Siena: guia completo para planejar sua viagem

Siena é daquelas cidades da Toscana que a gente visita uma vez e não esquece mais. Muralhas medievais preservadas, a Piazza del Campo em formato de concha, o Duomo com aquela fachada gótica impressionante e uma atmosfera bem mais intimista que Florença ou Roma. Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como a cidade inteira parece um museu a céu aberto, mas com moradores vivendo ali, sentando na praça, conversando alto nas trattorias.

Neste guia, a gente reuniu tudo o que você precisa pra planejar uma viagem completa a Siena: quando ir, quantos dias ficar, como chegar (de Florença e Pisa), o que fazer, quanto custa, onde comer, os erros comuns e as dicas de quem já subiu (e desceu) várias vezes as ladeiras do centro histórico.

E não esquece: aqui no nosso guia completo da Itália a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Quando ir a Siena

Siena é gostosa em qualquer época, mas a primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) são as melhores janelas. As temperaturas ficam entre 15°C e 25°C, o que deixa as caminhadas pelas ladeiras muito mais agradáveis — e a cidade tem MUITA ladeira. Fora isso, é quando a luz da Toscana fica mais bonita, com aquele dourado no fim da tarde.

Torre del Mangia em Siena

O verão (junho a agosto) é alta temporada de verdade: cidade cheia, calor forte podendo passar dos 30°C e preços de hospedagem lá em cima. É nessa época que rola o famoso Palio di Siena, a corrida de cavalos medieval na Piazza del Campo — acontece duas vezes por ano, em torno de 2 de julho (Palio di Provenzano) e 16 de agosto (Palio dell’Assunta). Se você quer vivenciar o Palio, ótimo, mas precisa reservar hospedagem com muita antecedência (tipo 6 meses antes), porque a cidade lota e os preços disparam.

O inverno (dezembro a fevereiro) é a baixa temporada: menos gente, hotel mais barato e uma atmosfera meio melancólica que combina com as ruas de pedra. Os dias são curtos e pode chover, mas se você não se importa com frio (5°C a 12°C), consegue explorar tudo com bem mais calma.

Inverno em Siena

Quantos dias ficar em Siena

Depende do fôlego, mas segue o guia:

  • Bate-volta de Florença (1 dia): dá pra ver o essencial — Piazza del Campo e o complexo do Duomo —, mas fica corrido. Se for essa a opção, sai cedo de Florença e volta só à noite.
  • 2 dias: o ponto de equilíbrio ideal. Um dia pro centro histórico e complexo do Duomo, outro dia pra Santa Maria della Scala, Fortezza Medicea, Basilica di San Domenico e o pôr do sol na muralha.
  • 3 dias: pra quem quer respirar a cidade, entrar em museus com calma e fazer um bate-volta pela Toscana (Montalcino, San Gimignano ou uma vinícola de Chianti).

A gente errou uma vez tentando fazer bate-volta apertado saindo de Florença — chegamos meio-dia e às 17h a maioria das atrações já tava fechando. Se puder, dorme pelo menos uma noite em Siena. A cidade à noite, com os turistas de bate-volta indo embora, é outra experiência.

Como chegar a Siena

Siena não tem aeroporto internacional. O voo do Brasil normalmente pousa em Roma (Fiumicino) ou Florença (Amerigo Vespucci), e de lá você segue de trem, ônibus ou carro.

De Florença pra Siena

Existem duas opções, e a gente sempre recomenda o ônibus:

  • Ônibus: sai da rodoviária ao lado da estação Santa Maria Novella (rua lateral), com cerca de 2 saídas por hora, viagem de aproximadamente 1h30 e custo em torno de €7 a €9 por trecho. A grande vantagem é que ele para em Piazza Gramsci, pertinho do centro histórico — sem precisar subir ladeira com mala. Dica: comprar o bilhete numa tabacaria da estação sai um pouco mais barato do que pagando com o cobrador.
  • Trem: sai da Santa Maria Novella, cerca de 1 saída por hora, com duração de 1h30 a 1h50 (dependendo se é direto ou com baldeação) e custo em torno de €9 por trecho. O problema é que a estação de trem de Siena fica embaixo da cidade, exigindo ônibus urbano ou uma boa caminhada em ladeira até chegar no centro.

De Pisa pra Siena

O caminho normalmente é: aeroporto de Pisa → Pisa Mover (trem automático) até a estação de Pisa (em torno de €5) → trem até Florença → trem até Siena. Somando, dá em torno de €10 a €15 por trecho na parte de trem, dependendo da combinação.

De carro

De Florença a Siena leva cerca de 1 hora pela autoestrada, com paisagens lindas da Toscana no caminho. Se a ideia é explorar a região (Montalcino, San Gimignano, vinícolas), alugar carro compensa muito — a gente fala disso já já.

Dentro de Siena

O centro histórico é compacto, feito pra ser explorado a pé. Tem ZTL (zona de tráfego restrito), ladeiras íngremes e quase nenhum estacionamento — então esquece dirigir dentro do centro. Pra quem se hospeda mais longe, tem ônibus urbano e o minibonde Pollicino, que corta as ruelas estreitas.

Documentos e ETIAS

Pra entrar na Itália, você precisa de passaporte válido com pelo menos 3 meses além da data de saída do espaço Schengen. E tem uma novidade importante: a ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) passou a ser exigida pra brasileiros e outros viajantes de países isentos de visto.

ETIAS Europa

Não é visto, é uma autorização eletrônica de viagem. Você preenche um formulário online com dados pessoais e da viagem, a resposta costuma sair rápido, e a autorização vale por 3 anos (ou até vencer o passaporte), permitindo estadias de até 90 dias a cada 180 dias no espaço Schengen. Vale conferir com antecedência pra não ter surpresa no aeroporto.

Aluguel de carro (economize até 34%)

Pra Siena em si, dentro do centro histórico, carro atrapalha mais do que ajuda. Mas se você vai usar Siena como base pra explorar a Toscana — Montalcino, San Gimignano, Val d’Orcia, vinícolas de Chianti, Pienza — alugar carro é praticamente obrigatório, porque essas cidadezinhas têm transporte público ruim e ficam espalhadas.

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Aluguel de carro na Itália

O que fazer em Siena

Piazza del Campo

É uma das praças mais bonitas da Itália e o coração de Siena. Tem o formato de concha (ou leque), com o piso em pavê dividido em nove faixas que simbolizam o antigo Governo dos Nove. A Fonte Gaia, no ponto mais alto da praça, rende ótimas fotos. E o barato é que a Piazza del Campo funciona como uma verdadeira sala de estar da cidade: os moradores e turistas sentam no chão inclinado pra conversar, comer um panino, beber vinho. Vá no fim da tarde, senta no chão e curte o pôr do sol.

Piazza del Campo em Siena

Palazzo Pubblico e Torre del Mangia

O Palazzo Pubblico é o antigo palácio comunal, hoje transformado no Museo Civico, com afrescos históricos importantíssimos (destaque pro “Alegoria do Bom e Mau Governo”). Ingresso simples fica em torno de €6.

Ao lado dele, a Torre del Mangia oferece a melhor vista de Siena — dá pra ver todo o centro medieval e as colinas da Toscana ao redor. O ingresso isolado ou combinado com Santa Maria della Scala custa em torno de €15 a €20 nos passes. Duas coisas pra saber: a subida é limitada a poucas pessoas por vez (o que gera fila em alta temporada, então vá cedo) e as escadas são MUITO estreitas — se você tem claustrofobia ou dificuldade de locomoção, pense bem antes de subir.

Duomo di Siena e complexo da Catedral

O complexo do Duomo é uma das visitas mais impressionantes da Itália. A gente saiu de lá meio boquiaberto. Inclui:

  • Cattedrale di Santa Maria Assunta: fachada gótica em mármore branco, preto e vermelho, e um interior riquíssimo com listras de mármore, o púlpito de Nicola Pisano e o piso trabalhado (com painéis que às vezes ficam cobertos pra preservação).
  • Batistério: com pia batismal esculpida por Donatello, Ghiberti e Jacopo della Quercia. Uma joia.
  • Cripta: descoberta “recentemente” (nos anos 2000), tem afrescos medievais em ótimo estado.
  • Museo dell’Opera Metropolitana: guarda a “Maestà” de Duccio, uma das obras mais importantes da pintura italiana.
  • Facciatone: a fachada inacabada da expansão que Siena queria fazer no séc. XIV pra ter uma catedral maior que a de Florença — a peste negra interrompeu o projeto. Hoje é um mirante fantástico.
Museu dell Opera Metropolitana em Siena

O OPA Si Pass (às vezes chamado de Opa Pass) é o combinado que dá acesso ao complexo — catedral, batistério, cripta, museu e Facciatone. Custa em torno de €8 a €15, dependendo da estação (piso descoberto sai mais caro) e tem validade de até 3 dias, ótimo pra espaçar as visitas. Compra antecipada evita fila e às vezes garante preço melhor.

Santa Maria della Scala

Bem em frente ao Duomo, esse era o antigo hospital medieval — um dos mais antigos da Europa, ativo por mais de 800 anos. Hoje virou um complexo museológico enorme, com exposições, afrescos, capelas e até um museu arqueológico no subsolo. Costuma entrar em passes combinados com a Torre del Mangia e o Museu Civico, com preços em torno de €13 a €20 dependendo da combinação.

Fortezza Medicea, San Domenico e mais

  • Fortezza Medicea: antiga fortaleza dos Medici, hoje transformada em área de passeio. É o melhor lugar pra ver o pôr do sol em Siena, com vista panorâmica pro Duomo e as colinas.
  • Basilica di San Domenico: ligada à história de Santa Catarina de Siena (padroeira da Itália). Guarda relíquias dela.
  • Pinacoteca Nazionale: pra quem gosta de arte, tem uma coleção fantástica da escola senense de pintura.
  • Vielas medievais: não subestime o poder de simplesmente andar sem rumo pelo centro. As contrade (bairros) cada uma tem seu símbolo (Águia, Loba, Girafa, Onda, Concha etc.) e você vê os brasões em fontes, portas e bandeiras. É uma cidade viva.

Ingressos e passeios (economize muito)

Vamos te dar várias dicas pra economizar muito na compra de ingressos e passeios.

Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato e mais prático. Nas bilheterias, além do preço ser maior, os ingressos podem esgotar pro dia desejado — e você perde tempo precioso na fila.

Dica do IOF: se comprar no site oficial estrangeiro, o pagamento é em euro. Você paga o IOF do cartão internacional e não dá pra parcelar. Procure sites que já cobram em reais.

Um site que a gente tem usado muito em todas as viagens é esse aqui. Ele é um dos maiores do mundo e tem todos os ingressos e passeios de Siena. Já é um dos lugares mais baratos, mas a maior vantagem é que você paga em reais (evitando o IOF) e pode parcelar. Outras vantagens:

  • Free tours: tours gratuitos em várias cidades italianas. Você paga só uma gorjeta pro guia no fim.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar sem custo até um dia antes na maioria dos passeios.
  • Transfer: tem transfer de aeroporto pro hotel — geralmente sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (evitando golpes) e o motorista te espera com placa personalizada.
  • Atendimento em português: suporte 24h em português, caso precise.

Como economizar até 42% nos hotéis de Siena!

Pra te ajudar a encontrar os melhores hotéis de Siena, com preços já filtrados e em português, dá uma olhadinha aqui:

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Lá você consegue filtrar por região, datas, faixa de preço e nota de avaliação. A gente sempre usa o filtro ‘nota 8+’ e cancelamento gratuito — assim garante que vai pegar um lugar bom e fica tranquilo se precisar mudar os planos.

Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.

Faixas de preço e custos médios

Pra você ter uma noção de quanto costuma custar:

  • Almoço simples (prato + bebida não alcoólica): em torno de €10 a €20 por pessoa.
  • Jantar em restaurante com entrada, prato e vinho: em torno de €20 a €35 por pessoa.
  • Café expresso no balcão: em torno de €1 a €2.
  • OPA Si Pass / complexo do Duomo: em torno de €8 a €15.
  • Museo Civico: em torno de €6.
  • Passes combinados (Museu + Santa Maria della Scala + Torre del Mangia): em torno de €13 a €20.
  • Ônibus Florença–Siena: em torno de €7 a €9 por trecho.

Uma dica que economiza dinheiro de verdade: pegar os passes combinados ao invés de comprar ingresso avulso pra cada atração. Quem vai subir a Torre del Mangia e visitar Santa Maria della Scala sai ganhando.

Onde comer em Siena

A cozinha de Siena é a Toscana no melhor estilo — pratos rústicos, ingredientes simples, muito sabor. Não sai de lá sem experimentar:

  • Pici: massa caseira grossa, feita à mão. O clássico é o pici cacio e pepe (queijo e pimenta) ou pici al ragù.
  • Ribollita: sopa de pão, feijão e legumes — comida de casa toscana.
  • Cecina: torta crocante de grão-de-bico, ótima pra lanche em pé.
  • Panforte: uma espécie de bolo denso com frutas cristalizadas e especiarias, típico de Siena.
  • Vinhos: Chianti Classico e Brunello di Montalcino (produzidos nas redondezas) são obrigatórios.
Cecina toscana

Restaurantes que valem a visita: Osteria Le Logge (ambiente histórico, ótima pra pici cacio e pepe) e o Ristorante Particolare (mais moderno, ingredientes frescos). A Trattoria Papei também é bem citada pra almoço no centro.

Ristorante Particolare em Siena

Dica de ouro: evita os restaurantes com cardápio traduzido em 5 idiomas na porta ou com garçom te chamando na rua. Normalmente são turísticos, mais caros e menos autênticos. Prefira as trattorias familiares um pouco fora da Piazza del Campo — comida melhor, preço menor. E na Europa em geral, você pode pedir tap water (água da torneira) no restaurante — é potável e sai grátis, ao invés de pagar €3 por uma garrafinha.

Compras em Siena

O centro histórico é ótimo pra compras sem pressa. As duas ruas principais são a Via di Città e a Via Banchi di Sopra, com boutiques, ateliês de artesanato local (cerâmicas, couro, tecidos) e lojas de doces típicos. Vale também dar uma passada nas enotecas, tipo a Enoteca Italiana, dentro da Fortezza Medicea, pra provar e comprar vinhos toscanos.

Via di Città em Siena
Vinhos da Toscana em Siena

Erros comuns que a gente vê muito brasileiro cometer

  • Fazer bate-volta muito apertado de Florença: chegar meio-dia e voltar às 17h não dá tempo de aproveitar. Ou vai cedo, ou dorme uma noite.
  • Chegar de trem sem contar com a subida: a estação fica abaixo da cidade. Se tá com mala pesada, o ônibus (que vai direto pro centro) é melhor opção que o trem.
  • Comprar ingresso avulso pra cada atração: os passes combinados saem muito mais em conta.
  • Ir em julho ou agosto sem reservar hospedagem com antecedência: especialmente nas datas do Palio (2 de julho e 16 de agosto), a cidade lota e os preços disparam.
  • Sapato errado: Siena é ladeira, calçamento de pedra e desnível pra tudo quanto é lado. Sandália aberta ou salto: nem pensar. Tênis de caminhada é obrigatório.

Bate-voltas saindo de Siena

Se você tem 3 dias ou mais, vale reservar um deles pra explorar os arredores. Alguns bate-voltas incríveis:

  • San Gimignano (cerca de 50 min de carro): a “Manhattan medieval”, com suas torres de pedra preservadas.
  • Montalcino (cerca de 40 min): paraíso do Brunello, com vinícolas abertas a visita.
  • Arezzo (cerca de 1h): igrejas, praças históricas e um mercado de antiguidades famoso no primeiro fim de semana do mês.
  • Val d’Orcia: as paisagens de cartão-postal da Toscana, com Pienza, Montepulciano e as estradas em ciprestes.
Montalcino Toscana

Pra fazer esses bate-voltas com liberdade, o carro alugado que a gente mencionou lá em cima é o caminho.

Passagens aéreas

Como Siena não tem aeroporto internacional, o voo do Brasil normalmente pousa em Roma (Fiumicino), Florença (Amerigo Vespucci) ou Milão (Malpensa). De lá, você segue de trem, ônibus ou carro alugado.

Pra achar as melhores tarifas, a gente usa e recomenda esse comparador de passagens aéreas. É um dos mais conhecidos do Brasil, seguro e mostra as opções de todas as companhias que operam o trecho. Basta colocar as datas e pesquisar.

Passagens aéreas para Siena

Mais dicas pra economizar nas passagens:

  • Evite alta temporada e escolha datas alternativas — segunda, terça e quarta costumam ser mais baratas.
  • Voos com escala geralmente saem mais em conta que diretos, mas confira o tempo de conexão pra não perder o segundo trecho.
  • Verifique o horário de check-in do hotel: se chegar de madrugada, pode acabar pagando uma diária a mais.

Chip de celular pra usar em Siena

Usar o chip brasileiro em roaming na Itália é caríssimo. A melhor forma de ter internet o tempo todo é pegar um chip internacional antes de viajar. A gente testou vários chips ao longo dos anos e o que a gente recomenda hoje é esse chip de viagem que a gente usa.

Preço bem competitivo, e o principal: a cobertura na Itália funcionou muito bem em todas as cidades onde a gente foi, inclusive nas cidadezinhas menores da Toscana. Chega em casa antes da viagem, você ativa e já sai do Brasil com internet.

Chip de celular para viagem à Itália

Como levar dinheiro pra Siena

A melhor forma que a gente encontrou pra levar dinheiro pra Europa foi abrir essa conta global que a gente usa. Você abre uma conta digital em dólar direto do Brasil, em poucos minutos (só precisa de RG ou CNH), e usa o cartão dela em qualquer lugar do mundo — inclusive na Itália, onde a conversão pra euro é automática.

Conta global em dólar

As vantagens: você compra os dólares na cotação comercial (muito melhor que a cotação turismo dos bancos e casas de câmbio), o IOF do cartão é bem menor do que o cartão de crédito comum, o atendimento é em português e não tem taxa pra abrir ou manter a conta.

Pra abrir, usa o código GRUPODICAS20 ao criar a conta — você ganha até 20 dólares na sua primeira remessa de câmbio (até 15 dias após abrir).

Outras vantagens: você pode ir acumulando dólares aos poucos quando a cotação tá boa, deixar investido rendendo até a viagem, sacar em caixas eletrônicos no exterior (os dois primeiros saques do mês são grátis), receber cartão virtual na hora e um cartão físico depois. Eles também têm sala VIP no aeroporto de Guarulhos, benefício que você aproveita em qualquer viagem futura.

Sala VIP Guarulhos

Pra quem prefere levar um pouco de euro em espécie, a gente sempre compra nessa casa de câmbio. É uma das maiores do Brasil, com processo todo online e entrega em casa por mensageiro. Mas a conta global segue sendo a opção mais vantajosa pro dia a dia.

Curiosidades que a gente adora contar sobre Siena

  • Cidade das contrade: Siena é dividida em 17 bairros (contrade), cada um com nome, símbolo, cores e até “hino” próprios. É Águia, Loba, Girafa, Onda, Concha, Torre… É tipo escola de samba com clube de futebol, mas versão medieval — a paixão é enorme e a rivalidade dura o ano todo, culminando no Palio.
  • A catedral que ia ser gigante: no séc. XIV, Siena queria construir a maior catedral da cristandade, maior até que a de Florença. A peste negra de 1348 matou metade da população e o projeto foi abandonado. O Facciatone é a fachada dessa expansão que nunca aconteceu.
  • Piazza del Campo como anfiteatro urbano: a inclinação da praça é proposital — funciona como um anfiteatro natural durante o Palio, quando milhares de pessoas se apertam ali pra ver a corrida de menos de 90 segundos.

Seguro viagem pra Itália

O seguro viagem é obrigatório pra entrar na Itália e no espaço Schengen — o Tratado exige cobertura mínima de 30 mil euros pra assistência médica. Sem apólice, você pode até ser barrado na imigração.

Além disso, atendimento médico particular na Europa é caro. Com o seguro, você tem cobertura pra emergências médicas, odontológicas, extravio de bagagem, cancelamento de voo e várias outras situações.

Pra achar o melhor preço, a gente sempre usa esse comparador de seguros. Você coloca destino e período, ele compara as principais seguradoras do mundo em segundos e mostra qual sai mais em conta. O link acima já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas.

Seguro viagem para a Itália

Perguntas frequentes sobre Siena

Vale a pena visitar Siena?

Vale muito. Siena é um dos centros medievais mais bem preservados da Itália, tem uma atmosfera bem diferente de Florença e Roma e uma cena gastronômica ótima. Pra quem tá fazendo Toscana, é parada obrigatória.

Quantos dias ficar em Siena?

O ideal são 2 dias pra ver o essencial com calma (Piazza del Campo, complexo do Duomo, Santa Maria della Scala e as vielas). Se você quer usar Siena como base pra explorar a Toscana, 3 dias.

Dá pra fazer bate-volta de Florença a Siena?

Dá, mas fica corrido. Se optar por isso, saia de Florença logo cedo (primeiro ônibus da manhã) e priorize Piazza del Campo, Palazzo Pubblico, Torre del Mangia e o complexo do Duomo.

Precisa alugar carro pra visitar Siena?

Pra Siena em si, não — a cidade é 100% caminhável e tem ZTL, então carro atrapalha. Mas se você quer explorar a Toscana (Montalcino, San Gimignano, Val d’Orcia, vinícolas), alugar carro é praticamente obrigatório.

Qual a melhor época pra ir a Siena?

Primavera (março a maio) e outono (setembro a novembro) são as melhores épocas — clima agradável, menos gente e preços mais tranquilos. Verão é lotado e caro, especialmente nas datas do Palio (2 de julho e 16 de agosto).

O que é o Palio di Siena?

Uma corrida de cavalos medieval realizada duas vezes por ano na Piazza del Campo (2 de julho e 16 de agosto). Dez das 17 contrade (bairros) da cidade competem, e a paixão é gigantesca. Pra ver, você precisa reservar hospedagem com muitos meses de antecedência.

Como ir de Florença a Siena?

A melhor opção é ônibus — sai da rodoviária ao lado da Santa Maria Novella, com cerca de 2 saídas por hora, viagem de 1h30 e custo em torno de €7 a €9. A vantagem sobre o trem é que ele para em Piazza Gramsci, pertinho do centro histórico.

Vale a pena o OPA Si Pass?

Vale muito se você vai visitar o complexo do Duomo por inteiro (catedral, batistério, cripta, museu e Facciatone). Sai muito mais em conta que comprar cada ingresso separado, e a validade de até 3 dias permite espaçar as visitas.

Economize ao máximo na sua viagem à Itália

Siena é uma daquelas cidades que fica na memória — pequena, medieval, com uma personalidade forte que sobreviveu ao tempo. Se puder, encaixe pelo menos duas noites no seu roteiro pela Toscana. Curta o pôr do sol na Fortezza Medicea, sente na Piazza del Campo com um copo de Chianti e boa viagem!