depende do turismo e do artesanato local. Comprar diretamente de moradores em Hanga Roa é uma forma de contribuir com a manutenção da cultura Rapa Nui — não é só souvenir, é apoio real.
- Não deixa a peça grande pra última hora. Escultura de moai grande em madeira ocupa espaço na mala. Se você quer levar uma peça maior, planeja o transporte (e o peso da bagagem no voo de volta pra Santiago).
Chip pra ficar conectado na ilha
Ah, e uma dica que vale ouro: ter internet na Ilha de Páscoa faz diferença. Ajuda a comparar preço, achar as lojas no mapa, pesquisar sobre os símbolos que você tá vendo e ficar em contato com a família. A gente sempre viaja com esse chip de viagem que a gente usa — chega em casa antes da viagem, é só encaixar quando pousar e já funciona. Muito mais barato e prático que pagar roaming da operadora brasileira.
Seguro viagem pra Ilha de Páscoa
Atendimento médico na ilha é limitado — em caso de coisa mais séria, o paciente precisa ser transferido pro continente, e isso custa uma pequena fortuna sem seguro. Como o Chile não exige seguro na entrada, muita gente pula essa etapa, mas é um risco enorme pra economizar tão pouco.
A gente sempre contrata usando esse comparador de seguros, que compara os planos das principais seguradoras e já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas. Dá pra fechar um plano completo pagando em reais, parcelado, e ainda com cancelamento gratuito se algo mudar.
Perguntas frequentes sobre compras na Ilha de Páscoa
Vale a pena comprar souvenir na Ilha de Páscoa?
Vale, mas com expectativa certa: você compra pela experiência e pelo significado cultural das peças Rapa Nui, não pra economizar. Uma escultura de moai feita por artesão local vira uma lembrança única que você não acha em nenhum outro lugar do mundo.
Aceitam cartão de crédito na Ilha de Páscoa?
Sim, no supermercado, restaurantes, Mercado Artesanal e várias lojas maiores. Mas mantenha sempre dinheiro em espécie (peso chileno) pra bancas de feira, postos de combustível e lojinhas menores, que às vezes só aceitam cash.
Melhor pagar em dólar ou em peso chileno?
Peso chileno, quase sempre. O dólar é aceito, mas a conversão costuma sair desfavorável, principalmente no artesanato. Se você vai pechinchar, o desconto sobre o preço em peso é maior. Troque dinheiro de preferência no aeroporto de Santiago antes de embarcar pra ilha.
Dá pra pechinchar no artesanato?
Dá sim, e é bem visto. Os preços são relativamente tabelados, mas pedir desconto com jeito — principalmente comprando mais de uma peça — costuma render de 10 a 20% de abatimento. Um espanhol básico ajuda muito na negociação.
Vale comprar no aeroporto ou é melhor no centro?
Melhor no centro de Hanga Roa. As lojas do Aeroporto Mataveri têm bons produtos, mas os preços tendem a ser mais altos e a variedade menor. Deixe o aeroporto só como plano B pra alguma última compra.
Quanto custa um moai de madeira?
Depende bastante do tamanho e da qualidade. Peças pequenas de lembrancinha (10-15 cm) saem por alguns milhares de pesos chilenos. Esculturas médias (20-40 cm) ficam na faixa de dezenas de milhares. Peças grandes ou de galeria podem chegar a valores comparáveis a obras de arte.
Tem caixa eletrônico e casa de câmbio na ilha?
Poucos. Há caixas do Banco Estado e Santander em Hanga Roa, além de um no aeroporto. Casas de câmbio existem, e alguns hotéis fazem câmbio na recepção. Curiosidade: a loja de conveniência no posto de combustível perto do aeroporto tem um dos melhores câmbios da ilha.
Ilha de Páscoa é um destino de compras baratas?
Não. É uma das ilhas mais remotas do planeta, e quase tudo é importado do continente. Preços de comida, bebida e artesanato são mais altos que no restante do Chile. Encare a Ilha de Páscoa como um destino de cultura e experiência — as compras entram como lembranças com significado, não como economia.
Economize ao máximo na sua viagem à Ilha de Páscoa e ao Chile
- Planejamento: veja nosso guia de como planejar uma viagem à Ilha de Páscoa pra montar tudo sem estourar o orçamento.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações do Chile da forma mais barata e segura.
- Carro: se você vai passar pelo Chile continental, veja como alugar um carro no Chile pelo menor preço.
- Hospedagem: nosso guia de onde ficar hospedado na Ilha de Páscoa mostra a melhor localização e como economizar no hotel.
- Dinheiro: veja qual é a melhor forma de levar seu dinheiro para o Chile, com os prós e contras de cada opção.
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- Seguro viagem: veja como conseguir o melhor seguro viagem para o Chile.
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Compras na Ilha de Páscoa são mais sobre levar um pedacinho da cultura Rapa Nui pra casa do que sobre gastar pouco. Chegando preparado — com peso chileno em espécie, cartão pra respaldo e paciência pra pechinchar — dá pra sair da ilha com peças únicas, feitas por artesãos locais, sem sentir que foi enganado. E, no fim, cada moai que você leva vira uma história pra contar por muitos anos.