
Se você vai pra Bariloche, pode ter certeza: em algum momento (provavelmente todos os dias) você vai parar na Rua Mitre. Ela é o coração comercial da cidade, onde a galera resolve câmbio, compra roupa de neve, se entope de chocolate e ainda escolhe boa parte dos passeios pela região.
A gente sempre brinca que a Mitre vira quase um ritual diário pra quem fica hospedado no centro. Você sai pra um passeio, volta, e acaba passando por ali de novo pra tomar um chocolate quente ou comprar mais uma caixinha de doce pra levar pra casa.
Neste guia a gente reuniu tudo o que dá pra fazer na Rua Mitre: as chocolaterias famosas, as lojas, onde trocar dinheiro, os melhores cafés e restaurantes e até os errinhos que muito brasileiro comete por lá. Bora?
Sobre a Rua Mitre
A Rua Mitre (ou Calle Mitre, como aparece nas placas em espanhol) é considerada a rua mais importante de Bariloche, referência absoluta pra comércio, serviços e turismo. Ela fica bem no centro, ao lado do Centro Cívico e pertinho da Catedral.
Pra você ter uma ideia, são quase 2,5 km de extensão, mas o trecho que interessa de verdade pro turista são umas cinco quadras entre a Catedral e o Centro Cívico. É ali que se concentra praticamente todo o comércio da cidade: lojas de roupas e calçados, chocolaterias, bancos e casas de câmbio, agências de turismo, aluguel de roupa de neve, cafés, bares e restaurantes.
Uma curiosidade super legal: a Mitre foi a primeira rua asfaltada de Bariloche, um marco da urbanização da cidade. Isso ajuda a explicar por que ela acabou virando o eixo principal do comércio e da circulação de pessoas.
À noite ela ganha clima de calçadão, cheia de turistas passeando, comendo e vendo artistas de rua tocando música e fazendo apresentações. O ambiente fica bem vivo, parece quase um “shopping a céu aberto”.
Se o seu objetivo é fazer compras em Bariloche, então separa um dia do roteiro só pra curtir essa rua com calma.
As chocolaterias da Rua Mitre
Olha, se tem uma coisa que é parada obrigatória na Mitre, é o chocolate. Em apenas uma quadra e meia dá pra encontrar várias chocolaterias, com gente contando até oito lojas nesse trecho. É um perigo pra quem é guloso (a gente sabe bem).
Entre as marcas mais famosas, vale conhecer:
- Mamuschka — um ícone da cidade, talvez a mais conhecida de todas
- Chocolates Rapa Nui — outra queridinha dos turistas, praticamente ao lado da Mamuschka
- Abuela Goye
- Frantom Chocolates
Muitas têm balcão de chocolate a quilo, cafeteria interna com doces, sorvetes e chocolate quente, além de embalagens prontas pra presente — perfeitas pra levar de lembrança. Uma dica de amigo: compare duas ou três lojas antes de fazer compra grande, porque os preços e os tipos de chocolate variam bastante entre as marcas. Experimente uma quantidade pequena primeiro pra ver qual agrada mais o seu paladar.
Como referência, o chocolate a granel costuma custar em torno do equivalente a R$ 80 a R$ 120 o quilo, e as caixas de presente (de 250 a 500 g) saem por algo em torno de R$ 40 a R$ 100. São faixas aproximadas — o valor real muda muito com a cotação do peso argentino.
Onde comprar os passeios de Bariloche
Além de passear pela Mitre, Bariloche tem uma série de atrações imperdíveis, e a própria rua é cheia de agências de turismo. Mas, antes de fechar qualquer coisa por ali, vale dar uma olhada e comparar.
A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar passeios, ingressos e excursões. A vantagem é que dá pra ver tudo com antecedência, ler avaliações de quem já foi, reservar em português e muitas vezes com cancelamento gratuito — então você não corre o risco de chegar e o passeio estar lotado.
Reservar antes ainda costuma sair mais em conta do que fechar de última hora na rua, e você já vai com o roteiro montado, sem perder tempo correndo atrás de agência.
Compras e serviços na Rua Mitre
Pra quem precisa de qualquer coisa em Bariloche, a recomendação é simples: vá pra Mitre. Ali você encontra roupas casuais, esportivas e de frio, calçados, couro, souvenirs, livrarias, eletrônicos e artesanato. É o ponto de compras da cidade.
Um destaque é a Galeria del Sol, um prédio de dois andares na própria Mitre, com lojas de chocolate, eletrônicos, artesanato, souvenirs, roupas e presentes. É uma ótima parada pra dias frios ou de chuva, já que tudo é coberto e bem decorado.

Casas de câmbio e bancos
A Mitre concentra bancos e casas de câmbio, o que facilita muito a vida de quem precisa trocar reais ou dólares por pesos e sacar dinheiro. É uma das áreas mais citadas por viajantes como prática e segura pra resolver questões financeiras.
Dica importante: não troque dinheiro na primeira casa que ver pela pressa. Como tem várias num mesmo quarteirão, vale conferir duas ou três opções antes de fechar o câmbio, porque as cotações variam.
Aluguel de roupa de neve
Se você vai esquiar no Cerro Catedral ou fazer passeios de neve, dá pra alugar roupa e equipamento (botas impermeáveis, calças, casacos, luvas) na própria Mitre ou nas ruas próximas. É mais prático e costuma sair melhor do que alugar lá em cima, na estação.
O kit básico por dia (calça, jaqueta e bota) costuma custar por volta de R$ 80 a R$ 150, variando por qualidade e época. Antes de fechar, repare no estado e na limpeza das peças, no valor da caução e no horário de devolução — vale comparar mais de um lugar.
Onde comer na Rua Mitre
A vida noturna e gastronômica da Mitre é bem animada, com opções pra todos os bolsos. Pra um café da tarde reforçado ou um lanche, alguns clássicos são The Coffee Store, Pieros e Delturista — muitos servem medialunas, tortas, sanduíches e chocolate quente, perfeitos pro frio. Um combo simples de café com doce sai por volta de R$ 25 a R$ 50 por pessoa.
Pra refeições mais completas, na Mitre ou bem pertinho você encontra opções clássicas:
- La Fonda del Tío — um dos restaurantes mais famosos da cidade pelo ótimo custo-benefício, com porções fartas e pratos como milanesa gigante
- Restaurant Lingüini — focado em massas
- Cazuela — comida reconfortante e pratos típicos
- El Mundo — opção popular na região
Uma refeição num restaurante tipo La Fonda del Tío costuma ficar em torno de R$ 60 a R$ 100 por pessoa sem bebida alcoólica. E, pra quem curte cerveja, vale conhecer a Cervecería Artesanal Lowther — a pint sai por algo em torno de R$ 20 a R$ 35. Lembrando que todos esses valores são faixas aproximadas.
Como chegar e melhor época pra ir
A localização é o grande trunfo da Mitre: quem visita o Centro Cívico, o lago Nahuel Huapi ou a Catedral naturalmente passa por ali. Se você está hospedado no centro, dá pra chegar tranquilamente a pé. Várias linhas de ônibus urbanos e vans turísticas passam pelas proximidades, e táxis e remises são fáceis de achar na região central.
Sobre horários, o comércio costuma abrir por volta das 9h/10h, fechar pro almoço e voltar à tarde, indo até umas 20h/21h em plena temporada. Já as chocolaterias e cafés tendem a ficar abertos durante todo o dia e boa parte da noite, especialmente no inverno e nas férias de julho.
A Mitre é um passeio válido o ano todo, mas o perfil muda:
- Inverno (junho a agosto): pico de movimento, muitos brasileiros, lojas e restaurantes cheios no fim de tarde e à noite. Perfeito pra combinar com compras de roupa de neve, chocolate quente e fondue — só prepare a paciência pra mais filas nas chocolaterias famosas.
- Verão (dezembro a março): clima mais ameno pra caminhar, dias longos e menos lotação. Dá pra esticar o passeio até tarde.
- Meias-estações (outono e primavera): bom equilíbrio de preços e movimento, ótimo pra caminhar com calma, tirar fotos e experimentar vários lugares sem esperar muito.
Erros comuns de brasileiro na Rua Mitre
A gente já viu (e cometeu) alguns desses, então fica a dica de amigo:
- Deixar tudo pro último dia: muita gente pensa “compro tudo na volta do passeio” e acaba pegando loja lotada ou fechada mais cedo. Vai comprando aos poucos durante a estadia.
- Não comparar chocolaterias: as marcas têm preços e produtos bem diferentes. Experimente um pouquinho antes de comprar muito.
- Trocar dinheiro com pressa: tem várias casas de câmbio no mesmo quarteirão, então cheque duas ou três antes de fechar.
- Subestimar o frio: caminhar pela Mitre à noite no inverno é bem gelado, com vento vindo do lago. O brasileiro costuma sair só com um casaco e acaba comprando gorro, luva e cachecol às pressas.
- Cair na “foto turística”: no Centro Cívico, colado na Mitre, é comum cobrarem pra tirar foto com cães São Bernardo. Sempre pergunte o valor antes pra não levar susto na hora de pagar.
Vale a pena alugar carro em Bariloche?
Pra circular só pelo centro e pela Mitre, você não precisa de carro — dá tudo a pé. Mas se a ideia é conhecer a região (Circuito Chico, Cerro Catedral, Villa La Angostura, os mirantes ao redor do lago), aí o carro faz toda a diferença e costuma sair mais barato do que depender de excursão pra tudo.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
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Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Não esqueça do seguro viagem
O atendimento médico no exterior pode sair caro, e ninguém quer estragar a viagem com um imprevisto não coberto. Por isso vale muito a pena contratar um seguro viagem antes de embarcar pra Argentina.
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Como a Mitre fica no centro, ficar bem localizado faz toda a diferença pra aproveitar a rua sem depender de transporte e ainda voltar pro hotel tranquilo à noite. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Bariloche:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
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Perguntas frequentes sobre a Rua Mitre em Bariloche
O que tem na Rua Mitre em Bariloche?
A Rua Mitre concentra a maior parte do comércio de Bariloche: lojas de roupas, calçados e couro, chocolaterias famosas, bancos e casas de câmbio, agências de turismo, aluguel de roupa de neve, cafés, bares e restaurantes. É o ponto principal pra compras e serviços na cidade.
Qual a melhor chocolateria da Rua Mitre?
As mais famosas são a Mamuschka e a Rapa Nui, que ficam praticamente lado a lado. Abuela Goye e Frantom também são boas opções. O ideal é experimentar pequenas quantidades em duas ou três lojas antes de fazer uma compra grande, já que preços e sabores variam bastante.
Dá pra trocar dinheiro na Rua Mitre?
Sim. A Mitre concentra vários bancos e casas de câmbio, o que facilita trocar reais ou dólares por pesos e sacar dinheiro. Como há várias num mesmo quarteirão, vale comparar duas ou três cotações antes de fechar o câmbio.
A Rua Mitre fica longe do Centro Cívico?
Não, fica colada. A Rua Mitre está bem no centro de Bariloche, ao lado do Centro Cívico e pertinho da Catedral. Quem está hospedado na região central chega a pé tranquilamente.
Qual a melhor época pra aproveitar a Rua Mitre?
A rua é um passeio válido o ano todo. No inverno (junho a agosto) é o pico de movimento, ótimo pra combinar com roupa de neve e chocolate quente, mas com mais filas. No verão e nas meias-estações há menos lotação e mais conforto pra caminhar com calma.
Dá pra alugar roupa de neve na Rua Mitre?
Sim, há vários pontos de aluguel de roupa e equipamento de neve na própria Mitre e nas ruas próximas, com botas, calças, casacos e luvas. Costuma ser mais prático e em conta do que alugar direto na estação de esqui.
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A Rua Mitre é daquelas que você visita uma vez e não consegue mais passar reto: sempre tem um chocolate novo pra provar, uma vitrine pra olhar ou um café quentinho pra fugir do frio. Aproveite com calma, compare os preços e leve umas caixinhas de doce pra matar a saudade quando voltar pra casa. Boa viagem!
