
Turim é um daqueles destinos que a maioria dos brasileiros ignora pra correr pra Roma, Florença e Veneza — e acaba perdendo uma das cidades mais elegantes da Itália. Antiga capital do Reino, berço da Casa de Saboia, da Fiat, do chocolate gianduia e do Museu Egípcio mais importante fora do Cairo, ela cabe direitinho num roteiro de 3 dias e ainda sobra fôlego pra um bate-volta de palácio real.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como tudo é caminhável: dá pra ir do Museu Egípcio à Mole Antonelliana sem pegar transporte, atravessar uma praça atrás da outra e ainda parar num café histórico tomando bicerin (a bebida típica com café, chocolate e creme). Abaixo, a gente montou o roteiro que faria de novo, com tudo o que vale a pena, o que evitar e como economizar nos ingressos.
E não esquece: aqui no guia completo de Turim a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Primeiro dia em Turim: centro histórico e Museu Egípcio
Comece o dia com um café da manhã em uma cafeteria histórica, como o Caffè San Carlo, um clássico de ambiente elegante e doces incríveis. Aproveita pra pedir um cappuccino e um cornetto bem ao estilo italiano — vai custar em torno de € 5 a € 10 e já te coloca no clima.
De lá, siga para a Piazza Castello, o coração da cidade, onde ficam o Palazzo Reale, o Palazzo Madama e várias ruas comerciais saindo dela, como a Via Garibaldi. Vale entrar no Palácio Real e dar uma volta pelos Jardins Reais ali atrás. Se quiser entender bem a história, dá pra fazer um tour guiado por esse site que a gente usa em todas as viagens — tem guia em português e o pagamento é em reais (sem IOF e em até 12x).

Depois, caminhe pela Via Roma, a principal rua comercial, com boutiques de grife e a arquitetura imponente das galerias cobertas. Mesmo que não vá comprar nada, vale o passeio. No fim dela, você chega na elegante Piazza San Carlo, conhecida como a sala de visitas de Turim.
À tarde, reserve pelo menos 2 a 3 horas para o Museu Egípcio (Museo Egizio) — é considerado o segundo mais importante do mundo no tema, atrás só do Cairo, com dezenas de milhares de peças, múmias e papiros. O ingresso adulto costuma ficar em torno de € 18 a € 22. Uma dica que a gente aprendeu na marra: compre online com antecedência. Em fim de semana e feriado, a fila vira a esquina e você perde a tarde inteira.

Antes do jantar, pegue o fim de tarde caminhando até o Parco del Valentino, às margens do rio Pó, com um borgo medieval reconstruído e caminhos arborizados. É o lugar perfeito pra descansar as pernas depois de um dia inteiro de caminhada.
Pro jantar, experimente um restaurante de cozinha piemontesa típica, com pratos como bagna cauda, vitello tonnato e agnolotti. Um jantar tradicional costuma sair entre € 25 e € 40 por pessoa, sem vinhos especiais. Depois, vale subir na Mole Antonelliana de noite — o mirante panorâmico oferece uma vista linda da cidade iluminada (mas atenção aos horários de funcionamento, que mudam conforme o dia).

Segundo dia em Turim: cinema, arte e mirantes
Comece o dia num café tradicional pra experimentar o famoso bicerin — bebida quente de café, chocolate e creme, símbolo da cidade. Vale parar no Caffè Torino ou no histórico Caffè Al Bicerin, onde a receita original foi criada.
De manhã, a primeira parada é a Mole Antonelliana com o Museu Nacional do Cinema. A Mole é o símbolo arquitetônico de Turim — tipo uma Torre Eiffel turinesa —, e dentro dela funciona um dos museus de cinema mais importantes da Europa, super interativo, com salas temáticas, projeções e cenografia incrível. Mesmo quem não é cinéfilo sai impressionado. Reserve 2 a 3 horas. O ingresso fica em torno de € 15 a € 20, e dá pra combinar com o elevador panorâmico que sobe até o topo da Mole.

Depois do almoço, vale conhecer a Pinacoteca Giovanni e Marella Agnelli, no Lingotto — antiga fábrica da Fiat transformada em centro cultural, com obras de Matisse, Modigliani e outros mestres. A arquitetura do prédio, com a famosa pista de testes de carros no telhado, já vale a visita.

No fim da tarde, caminhe pela Via Po até a imponente Piazza Vittorio Veneto, uma das maiores praças da Europa, perfeita pro tradicional aperitivo italiano. Por € 10 a € 15 você toma um drink e ainda recebe petiscos generosos — é como os turineses começam a noite. Do outro lado do rio Pó, dá pra cruzar a ponte até a Igreja Gran Madre di Dio, neoclássica e inspirada no Panteão romano.
Se ainda tiver disposição, suba até a Igreja de Nossa Senhora do Monte dos Capuchinhos — é um dos melhores mirantes da cidade, com vista pros Alpes ao fundo. A dica é chegar antes do pôr do sol pra pegar a melhor luz; quem deixa pra muito tarde encontra tudo fechando.
Onde comprar os ingressos da Itália?
Vamos te dar várias dicas de como economizar muito na compra dos ingressos e passeios. Vai sair realmente mais barato!
Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato. Nas bilheterias, além de ser mais caro, o ingresso pode já ter esgotado pro dia desejado — e você perde um tempo precioso na fila.
Dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, será uma compra na moeda do outro país. Você vai pagar 3,5% de IOF e não poderá parcelar. Procure sites que já permitem pagamento em reais.
O site que a gente tem usado muito em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem todos os ingressos e passeios da Itália. Já costuma estar entre os mais baratos, mas a maior vantagem é que dá pra pagar em reais (sem IOF) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: ele oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final do passeio.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar a maioria dos ingressos sem custo algum.
- Transfer: lá também tem o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (evitando golpes de taxistas com turistas), o motorista já sabe o destino final e te espera com uma placa com seu nome na saída do desembarque. Muito fácil e seguro pra chegar ao hotel sem perrengue.
- Atendimento em português: dão suporte 24h e em português, caso precise entrar em contato.
Terceiro dia em Turim: residências reais e bairros boêmios
Pro último dia, a nossa dica é dedicar a manhã pra Venaria Reale (Reggia di Venaria), o palácio barroco da Casa de Saboia que é Patrimônio Mundial da UNESCO. Os jardins são gigantescos e o interior é impressionante — tipo um mini-Versalhes italiano. Pra chegar, o Venaria Express sai direto da Piazza Castello ou da Piazza Vittorio Veneto. O ingresso adulto fica em torno de € 20 a € 25.
A gente errou nessa: tentou encaixar Venaria em uma horinha e voltar correndo. Não dá. Reserve metade do dia inteira, contando deslocamento. Se preferir ficar em Turim, vale incluir Stupinigi (outro palácio de caça da Casa de Saboia) ou explorar o Quadrilatero Romano, bairro antigo com ruas estreitas, ruínas romanas (a Porta Palatina), bares e restaurantes.

Quem visita várias residências e museus em 2-3 dias costuma economizar com o Torino + Piemonte Card, que dá entrada incluída em dezenas de atrações (Museu Egípcio, Museu do Cinema, Venaria, MAUTO etc.) por 1 a 3 dias. A versão de 3 dias costuma sair entre € 40 e € 50 e vale conferir antes de comprar avulso.
À tarde, conheça o bairro Vanchiglia, o lado boêmio e jovem de Turim, cheio de cafés, pequenas galerias de arte e lojas de artesanato. Depois, visite a Igreja de San Lorenzo, com a impressionante cúpula barroca projetada por Guarino Guarini — um dos interiores mais surpreendentes da cidade.

Quem é fã de carros não pode deixar de incluir o MAUTO – Museu Nacional do Automóvel, que conta a história da Fiat e do automóvel mundial, com uma coleção espetacular. É outro que entra no Torino + Piemonte Card.
Pro jantar de despedida, recomendamos um restaurante que sirva pratos tradicionais piemonteses, como o Ristorante Al Garamond, num ambiente elegante e acolhedor. Depois, dá pra fechar a noite num dos bares à beira do rio Pó (o Barcaccia é um clássico), com um coquetel olhando as luzes da cidade refletidas na água.

Sabores típicos que você precisa provar em Turim
Turim é uma das capitais gastronômicas da Itália e tem sabores únicos que você só encontra ali:
- Gianduia: chocolate típico do Piemonte feito com avelãs, em forma de bombom (gianduiotto) ou no famoso creme. Guido Gobino é uma das chocolatarias mais premiadas — vale a parada.
- Bicerin: bebida quente com café, chocolate e creme, servida em copinho de vidro. É o símbolo líquido da cidade.
- Vermute: a região é o berço dos vermutes famosos do mundo, e dá pra fazer visita guiada à Casa Martini, a cerca de 30 km da cidade.
- Bagna cauda: molho quente de alho, azeite e anchovas no qual você mergulha legumes — prato tradicional do inverno piemontês.
- Agnolotti del plin: massa recheada típica, geralmente servida com manteiga e sálvia.
- Vitello tonnato: vitela fatiada bem fina coberta com molho cremoso de atum e alcaparras.
Melhor época para visitar Turim
A cidade tem perfil bem definido em cada estação:
- Primavera (abril a junho): a melhor combinação — temperatura agradável, dias longos, pouca chuva e parques como o Valentino bonitos pra caminhar.
- Outono (setembro e outubro): clima ameno, céu limpo (com vista linda dos Alpes) e temporada forte de gastronomia, com vinhos do Piemonte e trufas nas cidades próximas.
- Verão (julho e agosto): pode ficar bem quente, com máximas chegando aos 30 °C. Em agosto, muitos restaurantes locais fecham por férias, mas as atrações turísticas seguem abertas.
- Inverno (novembro a fevereiro): frio (frequentemente abaixo de 5 °C) e dias curtos, mas ótimo pra aproveitar museus, cafés históricos, chocolates quentes e a atmosfera elegante da cidade, com os Alpes nevados ao fundo.
Como se locomover em Turim
A boa notícia é que Turim é compacta e muito caminhável. A maior parte das atrações do centro (Piazza Castello, Via Roma, Museo Egizio, Mole Antonelliana) ficam a distâncias curtas a pé. Pra trajetos mais longos, a cidade tem uma boa rede de bondes e ônibus, com bilhete simples em torno de € 1,50 a € 2,50, valendo cerca de 60 a 90 minutos. Os bondes históricos, inclusive, são uma atração fotogênica por si só.
Pra Venaria Reale, use o Venaria Express direto das praças centrais. Pra Superga, pegue o funicular histórico. Táxi no centro pra trajetos curtos fica entre € 10 e € 15.
Seguro viagem para a Itália é obrigatório
Pra viajar pra Itália (e qualquer país do espaço Schengen) o seguro viagem com cobertura médica mínima de € 30 mil é exigência oficial — pode ser pedido na entrada. Além de cumprir a lei, ele te protege financeiramente: atendimento médico particular na Europa custa caro, e qualquer susto sem cobertura vira uma fatura enorme.
A gente sempre usa esse comparador de seguros pra achar a apólice mais barata. Ele compara todas as grandes seguradoras no mesmo lugar, dá pra pagar em reais e parcelar, e o link já vem com 18% de desconto exclusivo aplicado automaticamente.
Chip de celular pra usar na Itália
Não viaja sem internet no celular — mapa, tradutor, reservas, fotos no Instagram, chamar Uber: tudo depende disso. A solução mais prática e barata é comprar um chip de viagem ainda no Brasil. Você ativa quando chega na Itália, com internet ilimitada e número americano pra receber ligações e SMS. Sem dor de cabeça pra procurar loja de operadora, sem risco de roaming caríssimo.
Erros comuns de quem visita Turim (e como evitar)
- Reservar só 1 dia pra cidade: a maioria dos brasileiros corre pra Roma, Milão e Florença e perde tempo demais em Turim. 3 dias é o mínimo razoável.
- Não comprar ingressos do Museu Egípcio e do Museu do Cinema antes: a fila em fim de semana toma horas. Sempre online e com data marcada.
- Ignorar o Torino + Piemonte Card: quem visita 3 ou 4 museus principais costuma economizar bastante com ele.
- Tentar encaixar Venaria Reale em 1 hora: o palácio e os jardins pedem meio dia inteiro. Não dá pra correr.
- Subir aos mirantes muito tarde: Superga e Monte dos Capuchinhos têm vista linda no pôr do sol. Quem chega na hora do escuro pega o funicular já fechando.
- Tentar jantar às 18h ou almoçar às 15h: restaurantes italianos têm horário rígido. Cozinha geralmente fecha após o almoço e só reabre à noite, por volta das 19h30.
Onde ficamos em Turim (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Turim é no centro histórico da cidade. É ali que estão concentradas muitas das principais atrações, como o Palácio Real, o Museu Egípcio e a Mole Antonelliana.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em 3 dias em Turim
3 dias em Turim é suficiente?
Sim, 3 dias dão pra conhecer bem as principais atrações do centro (Museu Egípcio, Mole Antonelliana, palácios, praças) e ainda incluir um bate-volta a Venaria Reale. Se for fã de gastronomia e residências reais, dá pra esticar fácil pra 4 ou 5 dias.
Vale a pena visitar Turim na Itália?
Vale muito. Turim tem o segundo museu egípcio mais importante do mundo, um dos melhores museus de cinema da Europa, palácios reais Patrimônio da UNESCO, cafés históricos centenários e uma gastronomia única no país (gianduia, vermute, bicerin). Por ser menos turística que Roma ou Florença, ainda dá sensação de cidade autêntica.
Quanto custa o Museu Egípcio de Turim?
O ingresso adulto costuma ficar em torno de € 18 a € 22. A recomendação é comprar online com antecedência pra evitar fila — em fins de semana e feriados, a espera pode passar de 1 hora.
Quanto custa o Torino + Piemonte Card de 3 dias?
A versão de 3 dias costuma sair entre € 40 e € 50 por adulto e dá entrada incluída em dezenas de museus e residências reais, incluindo Museu Egípcio, Museu do Cinema, MAUTO e Venaria Reale. Compensa pra quem visita 3 ou mais atrações pagas.
Vale a pena alugar carro em Turim?
Pra ficar só no centro, não — a cidade é compacta, caminhável e tem ZTL (zona de tráfego restrito) que complica a vida do turista. Carro vale a pena se você for explorar as vinícolas do Piemonte, fazer um road trip pelos Alpes ou ir até as Cinque Terre.
Qual a melhor região pra se hospedar em Turim?
O centro histórico, principalmente perto de Piazza Castello, Piazza San Carlo e Via Roma, é a melhor escolha. Você fica caminhando das principais atrações, perto de restaurantes e cafés históricos, e com fácil acesso à estação Porta Nuova.
Turim é uma cidade segura pra turistas?
O centro turístico é tranquilo. Como em qualquer cidade grande, vale atenção redobrada com bolsas e celulares em áreas de estação (Porta Nuova) e nos mercados populares como Porta Palazzo, principalmente em horários cheios.
Economize ao máximo na sua viagem à Itália
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- Carro: pra explorar o Piemonte fora de Turim, vale alugar um. Veja como alugar um carro na Itália pelo menor preço possível.
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Turim é daquelas cidades que a gente sai querendo voltar. Tem a elegância de Paris, a história de Roma e a gastronomia única do Piemonte — tudo num formato compacto e caminhável que cabe perfeitamente em 3 dias. Se conseguir esticar pra 4 ou 5, melhor ainda — sobra tempo pra incluir Stupinigi, Superga e até uma vinícola nas Langhe. Aproveita cada bicerin e cada gianduiotto pelo caminho.