
Turim é uma cidade que a maioria dos brasileiros subestima — e a gente foi um deles na primeira viagem. Ficou meio dia, achou que tinha visto o suficiente e saiu arrependido. Voltamos com calma e a verdade é que dois dias bem organizados são o mínimo pra entender por que Turim foi capital da Itália, virou capital do chocolate e tem um dos maiores museus egípcios do mundo.
Esse roteiro de 2 dias em Turim foi montado depois de a gente errar e acertar bastante por lá. Concentramos as atrações por região pra você não ficar atravessando a cidade toda hora, e deixamos os horários espertos pra fugir das filas absurdas do Museu Egípcio e da Mole Antonelliana.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Turim a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Antes de começar: como Turim funciona
Turim fica no Piemonte, noroeste da Itália, bem pertinho dos Alpes. O centro histórico é compacto, plano e foi pensado pelos reis da Casa de Saboia com avenidas largas e arcadas cobertas — ou seja, é uma cidade que se vira a pé com muito conforto, mesmo se chover.
A melhor época pra ir é na primavera (abril a junho) e no outono (setembro a início de novembro), quando a temperatura fica entre 15 °C e 25 °C. No verão pode passar dos 30 °C e parte de agosto várias lojas e restaurantes pequenos fecham por causa das férias italianas. No inverno é frio de verdade, mas com a vantagem do céu limpo: dos mirantes dá pra ver os Alpes nevados, e o clima natalino na cidade é encantador.
Primeiro dia em Turim: centro histórico, Museu Egípcio e cafés históricos
A gente recomenda começar cedo, por volta das 8h30, num café histórico — não tem jeito mais turinês de abrir o dia. O Caffè Mulassano, com decoração art nouveau, é perfeito pra um cappuccino e um tramezzino em pé no balcão (sai por uns € 5–7).
Piazza Castello e os palácios reais
De manhã, a Piazza Castello é parada obrigatória. É o coração de Turim e concentra três atrações grandes a poucos metros uma da outra: Palazzo Madama, Palazzo Reale e a Catedral.
O Palazzo Madama tem uma base medieval coberta por uma fachada barroca espetacular. Dentro funciona o Museu Cívico de Arte Antiga, com coleções de arte e decoração. A entrada fica em torno de € 10 a € 15 e ele costuma fechar um dia por semana (em geral terça), então confira o calendário antes de montar o cronograma.
Logo ao lado fica o Palazzo Reale, residência oficial da Casa de Saboia e parte do conjunto declarado patrimônio da UNESCO. Tem salas ricamente decoradas, a armaria real e os jardins. O ingresso do complexo varia entre € 15 e € 20.

Duomo e Capela do Santo Sudário
Atrás do Palácio Real fica o Duomo di San Giovanni Battista, a catedral de Turim. Ela é famosa por abrigar a Capela do Santo Sudário, obra-prima barroca que foi restaurada depois de um incêndio e reaberta ao público em 2018. A relíquia original é exposta raramente, mas a visita vale muito pelo valor histórico e arquitetônico. A entrada na catedral é gratuita.
Pra organizar ingressos de atrações em Turim, a dica que a gente usa em todas as viagens é comprar antes pela internet — sai mais barato, evita fila e você não corre risco de chegar e estar esgotado. E tem uma pegadinha: comprando no site oficial das atrações italianas, o pagamento é em euro, com IOF de 3,5% e sem parcelar.
Pra fugir disso, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens. Ele é um dos maiores do mundo, tem catálogo enorme de ingressos e passeios em Turim, paga em reais (sem IOF), parcela em até 12x, tem cancelamento gratuito, atendimento 24h em português e ainda oferece os free tours (tours gratuitos onde você só dá uma gorjeta pro guia no final). A gente reservou várias coisas por lá em Turim, inclusive a visita guiada ao Museu Egípcio, e foi tranquilo demais.
Almoço e cafés históricos na Piazza San Carlo
Pro almoço, caminhe até a Piazza San Carlo, conhecida como a sala de estar de Turim. É uma praça monumental com arcadas, perfeita pra sentar num restaurante tradicional. O Ristorante Da Cianci Piola é uma opção informal e gostosa pra provar pratos piemonteses sem pagar caro.
Antes ou depois do almoço, faça uma pausa rápida num dos cafés históricos da praça: o Caffè Torino e o Caffè San Carlo são os mais famosos. Um expresso em pé no balcão sai por uns € 1,50; se sentar pra um doce com serviço de mesa, conte com € 5 a € 10. Em pé é a regra de ouro pra economizar em café na Itália.

Tarde no Museu Egípcio
A tarde é dedicada ao Museo Egizio, e olha, dedique mesmo. São cerca de 40 mil artefatos, é considerado o maior acervo egípcio fora do Cairo e exige no mínimo 2 a 3 horas de visita. Quem entra achando que faz em 1h sai frustrado.
O ingresso adulto custa entre € 18 e € 22. Duas dicas que a gente aprendeu errando: compre com horário marcado (a fila no meio da tarde é absurda) e, se puder, vá com guia. As peças têm pouca contextualização e um bom guia transforma a visita.
Fim de tarde na Via Po e bicerin obrigatório
Saindo do museu, caminhe pela Via Po, uma avenida porticada cheia de lojas e livrarias antigas, até a Piazza Vittorio Veneto. Lá no fim da praça você vê o rio Pó e, do outro lado, a igreja neoclássica Gran Madre di Dio. O entardecer ali é lindo.
Pra fechar o dia, duas coisas que a gente acha indispensáveis em Turim. Primeiro: tomar um bicerin, a bebida típica daqui com camadas de café, chocolate quente e creme. O endereço clássico é o Caffè Al Bicerin, que funciona desde o século XVIII (a sala é minúscula, então vá cedo ou se prepare pra esperar). Faixa de € 5 a € 8.
Segundo: o aperitivo turinês. Turim é o berço do vermute, e por aqui aperitivo é cultura, não capricho. Você pede um drink (negroni, vermute com tônica, spritz) e o bar te serve uma porção generosa de petiscos junto, tudo por € 10 a € 15. Em muitos lugares é praticamente um jantar. Os melhores bairros pra isso são o Quadrilatero Romano (mais histórico) e o San Salvario (mais boêmio, perto da estação Porta Nuova).

Se quiser jantar mesmo, prove a bagna càuda (molho quente de alho, anchovas e azeite servido com legumes), os agnolotti ou o vitello tonnato. Pra um jantar especial, o Ristorante Del Cambio, na Piazza Carignano, é um dos mais antigos da cidade (€ 50 a € 100 por pessoa).
Segundo dia em Turim: Mole Antonelliana, museus e parques
O segundo dia começa com o grande símbolo da cidade.
Mole Antonelliana e Museu do Cinema
A Mole Antonelliana é aquela torre pontuda que aparece em todo cartão postal de Turim. Dentro dela funciona o Museu Nacional do Cinema, um dos mais importantes da Europa, e tem um elevador panorâmico que sobe até um mirante com vista 360º (em dias claros dá pra enxergar os Alpes).
O ingresso combinado (museu + elevador) sai entre € 20 e € 25. Aqui vai a dica mais importante do segundo dia: chegue na abertura ou compre ingresso com horário marcado pro elevador. No meio da tarde, principalmente em fim de semana, a fila pro elevador é insana e tem gente que perde o pôr do sol esperando. A gente errou nessa na primeira vez.
A escolha da tarde: tarde no parque ou museu temático
Depois da Mole, a tarde pode ir por dois caminhos, dependendo do seu perfil.
Opção A: Parque Valentino e Castello del Valentino

O Parco del Valentino é um parquão enorme às margens do rio Pó, perfeito pra caminhar, andar de bicicleta e respirar. Dentro do parque ficam duas atrações que valem a parada: o Castello del Valentino, palácio do século XVII em estilo francês (também UNESCO), e o Borgo Medievale, uma réplica de vilarejo medieval do século XIX com castelo, oficinas e casas que recriam a vida piemontesa.
Sim, o Borgo é uma recriação e não algo original — mas é super fotogênico e didático, vale a visita.
Opção B: Museu do Automóvel

Pra quem curte carro, design industrial ou a história da Fiat, o Museo Nazionale dell’Automobile é parada obrigatória. É um dos museus de automóveis mais conhecidos do mundo e fica um pouco afastado do centro (acesso fácil de ônibus ou táxi). Ingresso de € 13 a € 18.
Opção C: Basílica de Superga (pra quem ama vista)
Se o dia estiver claro, vale subir até a Basílica de Superga, no topo de uma colina nos arredores. Acesso pelo bonde/funicular histórico Sassi–Superga, que já é um passeio em si. Lá em cima você tem a melhor vista da cidade e dos Alpes, e a basílica funciona como panteão dos reis da Casa de Saboia.
Fim de noite: Piazza San Carlo, gelato e galerias

Pra encerrar a viagem, volte ao centro pra um último jantar e uma caminhada pela Piazza San Carlo iluminada. A Galleria Subalpina, uma galeria comercial coberta do século XIX, é linda à noite e fica a poucos passos. Tome um gelato caminhando pelas ruas porticadas — Turim de noite tem uma elegância silenciosa que poucas cidades italianas têm.
Vale a pena comprar o Torino+Piemonte Card?
O Torino+Piemonte Card de 2 dias dá acesso a museus, palácios e residências reais da cidade e da região. Geralmente inclui (ou dá fortes descontos em) o Museu Egípcio, Palácio Real, Palazzo Madama, Castello del Valentino, Basílica de Superga, Villa della Regina, Borgo Medievale e muito mais. O passe de 2 dias costuma sair entre € 35 e € 45.
O cálculo é simples: vale a pena se você planeja visitar pelo menos 3 museus ou palácios grandes por dia. Pra um roteiro intensivo (Museu Egípcio + Mole + Palácio Real + Castello del Valentino, por exemplo), economiza bastante. Se você quer um ritmo mais relaxado, comprando ingressos avulsos pelo nosso comparador favorito (em reais e parcelado) também sai bem.
Transporte em Turim
O centro histórico todo se faz a pé — todas as atrações do primeiro dia ficam a, no máximo, 15 minutos de caminhada uma da outra. Pra ir até o Museu do Automóvel, Superga ou Stupinigi você usa ônibus, bonde, metrô (a rede é simples e funciona bem) ou táxi. Bilhete simples sai em torno de € 1,70 a € 2,00.
Do Aeroporto de Torino-Caselle até o centro, o trem ou ônibus leva entre 30 e 45 minutos até as estações Porta Nuova (mais central) ou Porta Susa (alta velocidade).
Erros comuns de brasileiros em Turim
Depois de algumas viagens, a gente identificou os erros que mais derrubam o roteiro de quem vem pra cá:
- Achar que Turim é bate-volta de Milão. A cidade rende facilmente 2 dias cheios. Quem vem pela manhã e volta à noite só vê 20% do que ela oferece.
- Não reservar o Museu Egípcio e a Mole com horário. Filas de 1h ou mais são comuns. Reserve antes pela internet com horário marcado.
- Planejar o roteiro num domingo + segunda. Muitos museus (inclusive o Egípcio em algumas datas) fecham um dia da semana — geralmente segunda. Confira o calendário antes de bater o martelo.
- Chegar na Mole no fim de tarde de sábado. Risco de não pegar o elevador a tempo do pôr do sol. Vá de manhã cedo.
- Pular o aperitivo. É a melhor relação custo-benefício gastronômica de Turim. Por € 12, você bebe e come à vontade num bar bonito. Brasileiro que janta às 19h perde isso.
- Ficar só na área da estação Porta Nuova. A região imediata da estação é caótica e não representa o charme da cidade. Procure se hospedar mais perto do centro histórico, do Quadrilatero Romano ou de San Salvario.
Curiosidades que valorizam a viagem
Turim é a capital italiana do chocolate e berço do gianduiotto, aquele bombom em formato de barquinho com chocolate e avelã. Reserve uma manhã ou uma tarde pra visitar chocolaterias artesanais — é uma experiência completamente diferente do resto da Itália.
Também é a cidade do vermute: a bebida aromatizada como conhecemos hoje foi desenvolvida aqui em 1786 por Antonio Benedetto Carpano. Por isso os bares de aperitivo são parte tão forte da identidade local.
E vale lembrar: Turim foi a primeira capital da Itália unificada (1861–1865), antes de o título passar pra Florença e depois Roma. Por isso a cidade tem tantos palácios reais, avenidas largas e essa pompa que não bate com a vibe das outras cidades italianas.
Seguro viagem pra Itália é obrigatório
Lembrete importante: a Itália faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem com cobertura mínima de € 30 mil em assistência médica é obrigatório por lei pra brasileiros. Sem ele, você pode até ser barrado na imigração.
A gente sempre faz pelo esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras do mercado e já vem com 18% de desconto exclusivo pra quem é do Grupo Dicas. Atendimento em português, pagamento em reais e parcelado. Um atendimento médico simples no exterior pode passar de € 1.000 — vale demais a tranquilidade.
E pra ficar conectado durante a viagem (mapa, tradutor, reservas), garanta esse chip de viagem que a gente usa antes de embarcar. Sai mais barato que comprar lá fora e funciona assim que você pousa em Roma ou Milão.
Onde ficamos em Turim (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Turim é no centro histórico da cidade. É ali que estão concentradas muitas das principais atrações, como o Palácio Real, o Museu Egípcio e a Mole Antonelliana.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre 2 dias em Turim
2 dias em Turim são suficientes?
Sim, dois dias bem organizados dão pra ver o essencial: Museu Egípcio, Mole Antonelliana, palácios reais, centro histórico e um parque ou museu temático. Quem tem 3 dias consegue encaixar Superga, Stupinigi ou um bate-volta nas vinícolas do Piemonte.
Qual a melhor época para visitar Turim?
Primavera (abril a junho) e outono (setembro a início de novembro), com temperatura entre 15 °C e 25 °C. O inverno é frio mas tem a vantagem dos Alpes nevados visíveis dos mirantes. Evite agosto, quando muitas lojas e restaurantes fecham por férias.
Turim é cara?
Turim é uma das cidades mais baratas do norte da Itália. Hotéis, comida e museus saem bem menos que em Milão, Veneza ou Florença. Um almoço numa trattoria fica entre € 15 e € 25, e o aperitivo (drink + petiscos) sai por € 10 a € 15.
Vale a pena comprar o Torino+Piemonte Card pra 2 dias?
Vale a pena se você planeja visitar pelo menos 3 museus ou palácios grandes por dia. Pra um roteiro que inclua Museu Egípcio, Mole, Palácio Real e Castello del Valentino, o card de 2 dias (€ 35–€ 45) costuma sair mais em conta que ingressos avulsos.
Precisa de seguro viagem pra Turim?
Sim, é obrigatório por lei. A Itália integra o espaço Schengen e exige cobertura mínima de € 30 mil em assistência médica. Sem o seguro, você corre o risco de ser barrado na imigração.
Como ir do aeroporto de Turim ao centro?
O Aeroporto de Torino-Caselle fica ligado ao centro por trem e ônibus, com tempo médio de 30 a 45 minutos até Porta Nuova ou Porta Susa. Táxi e transfer privativo também são alternativas práticas, especialmente se você chega com bagagem grande ou em horários estranhos.
Onde ficar em Turim com 2 dias?
O ideal é se hospedar entre a Piazza Castello e a Piazza San Carlo (centro histórico), ou no Quadrilatero Romano. Você economiza muito em transporte e consegue voltar pro hotel a pé depois do jantar. Evite a área imediata da estação Porta Nuova, que é mais caótica.
Vale a pena alugar carro em Turim?
Pra ficar só na cidade, não. O centro tem ZTL (zona de tráfego restrito), estacionamento caro e é todo walkável. Mas se você vai estender pra vinícolas do Piemonte (Barolo, Barbaresco, Asti) ou pros Alpes, alugar carro faz total sentido — é a melhor forma de explorar a região.
Economize ao máximo na sua viagem à Itália
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler como viajar barato para a Itália, com todas as dicas pra economizar ao máximo.
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- Carro: se você quer estender a viagem pelas vinícolas ou pelos Alpes, veja como alugar um carro na Itália pelo menor preço.
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- Outras dicas: veja também as 10 melhores coisas pra fazer em Turim.
Turim é uma cidade que cresce na sua memória depois que você volta — a gente nunca se cansa de voltar pra cá. Em 2 dias, com esse roteiro e os ingressos comprados antes, dá pra sair com a sensação de ter visto o essencial sem correria. Boa viagem!