
Fazer compras em Nassau, nas Bahamas, é uma experiência diferente do que muito brasileiro imagina. A gente já foi várias vezes e sempre repete pra galera: Nassau não é outlet. O forte da capital bahamense são souvenirs típicos, artesanato de palha, joias duty free, rum local e chocolate artesanal — e não eletrônicos ou roupas com preços de Miami.
Neste guia a gente reuniu os melhores lugares pra fazer compras em Nassau, com faixas de preço reais, horários, dicas de negociação e os erros que quase todo turista comete por lá. A ideia é que você volte com lembranças autênticas e sem pagar mico.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Nassau a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
O que esperar das compras em Nassau
Antes de sair gastando, é bom alinhar a expectativa. Nassau é forte em joias, relógios, rum, artesanato de palha e souvenirs caribenhos. Tem também boas opções de arte local, chocolate artesanal e produtos típicos das ilhas. Já em eletrônicos, roupas de marca e produtos importados, o preço costuma ser mais alto que em grandes cidades americanas — então não vá esperando achar pechincha de outlet.
A moeda oficial é o dólar bahamense (BSD), mas ele é atrelado ao dólar americano numa relação 1:1, e o dólar americano é aceito em praticamente todo lugar. Cartão funciona bem em lojas maiores, joalherias e shoppings, mas em mercados de rua e barracas é melhor levar dinheiro em espécie, de preferência notas pequenas.
Straw Market: o coração das compras típicas
O Straw Market é o mercado tradicional ao ar livre que fica no centro de Nassau, entre o Woodes Rodgers Walk (em frente ao porto de cruzeiros) e a Bay Street. É praticamente parada obrigatória de quem quer levar lembrança autêntica das Bahamas.
O ponto forte são as peças de palha trançada: bolsas, chapéus, esteiras e cestos feitos à mão. Também tem madeiras entalhadas, camisetas e bugigangas com temas caribenhos. Costuma funcionar todos os dias, das 7h30 às 17h.

Uma faixa de preço pra você se situar: peças simples de palha começam em torno de US$ 20; bolsas e chapéus mais elaborados chegam a US$ 80 ou mais, dependendo do trabalho manual. Souvenirs pequenos (imãs, chaveiros, camisetas genéricas) ficam entre US$ 5 e US$ 20.
A regra de ouro aqui é pechinchar. O preço inicial é sempre inflado pra turista — comece oferecendo metade ou dois terços do que pediram e vai negociando com bom humor. Quando a gente foi pela primeira vez, fechou uma bolsa por quase um terço do valor inicial só conversando e demonstrando interesse em outras peças. Leve notas pequenas de dólar, isso facilita o troco e te dá margem pra dizer “só tenho isso aqui”.
Bay Street: a principal rua comercial
A Bay Street é a rua comercial mais importante de Nassau e fica a poucos minutos a pé do porto de cruzeiros. É lá que se concentram joalherias duty free, lojas de relógios, boutiques e lojas de souvenirs com cara mais turística.
É a melhor região da cidade pra quem quer caçar joias, pedras preciosas e relógios. Muitas joalherias famosas têm filial por ali e trabalham em parceria com grandes companhias de cruzeiro, oferecendo garantia de autenticidade e suporte pós-viagem. Faixa de preço pra ter ideia: joias em prata e pedras semipreciosas em torno de US$ 80 a US$ 300; peças com diamantes ou de grandes marcas vão muito além disso.

Quem desembarca de cruzeiro consegue fazer toda a Bay Street a pé tranquilamente, em pouco tempo. Uma dica: confira sempre certificados e garantias antes de fechar joia mais cara — e desconfie de “descontos exclusivos” com muita pressão de compra, que é golpe clássico em regiões com fluxo intenso de turistas.
Antes de continuar: economize com os ingressos
Os passeios e visitas em Nassau (chocolataria, destilaria, tour pela cidade, transfer do aeroporto) são todos muito mais baratos comprando com antecedência. A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar tudo isso de uma vez só — desde tour pela cidade até o transfer do aeroporto pro hotel.
A grande vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF de 3,5% como acontece em sites internacionais. Dá pra parcelar em até 12x no cartão, o cancelamento é gratuito até pouco antes do passeio e o suporte é em português. É a maior empresa do mundo nesse tipo de reserva, então o catálogo é gigante e os preços costumam ser os melhores.
Marina Village at Atlantis
Na Paradise Island, dentro do complexo do icônico Atlantis Resort, fica a Marina Village. É uma área charmosa de lojas e restaurantes à beira da marina, perfeita pra combinar jantar com compras numa vibe mais sofisticada.
O perfil aqui é diferente do Straw Market: lojas de moda, joalherias e boutiques de design, com marcas mais internacionais. Não espere pechinchas, mas vale demais pelo ambiente e pelo passeio em si. Funciona diariamente, com lojas e restaurantes operando aproximadamente das 10h até as 3h da madrugada.

Harbour Bay Shopping Plaza
O Harbour Bay fica em New Providence, na área de Paradise Island Drive, e funciona como um centro comercial mais voltado pro dia a dia. Tem roupas, calçados, acessórios, produtos de beleza, farmácia e restaurantes.
É um ótimo plano B pra quem quer fugir um pouco do circuito turístico e comprar coisa de uso diário, ou só fazer uma pausa do calor com ar-condicionado. Funciona todos os dias, em horário bem amplo: aproximadamente das 6h à meia-noite.

Mall at Marathon
O Mall at Marathon é um shopping fechado tradicional, também em New Providence. Tem lojas de moda, calçados, eletrônicos, cosméticos e artigos para o lar, num formato bem parecido com um shopping urbano americano.
Funciona de segunda a sexta das 10h às 20h, e aos sábados até por volta das 21h. Como reforço: não é outlet. Os preços ali são semelhantes ou um pouco mais altos que em grandes cidades americanas, porque tudo é importado pra ilha. Vale como passeio de dia quente, mas não vá esperando preço de Orlando.

Graycliff Chocolatier: compras com experiência
Se você quer um souvenir gastronômico de qualidade e ainda viver uma experiência diferente, vai no Graycliff Chocolatier. A chocolataria faz parte do complexo do histórico Graycliff Hotel, na West Hill Street, e é famosa pela produção artesanal de trufas, bombons, barras e até charutos de chocolate.
Dá pra simplesmente entrar e comprar, mas o legal mesmo é fazer a visita guiada à fábrica de chocolate. Tem duas modalidades:
Visita Standard
O passeio começa com a história do cacau nas Bahamas, segue por dentro das instalações da fábrica e termina com a degustação de dois tipos de chocolate Graycliff. Ingresso costuma ficar em torno de R$ 50 por pessoa (menores de 4 anos não são permitidos).
Visita com oficina de chocolate
Aqui você veste a roupa apropriada, entra na fábrica, aprende as técnicas e monta seus próprios bombons misturando chocolate com ingredientes típicos das Bahamas. No fim, leva (e come) as criações. Sai por volta de R$ 300 por pessoa e é um programa excelente pra fazer com criança maior.

No mesmo complexo, ainda dá pra visitar a Graycliff Cigar Company, a fábrica de charutos artesanais. O encontro é em frente ao Heritage Museum of The Bahamas e o passeio mostra a história do tabaco nas Bahamas e o trabalho manual por trás de cada charuto. Dura cerca de 20 minutos e o ingresso fica em torno de R$ 50 por pessoa (somente maiores de 18 anos).

John Watling’s Distillery: rum local pra levar de souvenir
Pra quem quer levar uma lembrança líquida bem típica das Bahamas, a John Watling’s Distillery, na Delancey Street, é parada certa. A destilaria fica numa casa colonial linda, perto da National Art Gallery, e a entrada é gratuita.
A visita inclui explicação rápida do processo de produção, degustação dos rums da casa e a chance de comprar garrafas direto na fonte. Faixa de preço: garrafas de rum local de boa qualidade ficam em torno de US$ 20 a US$ 60. É souvenir certeiro pra presentear quem ficou no Brasil — só fique de olho na franquia da alfândega brasileira pra não passar do limite de bebidas alcoólicas.
Arte e produtos autênticos: o lado menos óbvio
Uma coisa que ninguém conta sobre Nassau: a cena de arte local é ótima e quase ninguém visita. Vale demais sair do circuito padrão pra dar uma olhada.
A National Art Gallery of The Bahamas tem uma loja com gravuras, livros e itens de design com curadoria — coisa que você dificilmente acha em outro souvenir shop. A galeria funciona em torno de 10h às 19h de terça a sexta, 10h às 17h aos sábados e 12h às 17h aos domingos.
Na West Hill Street também tem ateliês de artistas locais e lojas independentes onde dá pra comprar peças únicas. Outro destaque é o The Current, galeria e espaço cultural dentro do Baha Mar, que reforçou bastante a cena de arte bahamense.
Como negociar e quanto economizar
Pechinchar faz parte da cultura bahamense em mercados de rua. No Straw Market, por exemplo, os preços iniciais são quase sempre inflados. A gente costuma seguir essa lógica:
- Comece oferecendo entre metade e dois terços do valor pedido.
- Sempre com sorriso e bom humor — agressividade fecha porta.
- Mostre interesse em mais de uma peça; o desconto cresce com o combo.
- Tenha notas pequenas de dólar na mão — facilita fechar o negócio.
- Não tenha medo de dizer “obrigado” e ir embora; muitas vezes a vendedora chama de volta com preço melhor.
Em joalherias e lojas duty free da Bay Street também dá pra pedir desconto, principalmente em peças mais caras — não tanto quanto no mercado, mas vale tentar.
Pague em reais e fuja do IOF
Falando em dinheiro: uma coisa que ainda derruba muito brasileiro nas Bahamas é o IOF de 3,5% em compras com cartão de crédito internacional, além do spread do banco. Em compras de joia, isso pode virar centenas de reais a mais sem você perceber.
Pra atividades, ingressos, transfers e passeios, paga em reais usando esse site que a gente já indicou ali em cima — você economiza o IOF inteiro e ainda parcela. Pras compras em loja física, leve uma boa quantia em dólar em espécie (notas pequenas pro Straw Market) e, pro restante, use cartão internacional bom de taxas.
Seguro viagem: básico antes de viajar
As Bahamas não exigem seguro viagem obrigatório, mas o atendimento médico por lá é caro como em qualquer destino do Caribe. Um simples atendimento de emergência pode passar de mil dólares — sem contar internação, que vai facilmente pra cinco dígitos em dólar.
A gente sempre fecha seguro pelo esse comparador de seguros. Ele compara as principais seguradoras do mercado lado a lado, mostra cobertura, valor e avaliações, e o link já vem com 18% de desconto exclusivo. Sai bem mais barato que fechar direto com a seguradora — e cobre atendimento médico, bagagem extraviada e cancelamento de viagem.
Chip de viagem pra manter o celular funcionando
Outra coisa que evita estresse nas Bahamas: chegar com o celular já funcionando, com internet pra usar Google Maps, Uber (que rola por lá) e tradutor. Aderir ao pacote da operadora brasileira sai caro e o Wi-Fi público dos hotéis costuma ser fraco.
A gente sempre usa esse chip de viagem. Você recebe em casa antes de embarcar, é só inserir no celular ao chegar e já funciona com internet ilimitada. É o mais barato e prático que a gente já testou.
Erros comuns que brasileiros cometem
Pra fechar a parte de dicas, alguns deslizes clássicos que viajantes brasileiros cometem nas compras em Nassau:
- Esperar preço de outlet americano: Nassau não é Orlando nem Miami. Eletrônicos e roupas importadas são mais caros que nos EUA por causa do custo de importação.
- Não pechinchar no Straw Market: aceitar o primeiro preço é praticamente certeza de pagar o dobro.
- Ignorar a cena de arte: ficar só nas camisetas e imãs e perder galerias e ateliês com peças únicas é um desperdício.
- Comprar “artesanato local” sem perguntar a origem: boa parte do que tá no Straw Market é industrializado e importado. Pergunte sempre.
- Subestimar o orçamento: tudo ali é mais caro do que parece — comida, água, táxi, lembranças. Planeje folga no bolso.
Quando ir pra ter as melhores compras
A alta temporada de Nassau é o inverno do hemisfério norte (mais ou menos dezembro a março), com clima seco e agradável. Nessa época o comércio fica mais cheio, especialmente em dias com vários cruzeiros ancorados ao mesmo tempo, e a margem de negociação diminui.
Pra ter o Straw Market e a Bay Street mais tranquilos, vale tentar ir logo na abertura, por volta das 8h da manhã, ou no fim da tarde, quando o pessoal dos cruzeiros já voltou pros barcos. A gente errou nessa logo na primeira viagem: foi pra Bay Street no meio do dia num sábado com três navios atracados e era quase impossível andar.
Onde ficamos em Nassau (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas áreas que são as melhores para turistas. Uma é Cable Beach, ideal para quem quer ficar perto da praia e do agito. A outra é o centro de Nassau, que concentra o comércio local, restaurantes e atrações culturais. O centro oferece opções de hospedagem mais acessíveis em comparação a Cable Beach, além de estar próximo ao porto e ao Mercado de Palha.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre compras em Nassau
Vale a pena fazer compras em Nassau?
Vale muito, mas com a expectativa certa. Nassau é ótima pra souvenirs típicos, artesanato de palha, joias duty free, rum local, chocolate artesanal e arte bahamense. Não é destino de outlet ou pechincha em eletrônicos e roupas de marca — pra isso, Miami e Orlando são bem mais baratas.
O que comprar de lembrança em Nassau?
As lembranças mais autênticas são as peças de palha trançada (bolsas, chapéus, esteiras) do Straw Market, garrafas de rum local da John Watling’s, bombons e charutos de chocolate da Graycliff, peças com tema Junkanoo (o carnaval bahamense) e arte de artistas locais nas galerias.
Posso pagar em dólar americano nas Bahamas?
Sim. O dólar bahamense é atrelado ao dólar americano em 1:1 e o dólar dos EUA é amplamente aceito em toda Nassau. Em mercados de rua e barracas, leve dólares em espécie e em notas pequenas; em lojas maiores, cartão internacional funciona normalmente, mas tem IOF.
É preciso negociar no Straw Market?
Sim, pechinchar é parte da cultura por lá. Os preços iniciais são inflados pra turista. Comece oferecendo cerca de metade a dois terços do valor pedido, sempre com bom humor. Levar notas pequenas em dólar ajuda muito a fechar o negócio mais barato.
Quanto custa um souvenir em Nassau?
Pra ter uma ideia: imãs, chaveiros e camisetas genéricas ficam entre US$ 5 e US$ 20; peças de artesanato de palha entre US$ 20 e US$ 80; joias em prata e pedras semipreciosas duty free entre US$ 80 e US$ 300; garrafas de rum local de boa qualidade entre US$ 20 e US$ 60.
Qual o melhor horário pra ir no Straw Market?
O ideal é ir logo na abertura, por volta das 7h30 ou 8h, antes da chegada do pessoal dos cruzeiros. No meio do dia, principalmente em dias com vários navios atracados, fica lotado e os vendedores têm menos paciência pra negociar.
Vale a pena alugar carro pra fazer compras em Nassau?
Pra compras só no centro de Nassau (Straw Market, Bay Street, Graycliff), não é necessário — dá pra fazer tudo a pé saindo do porto ou usando táxi do hotel. Pro Mall at Marathon e Harbour Bay, vale chamar táxi ou usar transfer do hotel.
Como ir do porto de cruzeiros pras lojas?
Do porto de cruzeiros até o centro comercial (Straw Market e Bay Street) é uma caminhada bem curta, cerca de 3 quadras. Tem táxis disponíveis no fim do píer e water taxis pra atravessar pra Paradise Island, onde fica a Marina Village at Atlantis.
Economize ao máximo na sua viagem para as Bahamas
- Economizando: não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para as Bahamas, com todas as dicas pra economizar ao máximo.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações das Bahamas do jeito mais barato e seguro.
- Carro: se for esticar pra outras ilhas, veja como alugar um carro nas Bahamas, com dicas pra alugar pelo menor preço.
- Dinheiro: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para as Bahamas, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: garanta um chip de viagem para as Bahamas ainda no Brasil — mais barato e prático.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar nas Bahamas pra saber a melhor região e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: saiba aqui como reservar transfer do aeroporto pelo menor preço.
Compras em Nassau combinam bem com o ritmo da viagem: você anda pelo centro histórico, conhece a Bay Street, dá uma passada no Straw Market pra pechinchar, prova um chocolate na Graycliff e leva uma garrafa de rum pra casa. É um dia inteiro de programa que rende histórias muito além do consumo em si — e essa é a real graça de comprar nas Bahamas.