
Ravenna é uma daquelas bases estratégicas na Itália que a gente adora indicar: dá pra conhecer os mosaicos bizantinos com calma e ainda emendar vários bate e volta bem curtos, de trem ou de carro, pra outras cidades e até pra outro país (San Marino). Quase tudo em 1h a 1h30 de deslocamento.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como a Emilia-Romagna combina bem coisas diferentes num raio pequeno: numa manhã você tá vendo mosaicos do século VI e à tarde tá com o pé na areia do Adriático, ou comendo tagliatelle al ragù em Bolonha. Nesse guia a gente reuniu as melhores cidades vizinhas pra bate e volta saindo de Ravenna, com faixa de preço, transporte, melhor época e os erros que a gente vê brasileiro cometendo por lá.
E não esquece: aqui no nosso Guia da Itália, a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1. Bolonha: a capital gastronômica da Emilia-Romagna
Bolonha é, na nossa opinião, o bate e volta mais completo saindo de Ravenna. São cerca de 1h a 1h15 de trem regional, com tarifas que costumam ficar entre 8 e 15 euros por trecho. Muita gente monta o roteiro dormindo em Ravenna (mais tranquilo, mais barato) e faz Bolonha como passeio de dia — ou o contrário. As duas lógicas funcionam.
O centro histórico é encantador: torres inclinadas, pórticos por todo lado (dá pra caminhar horas mesmo com chuva ou sol forte), a Piazza Maggiore com a Basílica de San Petronio e o Palácio d’Accursio, e a famosa Torre Asinelli, que dá pra subir pra ter uma vista panorâmica da cidade. A gente sempre recomenda reservar meio dia só pra comer: tagliatelle al ragù, tortellini in brodo, mortadela, lambrusco. Bolonha é rota gastronômica obrigatória.

Uma refeição em trattoria típica sai em torno de 15 a 25 euros por pessoa, sem vinho. Café com brioche na padaria fica em torno de 3 a 5 euros. Um erro comum que a gente vê é o pessoal ir num domingo — várias lojas e mercados fecham ou trabalham com horário reduzido. Prefira dias de semana. E, em sexta e sábado à noite na alta temporada, reserve o restaurante.
Pra visitar o Palácio d’Accursio com passeio guiado e aperitivo incluso, clicando aqui a gente reserva por esse site que a gente usa em todas as viagens: paga em reais, sem IOF, parcela e tem cancelamento gratuito.
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2. Rimini: praia, vida noturna e Roma antiga no mesmo dia
Rimini é o bate e volta mais clássico saindo de Ravenna, principalmente pra quem quer misturar praia com sítios romanos bem preservados. São cerca de 1 hora de trem regional, com passagem que costuma custar entre 5 e 10 euros por trecho.
No centro histórico, os destaques são o Arco d’Augusto (arco romano do século I a.C., um dos mais antigos da Itália), a Ponte de Tibério (do início do século I d.C., ainda em uso), o Templo Malatestiano e as ruas e praças cheias de cafés. Depois é só descer pra Riviera Romagnola: faixa de praia extensa, com quiosques, bares e clubes de praia. Ótimo pra combinar mosaicos de Ravenna de manhã e mar à tarde.

Faixa de preço: refeição simples (massa, pizza, bebida) em área turística sai em torno de 12 a 20 euros por pessoa. Guarda-sol e espreguiçadeira em praia estruturada geralmente cai entre 15 e 30 euros por dia. Verão (junho a setembro) é o auge; meia estação (maio e outubro) tem clima ótimo, menos gente e preços mais camaradas.
A gente errou nessa uma vez: em pleno agosto ficamos só na praia e deixamos o centro histórico pra depois, aí sobrou pouco tempo. Vai logo pelo Arco d’Augusto e a Ponte de Tibério na chegada, come alguma coisa e reserva a tarde pra praia.
3. San Marino: outro país num bate e volta
Um dos passeios mais legais é combinar Rimini com San Marino, um microestado independente colado na Itália. Dá pra fazer tudo num dia se sair cedo: Ravenna a Rimini de trem (1h) e depois Rimini a San Marino de ônibus regional (40 a 60 minutos), até a capital, que fica no alto de um monte.
Lá em cima, o centro histórico é um espetáculo: três torres medievais, ruas de pedra, mirantes com vista pra toda Emilia-Romagna, lojinhas de souvenirs e uns museus pequenos temáticos. É aquele passeio que rende foto boa, sensação de “mudei de país num day trip” e uma atmosfera bem diferente da Ravenna plana e marítima.
Ônibus Rimini–San Marino sai em torno de 5 a 10 euros por trecho. Refeição no centro histórico, com vista, fica entre 15 e 25 euros por pessoa. Melhor época é meia estação (abril a junho, setembro e outubro): o topo do monte pega vento forte no inverno e no verão tá cheio de turista.
Duas dicas de quem já foi: confira o horário do último ônibus de volta pra Rimini logo que chegar (dá pra ficar preso lá em cima se planejar mal) e leve documento de identidade ou passaporte — é outro país, mesmo que a fronteira seja simbólica.
4. Ferrara: renascentista, tranquila e cheia de bicicleta
Ferrara é uma das cidades mais recomendadas pra bate e volta cultural na Emilia-Romagna. De carro, fica a cerca de 1 hora de Ravenna. De trem, normalmente exige uma troca (via Bolonha) e leva de 1h30 a 2h dependendo da conexão — então, se der pra ir de carro, é bem mais prático.
O grande cartão-postal é o Castello Estense, uma fortaleza medieval cercada por um fosso que foi residência da poderosa família d’Este. O centro histórico é murado, com ruas calmas, palácios renascentistas e praças amplas. Ferrara é famosa pelo estilo de vida em bicicleta: os moradores usam bike pra tudo, e alugar uma pra circular é uma das melhores formas de aproveitar.

Ingresso do castelo e outros museus fica em torno de 10 a 15 euros por atração. Aluguel de bicicleta por dia costuma custar 10 a 20 euros. Primavera e outono são os períodos perfeitos pra caminhar e pedalar sem sofrer com calor. Um erro comum: tentar juntar Ferrara com outra cidade grande no mesmo dia. Ferrara pede um dia inteiro pra respirar direito.
Aluguel de carro na região (dá pra economizar bastante)
Pra quem quer explorar a Emilia-Romagna com liberdade — Ferrara, Comacchio, Faenza, Cesena, praias — vale muito a pena alugar carro em Bolonha (aeroporto principal) ou na própria Ravenna. Trem regional cobre bem as cidades grandes, mas várias vilas ficam mais fáceis de carro.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
5. Cesena: história medieval e a primeira biblioteca pública da Europa
A cerca de 40 minutos de Ravenna, Cesena é bem menos turística e por isso mesmo mais gostosa de conhecer com calma. O grande destaque é a Biblioteca Malatestiana, reconhecida como a primeira biblioteca pública da Europa e patrimônio UNESCO — vale a visita pela arquitetura e pelo acervo antigo intocado.
Depois, sobe até a Rocca Malatestiana, fortaleza medieval no alto da cidade, com vistas amplas dos arredores. O centro histórico tem praças gostosas pra sentar e tomar um café, com ritmo bem interiorano.

6. Comacchio: a “Pequena Veneza” da Emilia-Romagna
A cerca de 50 minutos de Ravenna, Comacchio é apelidada de “Pequena Veneza” pelos canais e pontes que cortam o centro. É muito menos lotada que Veneza e tem um clima bem mais autêntico.
O cartão-postal é a Trepponti, ponte tripla histórica que une vários canais. Vale visitar também o Museu da Anguila, que conta a tradição da pesca de enguias — algo bem típico da região. Se puder, prova alguma coisa nos restaurantes locais: o peixe defumado é uma especialidade.

7. Faenza: capital italiana da cerâmica
Outra opção pertinho é Faenza, a 29 km (40 minutos de carro) de Ravenna. A cidade é conhecida internacionalmente pela produção de cerâmica artística — o nome “faiança” vem daqui.
O Museu Internacional de Cerâmica reúne uma coleção impressionante de peças de várias épocas e regiões do mundo. O centro histórico é compacto, com a Piazza del Popolo e a Catedral de Faenza fazendo um bom conjunto renascentista. Peças pequenas de cerâmica artesanal saem a partir de 10 a 20 euros; peças maiores custam bem mais.

Uma dica: não espere atrações de “cidade grande”. Faenza é sobre atmosfera, artesanato e ritmo tranquilo. Meia tarde já dá pra conhecer bem.
8. Forlì: arte e ambiente acolhedor
Forlì fica a cerca de 50 minutos de Ravenna e mistura história com cena cultural viva. Comece pela Piazza Aurelio Saffi, onde ficam a Basílica de San Mercuriale e vários edifícios históricos.
O grande destaque é o Museu de San Domenico, que abriga exposições temporárias de arte de alto nível — os italianos costumam trazer mostras muito boas pra Forlì. É uma cidade tranquila, ideal pra um dia de passeio pausado, sem multidões de turista.

9. Cidades costeiras: Cervia, Cesenatico e Marina di Ravenna
Pra quem quer emendar praia num day trip curto, o litoral da Emilia-Romagna tá logo ali. Cervia fica a 21 km de Ravenna; Cesenatico, a 29 km. As duas têm bom acesso de trem regional ou ônibus e são conhecidas pelas praias estruturadas e restaurantes de peixe.
Cesenatico tem uma peculiaridade legal: o canal histórico do centro foi desenhado por Leonardo da Vinci. E ainda mais perto, Marina di Ravenna e Punta Marina são praticamente extensões da cidade — dá pra ir de carro, ônibus ou até de bike em pouco tempo.
Refeição simples na região fica em torno de 10 a 20 euros por pessoa. Guarda-sol e espreguiçadeira, 15 a 30 euros o conjunto por dia. Verão é alta temporada com preço maior e mais gente; meia estação é ótima pra quem quer clima agradável e menos multidão.
Dicas pra usar Ravenna como base
Ravenna funciona muito bem como base porque é plana, caminhável e barata em comparação com Bolonha ou Florença. Tem estação de trem no centro, com boa conexão pra toda a região Adriática e pra Bolonha (onde fica o aeroporto principal, a cerca de 1h30 de carro).
Hospedagem no centro histórico é a melhor pedida: fica perto de tudo e os hotéis 3 estrelas ficam em torno de 120 a 150 euros a diária pra casal; 4 estrelas, entre 160 e 200 euros. Refeição simples com bebida em restaurantes do centro sai por 10 a 20 euros por pessoa. Muito mais em conta que Bolonha ou Rimini na alta temporada.
Erros comuns de brasileiros na região: subestimar o tempo de deslocamento e encaixar muitos bate-voltas em dias seguidos (sobra pouco tempo pra respirar); comprar bilhetes de trem em cima da hora na estação em vez de usar o app da Trenitalia; e não checar feriados religiosos locais, quando o comércio fecha ou reduz muito.
Onde comprar os ingressos e passeios da região
Pra economizar bastante nos ingressos e passeios da Itália, a regra é comprar antes pela internet — sai mais barato, garante disponibilidade e você não perde tempo em fila.
O site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo, tem praticamente todos os ingressos e passeios da Itália, e a grande vantagem é que o pagamento é em reais (sem IOF) e dá pra parcelar. Outras vantagens que fazem diferença:
- Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no fim do passeio.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar sem custo, ótimo pra quem ainda está fechando o roteiro.
- Transfer de aeroporto: costuma sair mais barato que táxi, você já paga adiantado (evita golpes) e o motorista te espera com placa na saída do desembarque.
- Atendimento em português: suporte 24h em português caso precise resolver alguma coisa.
Seguro viagem pra Itália (obrigatório)
A Itália faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem é obrigatório por lei, com cobertura mínima de 30 mil euros. Sem ele, você pode ter problema até no controle de imigração.
Pra achar o melhor preço, a gente sempre usa esse comparador de seguros. Ele compara as principais seguradoras num único lugar e o link já vem com 18% de desconto exclusivo pra galera do Grupo Dicas. Além de cumprir a exigência do Schengen, o seguro cobre atendimento médico (que fora do Brasil pode sair muito caro), extravio de bagagem, cancelamento de voo e outras dores de cabeça.
Chip de celular pra Itália
Ficar com internet no celular durante a viagem, sem susto na conta, faz diferença enorme — GPS, tradutor, mapa, ingresso digital, tudo depende disso. A gente sempre viaja com esse chip de viagem que ativa antes de embarcar e já chega na Itália funcionando, com internet ilimitada. Bem mais prático e barato que ficar procurando SIM local ou pagando roaming da operadora do Brasil.
Perguntas frequentes sobre bate e volta saindo de Ravenna
Qual é o melhor bate e volta saindo de Ravenna?
Depende do que você busca. Pra experiência mais completa (história + gastronomia + centro histórico incrível), Bolonha é a melhor pedida. Pra combinar praia e Roma antiga, Rimini. Pra fugir da Itália e conhecer outro país, San Marino. Se puder, faça os três em dias diferentes.
Dá pra fazer Ravenna e Bolonha no mesmo dia sem se hospedar em Bolonha?
Dá tranquilamente. O trem regional leva cerca de 1h a 1h15 entre as duas cidades, com boa frequência de saídas. Muita gente se hospeda em Ravenna (mais barato) e faz bate e volta a Bolonha.
Precisa de passaporte pra ir a San Marino?
Não existe controle de fronteira formal, mas por ser outro país, é altamente recomendado levar documento de identidade ou passaporte. Além disso, sempre confira o horário do último ônibus de volta pra Rimini, pra não ficar preso lá em cima.
Vale a pena alugar carro em Ravenna pra fazer os bate-voltas?
Pra Bolonha, Rimini e cidades da costa, o trem regional resolve bem e é barato. Já pra explorar Ferrara, Comacchio, Faenza e vilas menores da Emilia-Romagna, o carro dá muito mais liberdade e economiza tempo. Se seu roteiro tem várias cidades pequenas, vale a pena.
Qual é a melhor época pra fazer bate e volta na região de Ravenna?
Primavera (abril a junho) e outono (setembro e outubro) são as épocas ideais: clima ameno, menos gente e preços mais baixos. Verão é bom pra quem quer emendar praia em Rimini e Cervia, mas prepare pra calor forte e multidão.
Quantos dias vale ficar em Ravenna como base?
A gente recomenda pelo menos 3 a 4 dias: um pra conhecer os mosaicos de Ravenna com calma e 2 ou 3 pra fazer bate-voltas pelas cidades vizinhas. Se quiser incluir praia, some mais um dia.
Ravenna tem aeroporto?
Não. O aeroporto mais próximo é o de Bolonha (Guglielmo Marconi), a cerca de 1h30 de Ravenna. De lá dá pra ir de trem regional ou alugar carro. Também dá pra chegar via aeroporto de Rimini ou Veneza, dependendo do voo.
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Ravenna é uma daquelas descobertas que a gente adora fazer: pouca gente coloca ela como base numa primeira viagem à Itália, mas quem faz sai encantado. É plana, tranquila, mais barata que as vizinhas famosas e coloca você a menos de 1h30 de umas das cidades mais bonitas do país. Aproveite bem cada bate e volta — e volta pra Ravenna à noite pra comer com calma e dormir sem multidão.