
Ravenna é uma daquelas cidades italianas subestimadas que a gente sempre recomenda pra quem quer fugir do óbvio na Itália. Ex-capital do Império Romano do Ocidente e depois do domínio bizantino na península, ela guarda mosaicos paleocristãos únicos no mundo — e o mais legal: dá pra aproveitar muita coisa sem pagar quase nada.
Neste guia a gente reuniu 10 passeios de graça em Ravenna que valem cada minuto, mais alguns hacks pra economizar ainda mais (como o truque da primeira domingo do mês, que muita gente ignora e acaba pagando ingresso à toa). Quando a gente foi, ficou impressionado com quanto conteúdo a cidade entrega gratuitamente — basta saber onde procurar.
E não esquece: aqui no nosso guia completo da Itália a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, chip, comida e ingressos.
1. Tumba de Dante Alighieri
A tumba do autor da Divina Comédia é o passeio mais emblemático de Ravenna — e é totalmente gratuito, aberto todos os dias. Fica na Via Dante Alighieri, bem no centro histórico, e a visita é rápida: o mausoléu é pequeno, mas carrega um peso histórico enorme.
Dante passou os últimos anos da vida em Ravenna e foi enterrado ali depois de morrer exilado de Florença. Até hoje rola aquela disputa histórica entre as duas cidades pela guarda dos restos mortais dele, e Florença envia anualmente o óleo pra lâmpada votiva da tumba — uma tradição bem simbólica.
Aproveita pra passear também pelo jardim silencioso ao lado (o Quadrarco di Braccioforte) e pelos antigos claustros franciscanos, que também são de graça. Pra fotos, vai bem cedo ou no fim da tarde, quando os grupos de excursão somem.

Erro comum: muita gente confunde o Museu Dante (que é pago, em torno de 5 euros) com o mausoléu e acaba nem entrando na tumba, achando que também tem cobrança. Não tem — é grátis mesmo.
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2. Basílica de San Francesco
Igreja medieval linda, com entrada gratuita, e fica coladinha na tumba de Dante — o combo perfeito. Endereço: Piazza San Francesco, 1. Costuma abrir de segunda a sexta em dois turnos (manhã e tarde) e nos finais de semana com horário mais amplo, então se prepara pra encontrar as portas fechadas na hora do almoço.
O grande destaque interno é a cripta alagada: por causa do afundamento gradual da cidade ao longo dos séculos, a cripta do século V ficou submersa e hoje tem peixinhos nadando por cima dos mosaicos originais. É uma visão surreal e única na Itália — vale só por isso. Foi também nessa basílica que aconteceu o funeral de Dante.

3. Duomo de Ravenna (Catedral)
A catedral principal da cidade fica na Piazza Duomo, 1, tem entrada gratuita e é super central. Os horários em geral seguem o padrão italiano: aberta de manhã e à tarde nos dias úteis (com pausa no almoço) e horário estendido em feriados e finais de semana.
É um dos pontos que os turistas mais ignoram, porque ficam obcecados só pelos sítios da UNESCO (que são pagos). Mas o Duomo é ótimo pra sentir a arte sacra local sem gastar, e nas horas mais quentes serve como refúgio — o interior das igrejas italianas é sempre bem mais fresco que a rua.
4. Piazza del Popolo
A praça central de Ravenna, rodeada de prédios históricos, cafés e com aquela atmosfera de cidade pequena italiana que a gente ama. Acesso livre a qualquer hora. É ponto de encontro tanto de moradores quanto de turistas, e no fim da tarde ganha aquela luz dourada que deixa os edifícios renascentistas ainda mais bonitos.
Sentar num banco ou num café da praça pra observar a vida local passando é um dos programas mais gostosos da viagem. Uma coisa legal de pensar enquanto você tá ali: essa cidade aparentemente pacata já foi capital do Império Romano do Ocidente no século V — e depois centro do poder bizantino na Itália.

5. Via di Roma e os mosaicos ao ar livre
Ravenna é a cidade dos mosaicos — e boa parte dos mais famosos está em monumentos pagos (San Vitale, Galla Placidia, Sant’Apollinare). Mas a cidade espalhou essa identidade pelas ruas também: caminhando pela Via di Roma, você encontra mosaicos modernos no chão e nas calçadas, homenageando a tradição milenar da cidade.
É um passeio de graça, perfeito pra quem gosta de fotografia e de reparar em detalhes. A gente sempre recomenda ir sem pressa, olhando pra baixo (literalmente), porque muitos desses mosaicos passam despercebidos pra quem só tá indo do ponto A ao B.

6. Centro histórico a pé
Explorar o centro histórico de Ravenna é uma atividade totalmente gratuita e provavelmente a mais gostosa. Ruas estreitas, fachadas coloridas, cafés escondidos, pequenas lojas de artesanato — tudo em escala humana, sem a loucura de Roma ou Florença.
Um roteiro autoguiado que a gente recomenda, ligando os pontos mais bacanas de graça:
- Comece na Piazza del Popolo;
- Suba a Via di Roma reparando nos mosaicos;
- Passe pelo Duomo;
- Termine na Tumba de Dante e na Basílica de San Francesco.
Dá tranquilamente pra fazer em meia manhã ou uma tarde inteira, sem correria. O melhor horário é o fim da tarde, quando a luz fica bonita e o calor dá uma trégua.

7. Basílica de San Giovanni Evangelista
Uma das igrejas mais antigas de Ravenna, com raízes no período bizantino, e entrada gratuita. Fica em área central, então encaixa fácil no roteiro a pé. Tem uma atmosfera bem tranquila, dá pra reparar nos detalhes arquitetônicos e nos mosaicos sem multidão.
É ótima pra entender a continuidade histórica de Ravenna: enquanto os monumentos UNESCO (todos pagos) mostram os mosaicos mais famosos, igrejas como essa preservam o mesmo espírito de forma mais discreta e sem custo.

8. Museu de Arte da Cidade de Ravenna (MAR)
O MAR (Museo d’Arte della Città di Ravenna) tem parte do acervo com entrada paga, mas muitas exposições temporárias e algumas seções costumam ser gratuitas. A gente recomenda dar uma olhada na programação do museu antes de ir — se pegar uma exposição livre, é um ótimo passeio complementar. O foco é arte bizantina, cerâmica e obras de artistas locais e internacionais.

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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
9. Muralhas antigas de Ravenna
As muralhas históricas que já protegeram a cidade são um passeio subestimado e totalmente de graça. Dá pra caminhar por trechos preservados em meio a áreas verdes, encontrando torres antigas e pontos com vistas legais da cidade. É um passeio calmo, ideal pra quem quer respirar longe do burburinho do centro histórico e sentir a Ravenna medieval.

10. Parque Público de Ravenna e Parco di Classe
Depois de um dia inteiro de arte sacra e história, um espaço verde faz muito bem. O Parque Público de Ravenna é amplo, tem áreas arborizadas, trilhas e lagos — perfeito pra piquenique ou pra uma pausa. Uma dica bem prática: compra pão, queijo, presunto e frutas num mercadinho local e almoça no parque. Sai por uns 5-8 euros por pessoa e você economiza uns 20 euros que gastaria num restaurante.
Já o Parco di Classe, um pouco fora do centro, é maior ainda, com trilhas entre árvores e um lago tranquilo. Vale se você tiver mais tempo na cidade ou tiver viajando com crianças.


Hack de viagem: Ravenna zero euro na primeira domingo do mês
Esse aqui vale ouro: vários museus e monumentos de Ravenna (inclusive os pagos e sítios UNESCO) têm entrada gratuita na primeira domingo de cada mês. Se você conseguir planejar a viagem pra incluir um domingo, dá pra ver muita coisa sem gastar nada. Alguns dos que costumam entrar nessa política:
- Battistero degli Ariani (UNESCO);
- Mausoléu de Teodorico;
- Basílica de Sant’Apollinare in Classe;
- Museu Nacional de Ravenna.
Além disso, também costumam ter entrada gratuita em 2 de junho (Festa da República italiana) e 23 de julho (dia de Sant’Apollinare, padroeiro da cidade). A gente sempre recomenda checar o site oficial de turismo da cidade antes de viajar pra confirmar quais monumentos estarão livres naquele mês específico.
Se você quiser investir um pouquinho: o combo UNESCO
Mesmo com o foco em passeios grátis, vale saber que existe um ingresso combinado que dá acesso aos 5 principais monumentos UNESCO de Ravenna: San Vitale, Mausoléu de Galla Placidia, Battistero Neoniano, Museu Arcivescovile e Sant’Apollinare Nuovo. Costuma custar em torno de 10 a 12 euros — um custo-benefício absurdo pra ver alguns dos mosaicos mais impressionantes do mundo.
Se sobrar orçamento, o Mausoléu de Teodorico (em torno de 4 euros) e o Battistero degli Ariani (em torno de 1 euro) também valem cada centavo. Com uns 15 a 20 euros no total dá pra fazer um dia bem completo misturando o gratuito com o pago.
Erros comuns de brasileiros em Ravenna
A gente separou os deslizes que mais vê acontecerem:
- Bate-volta corrido demais: encaixar Ravenna em 3-4 horas entre Bologna e a costa (ou entre Florença e Veneza) e acabar vendo só um monumento. Reserve pelo menos um dia inteiro — de preferência com pernoite.
- Comprar ingressos avulsos em vez do combo: perde dinheiro à toa. O bilhete conjunto dos 5 monumentos UNESCO sai muito mais barato.
- Não checar horários das igrejas: quase todas fecham no meio do dia (das 12h às 14h30/15h). Chegar às 13h numa igreja garante porta fechada.
- Ignorar a primeira domingo do mês: perder o hack da entrada gratuita nos monumentos UNESCO é jogar 10 a 15 euros no lixo.
- Achar que é uma cidade pequena e não precisa de planejamento: os pontos são espalhados. Sem um mapa mental do que ver na ordem, você anda o dobro à toa.
Quando ir a Ravenna
A recomendação universal é ir na primavera (abril a junho) ou no início do outono (setembro e começo de outubro): clima ameno pra caminhar, dias longos e menos gente. O verão italiano é bem quente e obriga muitas pausas — igrejas e parques gratuitos viram salva-vidas nesses dias. Já o inverno é mais tranquilo e barato, mas com dias curtos e horários reduzidos em alguns lugares.
Como se locomover pela cidade
Quase tudo o que a gente listou aqui está no centro histórico, todo caminhável — Ravenna é uma cidade de tamanho médio pra pequeno e não faz sentido nenhum alugar carro pra circular dentro dela. Se você tá vindo de outra cidade italiana, o ideal é chegar de trem (a estação fica bem próxima do centro) e depois só andar a pé.
Agora, se Ravenna faz parte de uma road trip pela Emília-Romanha, Toscana ou pelo interior do norte da Itália (o que é super comum), aí sim carro faz total sentido pra se deslocar entre as cidades.
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Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Pra economizar ainda mais nos passeios pagos e nos ingressos UNESCO, dá pra reservar os principais com antecedência (evita fila e às vezes sai mais barato) usando esse site que a gente usa em todas as viagens. É o maior do mundo em atividades em português, com cancelamento gratuito na maioria dos passeios e pagamento em reais — bem mais tranquilo do que descobrir na porta que a fila tá gigante.
Pra se hospedar bem localizado (a diferença entre pagar mais barato ficando longe e economizar tempo/dinheiro em transporte ficando perto pode surpreender):
Seguro viagem pra Itália (obrigatório)
A Itália faz parte do Espaço Schengen, o que significa que o seguro viagem é obrigatório por lei, com cobertura mínima de 30 mil euros pra despesas médicas. Sem ele, na teoria você pode ser barrado no controle de imigração — e, mais importante que a burocracia, atendimento médico particular na Europa custa uma fortuna.
A gente usa esse comparador de seguros, que mostra as principais seguradoras lado a lado e tem 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas já aplicado no link. Vale muito a pena.
Chip de celular pra Itália
Ficar sem internet no exterior é uma dor de cabeça: sem mapa, sem tradutor, sem chamar Uber. A gente sempre viaja com esse chip de viagem que a gente usa, que chega em casa antes de viajar, é só colocar no celular ao desembarcar e já funciona. Bem mais prático do que caçar chip italiano no aeroporto e economiza tempo pra caramba.
Perguntas frequentes sobre passeios grátis em Ravenna
Vale a pena visitar Ravenna sem pagar entrada em nenhum monumento?
Vale, mas você perde os mosaicos mais impressionantes (San Vitale e Galla Placidia). Com os 10 passeios de graça deste guia dá pra ter uma experiência muito rica, mas se puder investir 10-12 euros no combo UNESCO, a experiência fica completa. A dica é ir numa primeira domingo do mês e conseguir os dois: passeios grátis + monumentos UNESCO sem pagar.
Quanto tempo eu preciso pra conhecer Ravenna?
Um dia inteiro cobre o essencial (grátis + pagos), mas o ideal são dois dias, com pernoite. Assim dá pra explorar sem correria, entrar em várias igrejas, curtir os parques e ainda visitar Sant’Apollinare in Classe, que fica um pouco fora do centro.
Ravenna é boa pra bate-volta de Bologna ou Florença?
De Bologna é excelente pra bate-volta: 1h20 de trem direto. De Florença já é mais puxado (2h30-3h por trem) e vale mais a pena pernoitar. Já de Veneza dá pra fazer, mas exige acordar cedo.
Preciso comprar ingressos com antecedência?
Pros monumentos UNESCO principais (San Vitale, Galla Placidia), sim — sobretudo no verão, quando lotam e há limite de visitantes por vez em Galla Placidia. Pros passeios gratuitos deste guia, não precisa de nada, é só chegar.
Ravenna é uma cidade cara?
Não. Comparada a Florença, Veneza ou Roma, Ravenna é bem mais em conta — hospedagem, comida e transporte custam bem menos. Com um combo UNESCO (10-12 euros) e comendo em trattorias locais, dá pra fazer um dia completo por 40-50 euros por pessoa tranquilamente.
Qual a melhor época pra ir?
Primavera (abril-junho) e início do outono (setembro-começo de outubro) são imbatíveis: clima ameno, dias longos, sem multidões absurdas. Julho e agosto ficam bem quentes e mais cheios, mas ainda dá pra aproveitar com pausas nas igrejas e parques.
Ravenna tem mosaicos além dos monumentos pagos?
Tem! A Via di Roma tem mosaicos modernos no chão, várias intervenções urbanas espalhadas pelo centro, e igrejas como San Giovanni Evangelista e San Francesco preservam mosaicos antigos com entrada gratuita. Ravenna é uma cidade que respira mosaico do começo ao fim.
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Ravenna é uma daquelas descobertas que fazem a gente amar ainda mais a Itália. Uma cidade que já foi capital do mundo romano e bizantino, cheia de arte, com ritmo tranquilo e uma quantidade absurda de coisa boa pra fazer de graça. Se tiver a chance de encaixar um domingo do mês na sua viagem, aproveita o hack — você sai com a sensação de ter descoberto um segredo que muito turista deixa passar. Boa viagem!