Aeroporto de Bariloche: guia completo (BRC)

Pousar em Bariloche é uma das chegadas mais bonitas que a gente já viu: o avião faz a curva e, do nada, aparece o Lago Nahuel Huapi enorme lá embaixo com a cordilheira dos Andes no fundo. Vale deixar a janela livre, porque é vista de cartão-postal antes mesmo de você sair do aeroporto.

Mas, pra começar a viagem sem perrengue, tem umas coisas que é bom saber antes: como são os voos do Brasil, quanto tempo leva pra chegar ao centro, o que esperar da estrutura e quais erros os brasileiros mais cometem na chegada. A gente reuniu tudo aqui neste guia completo sobre o aeroporto de Bariloche.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais pegou de surpresa foi o impacto do clima de inverno no deslocamento e a dificuldade de comprar chip na cidade. São detalhes pequenos que fazem diferença, e que ninguém costuma avisar. Bora pro guia.

A respeito do aeroporto de Bariloche

O nome oficial é Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria (código IATA BRC), e ele é a principal porta de entrada pra região dos lagos da Patagônia norte argentina. Foi inaugurado em 1954 e homenageia o tenente Luis Candelaria, a primeira pessoa a cruzar os Andes de avião, em 1918 — um nome que combina demais com a paisagem que você vê pousando ali.

É um aeroporto de médio porte, com um único terminal que funciona 24 horas por dia, mas atenção: o terminal abrir 24h não significa que tudo esteja aberto 24h. Fora dos horários de pico, principalmente de madrugada, a maior parte das lojas, lanchonetes e balcões fecha. Se o seu voo for muito cedo, vale levar um lanche na mochila.

Mesmo sendo de médio porte, o movimento é alto: o aeroporto chega a receber em torno de 2,4 milhões de passageiros por ano, o que coloca o BRC entre os mais movimentados da Argentina. Esse crescimento veio muito do turismo de neve, inclusive o brasileiro — pra ter ideia, em 2007 eram cerca de 724 mil passageiros.

A estrutura, na nossa opinião, atende bem o turista. Não é gigante, mas tem o que importa:

  • Locadoras de carro (Hertz, Localiza, Europcar, Alamo, Sixt, entre outras)
  • Pontos de táxi e remis
  • Ônibus urbano (linha 72)
  • Estacionamento em frente ao terminal
  • Wi-Fi gratuito (pode ficar instável, então não conte 100% com ele)
  • Caixas eletrônicos e casas de câmbio
  • Lanchonetes, cafés e algumas opções pra comer e beber
  • Lojas de lembranças e produtos regionais (chocolates, vinhos, roupa de frio)
  • Duty Free e Sala VIP

Operam por ali companhias como Aerolíneas Argentinas, LATAM, Gol, Azul, FlyBondi, JetSMART, entre outras. E o terminal tem boa acessibilidade pra pessoas com mobilidade reduzida: estacionamento com isenção de taxa, rampas, elevadores, sanitários adaptados, cadeiras de rodas e telefones.

Voos do Brasil para Bariloche: direto x conexão

Aqui mora uma das informações mais importantes do guia. No inverno (temporada de neve), costuma haver vários voos diretos sazonais do Brasil — saindo principalmente de São Paulo (Guarulhos), além de cidades como Belo Horizonte e Porto Alegre em alguns anos. O voo direto de São Paulo dura em torno de 3h30, ou seja, uma viagem bem tranquila.

Fora do inverno, porém, o normal é precisar fazer conexão em Buenos Aires. E é aí que mora uma pegadinha clássica: muitos voos do Brasil chegam em Ezeiza (EZE), mas o voo pra Bariloche costuma sair do Aeroparque (AEP), que é outro aeroporto. Esse deslocamento entre aeroportos toma tempo, e muita gente esquece de contabilizar isso. Confira sempre de qual aeroporto sai a sua conexão.

O trecho Buenos Aires–Bariloche dura cerca de 2h20. Antes de fechar passagem, vale checar se o seu voo é direto ou com troca de aeroporto — isso muda totalmente o planejamento do dia da chegada.

Já que falamos em comprar passagem, deixa a gente passar uma dica que economiza muito: usar esse comparador de passagens aéreas. Ele faz a busca em todas as companhias que voam pra Argentina de uma vez só, então você não precisa entrar no site de cada uma — já aparecem todas as opções na tela e dá pra achar a melhor oportunidade pro seu orçamento. É ótimo e a gente sempre indica.

Aluguel de carro em Bariloche (economize até 34%)

Bariloche não é uma cidade que se resolve só caminhando: as atrações estão espalhadas, tem o Circuito Chico, a Rota dos Sete Lagos, lagos e mirantes afastados. Por isso, na nossa experiência, alugar carro é a melhor opção tanto pra sair do aeroporto quanto pra circular pela região. Você ganha liberdade total, vai onde quiser na hora que quiser e, se estiver em grupo, ainda divide o custo e sai mais barato que qualquer outro transporte.

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Carros no Centro de Bariloche

Do aeroporto de Bariloche ao centro

O terminal fica a cerca de 14 a 15 km a leste do centro de Bariloche. O trajeto leva entre 20 e 40 minutos, dependendo do trânsito e, principalmente, das condições de inverno — com neve e gelo na pista, o tempo aumenta bastante.

As principais opções pra fazer esse percurso são:

  • Aluguel de carro — a mais prática pra quem vai explorar a região (a gente falou dela acima).
  • Transfer (privativo ou compartilhado) — leva de 20 a 45 min, dependendo do tipo. O compartilhado tem ótimo custo-benefício; o privativo é ideal pra famílias e grupos.
  • Táxi ou remis — leva de 20 a 30 min, porta a porta, disponível praticamente a qualquer hora. Mais caro que ônibus e transfer.
  • Ônibus (linha 72) — a opção mais barata, mas leva de 40 a 50 min, tem pouca frequência e exige o cartão SUBE (o mesmo usado no transporte do resto da Argentina). Pra quem viaja sozinho e quer economizar, é uma mão na roda.

Uma observação importante: por causa da volatilidade do peso argentino, os preços oscilam muito de uma temporada pra outra e conforme o câmbio. Em vez de fixar um valor exato na cabeça, considere faixas e cheque os preços atualizados na semana da viagem.

Transfer: a opção mais tranquila pra primeira viagem

Pra quem está chegando em Bariloche pela primeira vez e não quer se preocupar com dirigir na neve nem com cartão de ônibus, o transfer é o meio mais tranquilo. São veículos privativos ou compartilhados que fazem o percurso de forma prática, rápida e segura, e já te esperam saindo do aeroporto.

A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar transfer e passeios em Bariloche. Além de ser um dos maiores do mundo, costuma oferecer os melhores valores, dá pra cancelar gratuitamente na maioria das opções e o atendimento é em português. Na alta temporada, vale reservar com antecedência — os transfers ficam disputados.

Estrutura, serviços e Sala VIP

O terminal tem dois andares, dividido em área nacional e área internacional. No primeiro andar fica o balcão de informações, perto do embarque internacional, e em frente ao terminal tem estacionamento (com isenção de taxa pra pessoas com deficiência).

Pra quem chega de voos internos mais longos — por exemplo, vindo de El Calafate — e quer descansar antes de seguir pra neve, tem a sala VIP Bariloche by AMAE Lounge. Ela fica no lado terra, na área de desembarque (térreo), atende voos domésticos e funciona diariamente das 6h30 às 22h. Oferece ar-condicionado, lanches e bebidas, Wi-Fi e acesso pra pessoas com mobilidade reduzida.

Documentos, câmbio e chip de celular

Brasileiro não precisa de visto pra turismo na Argentina por até 90 dias. Dá pra entrar com RG em bom estado (emitido há menos de 10 anos) ou passaporte válido, como em todo o país.

Sobre dinheiro: o peso argentino é bem volátil, o que muda o custo em reais de uma semana pra outra. Muitos turistas preferem usar transferências por aplicativos pra retirar pesos em casas tipo Western Union na cidade, em vez de levar muito dinheiro em espécie. A estratégia mais vantajosa muda com frequência, então o ideal é checar qual é a melhor forma de câmbio na semana da viagem. Mesmo assim, leve algum dinheiro pra táxi, café ou emergência logo na chegada.

Agora, um erro que a gente quase cometeu: contar com comprar chip de celular em Bariloche. As lojas de telefonia podem estar fechadas em fins de semana e ter horários reduzidos. A recomendação é resolver a conectividade antes de chegar — comprar o chip ainda em Buenos Aires (na conexão) ou usar um eSIM internacional.

Pra isso, a gente sempre garante esse chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil. Você já desembarca em Bariloche conectado, sem depender de loja aberta nem de Wi-Fi instável do aeroporto. Mais fácil e mais barato.

Melhor época e o que muda na experiência

Como o foco aqui é o aeroporto, vale entender como a estação do ano impacta a logística:

  • Inverno (junho a setembro): alta temporada absoluta por causa da neve e do esqui. Fluxo intenso de voos, mais rotas diretas do Brasil — mas também maior risco de atrasos e cancelamentos por neve, vento e neblina. Filas maiores em imigração e check-in, então chegue com antecedência extra.
  • Verão (dezembro a fevereiro): ainda é alta temporada, com foco em trilhas, lagos e esportes ao ar livre. Movimento forte de turismo interno argentino e menos risco de cancelamento por clima extremo.
  • Meias estações (outono e primavera): aeroporto mais tranquilo, filas menores, mas menos voos diretos do Brasil — quase sempre exige conexão.

No inverno é comum ver viaturas retirando neve das pistas e passageiros circulando com equipamentos de esqui e snowboard. Algumas empresas de transfer até perguntam antes sobre esse tipo de bagagem pra organizar veículos maiores — se você vai com prancha ou esquis, avise na reserva.

Erros que você não pode cometer no aeroporto de Bariloche

  • Contar com comprar chip na cidade: as lojas podem estar fechadas no fim de semana. Resolva chip ou eSIM antes de chegar.
  • Subestimar o clima no deslocamento: no inverno, a neve aumenta muito o tempo até o aeroporto. Chegue com pelo menos 2h de antecedência pra voos domésticos e 3h pra internacionais, com margem extra em dias de neve.
  • Não conferir o aeroporto de conexão em Buenos Aires: muitos voos do Brasil chegam em Ezeiza (EZE) e a conexão sai do Aeroparque (AEP). Esse traslado entre aeroportos toma tempo.
  • Levar pouco dinheiro e não planejar o câmbio: tenha algum em espécie pra chegada e cheque a forma de câmbio mais vantajosa na semana da viagem.
  • Ignorar ônibus e transfer compartilhado: muita gente pega táxi automaticamente, mas a linha 72 e os transfers compartilhados saem bem mais em conta, principalmente pra quem viaja sozinho.
  • Achar que tudo funciona 24h: o terminal é de médio porte e, fora dos horários de pico, quase tudo fecha. Voo de madrugada? Leve um lanche.

Dica extra pra temporada de inverno

Reforçando o que a gente já comentou: no inverno, o período de neve pode fazer alguns voos atrasarem ou serem cancelados. Acompanhe sempre o status do voo com a companhia aérea na data da viagem. E, por ser alta temporada, o aeroporto fica bem mais cheio — tenha paciência na esteira de bagagem e nos restaurantes. Respira fundo e aproveita: você acabou de chegar em uma das cidades mais lindas da Argentina.

Bariloche também é uma das portas de entrada da Patagônia norte: do aeroporto, muita gente segue direto pra Villa La Angostura, San Martín de los Andes e os vilarejos da Rota dos Sete Lagos. Vale considerar isso no planejamento da chegada.

Falando em chegada, pra aproveitar bem cada dia ficar bem localizado faz toda a diferença — menos tempo no transporte e mais tempo nos passeios e na neve. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Bariloche:

Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Bariloche

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o aeroporto de Bariloche

Qual é o nome e o código do aeroporto de Bariloche?

O nome oficial é Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria, e o código IATA é BRC. Ele fica cerca de 14 a 15 km a leste do centro de Bariloche.

Tem voo direto do Brasil para Bariloche?

Sim, principalmente no inverno (temporada de neve), com voos diretos sazonais saindo sobretudo de São Paulo (Guarulhos), e em alguns anos de Belo Horizonte e Porto Alegre. Fora do inverno, o comum é fazer conexão em Buenos Aires.

Quanto tempo dura o voo direto de São Paulo a Bariloche?

O voo direto leva em torno de 3h30. Já o trecho Buenos Aires–Bariloche dura cerca de 2h20.

Como sair do aeroporto de Bariloche e chegar ao centro?

Dá pra ir de carro alugado, transfer privativo ou compartilhado, táxi/remis ou pelo ônibus da linha 72. O trajeto leva de 20 a 40 minutos, dependendo do trânsito e das condições de inverno.

Vale a pena alugar carro em Bariloche?

Sim. As atrações ficam espalhadas (Circuito Chico, Rota dos Sete Lagos, lagos e mirantes), então o carro dá liberdade e costuma sair mais barato pra quem viaja em grupo. Usar um comparador ajuda a achar o melhor preço.

Preciso de visto e passaporte para ir a Bariloche?

Brasileiro não precisa de visto pra turismo na Argentina por até 90 dias. Dá pra entrar com RG em bom estado (emitido há menos de 10 anos) ou passaporte válido.

Consigo comprar chip de celular no aeroporto de Bariloche?

Não conte com isso. As lojas de telefonia podem estar fechadas em fins de semana e ter horário limitado. O ideal é garantir um chip ou eSIM antes de chegar, ainda no Brasil ou na conexão em Buenos Aires.

Economize ao máximo na sua viagem à Argentina:

É isso, galera! Com essas dicas na manga, sua chegada em Bariloche vai ser tranquila do desembarque até o hotel. A gente garante que, depois daquela vista dos Andes pousando, o resto da viagem só melhora. Boa viagem e aproveita cada dia nessa cidade que é um espetáculo.