
Se você quer fugir do óbvio do Guarujá e conhecer um lado mais selvagem do litoral paulista, a excursão à Ilha de Santo Amaro é um dos melhores bate-volta saindo de São Paulo. A gente fez esse passeio e voltou com a sensação de ter ido pra muito mais longe do que pra cá da serra.
A ideia é simples e poderosa: sair da capital cedinho, pegar um ferry, encarar uma trilha pela Mata Atlântica e desembocar em três praias praticamente desertas, com piscina natural, cachoeira e zero estrutura de quiosque barulhento. Quem está acostumado só com Enseada e Pitangueiras se surpreende.
Neste post a gente conta como funciona a excursão, quanto custa, o que levar na mochila, qual a melhor época, os erros que viajante brasileiro costuma cometer e onde reservar o passeio com cancelamento gratuito. E não esquece: aqui no nosso guia completo de São Paulo a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, restaurante e os melhores passeios.
Onde fica a Ilha de Santo Amaro
A Ilha de Santo Amaro tem cerca de 143 km² e é ocupada por um único município: o Guarujá. Fica no centro do litoral paulista, em frente a Santos, e o canal que separa as duas ilhas abriga o Porto de Santos, um dos maiores do mundo.
São quase 30 praias com perfis bem diferentes — das mais urbanas e badaladas, como Pitangueiras e Enseada, até as praticamente intocadas que só se acessa de barco ou por trilha. É justamente essas últimas que a excursão entrega.
Curiosidade que adora um leitor de blog de viagem: a região foi visitada por Américo Vespúcio em 1502 e, no fim do século XIX, virou a famosa Vila Balneária do Guarujá, com hotel, igreja, cassino e 46 chalés encomendados dos Estados Unidos, trazidos desmontados e remontados na ilha. Daí veio o apelido de “Pérola do Atlântico”.
Como funciona a excursão à Ilha de Santo Amaro
A excursão é um bate-volta de um dia inteiro, com transporte, guia e travessia de ferry incluídos. O roteiro mistura trilha leve a moderada pela Mata Atlântica com tempo livre em três praias selvagens.
O esquema funciona mais ou menos assim:
- Por volta das 7h30, a van busca você no hotel — desde que esteja num raio de cerca de 6 km da Praça da Sé. Se ficar mais longe, o ponto de encontro é na Avenida Paulista, nº 2355, pertinho das estações Consolação e Paulista do metrô.
- Saída em direção a Bertioga, onde o grupo embarca num ferry rumo ao norte da Ilha de Santo Amaro — um trecho que só dá pra acessar por mar.
- Desembarque e início da trilha pelo Caminho Hans Staden, de cerca de 40 minutos, passando por uma igreja antiga até chegar à Praia Branca.
- Da Praia Branca, mais um trecho de trilha leva até a Praia Preta, um cantinho mais reservado com tempo livre pra mergulhar.
- Depois, a caminhada segue até a Camburizinho, com uma piscina natural de fundo cristalino formada pelas águas da Serra do Guararu.
- Quem quiser tem ainda a opção de entrar na mata pra ver a Cachoeira do Camburi.
- Por fim, o grupo volta pra Praia Branca, fica cerca de 1 hora aproveitando e retorna pra São Paulo no fim da tarde.
Onde reservar a excursão (com cancelamento grátis)
A gente reserva esse tipo de passeio sempre num site em português que a gente usa em todas as viagens, e tem alguns motivos práticos pra isso.
Primeiro: o pagamento é em reais, sem IOF, e dá pra parcelar — diferente de comprar lá no Guarujá, que geralmente é à vista. Segundo: tem cancelamento gratuito até 48 horas antes, então você reserva com antecedência (que costuma estar mais barato) sem medo de perder dinheiro se o tempo virar ou a viagem mudar. Terceiro: tem atendimento em português e é um dos maiores sites do mundo nesse tipo de passeio.
A reserva pode ser feita até 18 horas antes da atividade, se ainda houver vaga. É bom garantir antes porque a excursão sai com grupo limitado e em fins de semana de sol esgota.
Quanto custa a excursão
O valor da excursão à Ilha de Santo Amaro costuma ficar em torno de R$ 420 por pessoa, já incluindo van saindo de São Paulo, ferry, guia e a trilha guiada pelas três praias. Atenção a um detalhe: crianças menores de 12 anos não são aceitas no passeio, justamente pelo nível da trilha.
Comparando com o custo de ir por conta — combustível, pedágio, ferry, estacionamento e contratar guia local — costuma valer muito a pena pelo pacote pronto, principalmente pra quem não conhece a região e não quer se arriscar a entrar em trilha sem orientação.
Como chegar a São Paulo (e ao ponto de encontro)
O ponto de encontro principal da excursão é na Avenida Paulista, nº 2355, a poucos minutos a pé das estações Consolação (linha verde) e Paulista (linha amarela) do metrô. Quem está hospedado num raio de 6 km da Praça da Sé é buscado direto no hotel.
Pra quem vai de carro, a dica é estacionar em algum estacionamento da região da Paulista (são vários, com diária fixa) e deixar o veículo lá o dia inteiro. Tentar atravessar a cidade no horário de saída atrasa todo mundo.
Se você está chegando de fora e ainda vai escolher onde ficar em São Paulo, a região da Paulista, Jardins ou Consolação é a mais prática pra esse passeio — porque já é o próprio ponto de encontro.
Melhor época para fazer a excursão
O passeio funciona praticamente o ano todo, mas tem épocas em que a experiência é bem melhor.
- Verão (dezembro a março): mar mais quente e dias longos, mas alta temporada — trânsito pesado na descida da serra, ferry mais cheio e maior chance de chuva de fim de tarde.
- Meia-estação (abril a junho e agosto a novembro): na nossa opinião, é o melhor custo-benefício. Temperatura ainda agradável, menos gente nas praias e dias estáveis pra trilha.
- Julho: férias escolares enchem o litoral, mas a temperatura mais amena ajuda na caminhada — só evite emendar com feriado prolongado.
Como o passeio depende de ferry e de mar com condições razoáveis, fique de olho na previsão. Em dias de ressaca forte, o roteiro pode sofrer ajustes por segurança.
O que levar na mochila
A gente errou nessa na primeira vez: levou bolsa de praia tipo “vou pra Enseada” e se arrependeu já nos primeiros 10 minutos de trilha. A mochila ideal pra Ilha de Santo Amaro é leve e prática.
- Tênis ou bota leve de trilha (chinelo nem pensar — o caminho tem raiz, pedra e trecho úmido).
- Roupa de banho por baixo e uma muda seca pra volta.
- Protetor solar resistente à água, repelente e boné.
- Água (pelo menos 1,5L por pessoa) e lanche, porque as praias selvagens não têm quiosque o tempo todo.
- Dinheiro em espécie em pequenas notas, caso apareça algum vendedor ambulante.
- Saquinho pra trazer o lixo de volta — a coleta na ilha é limitada.
- Capa impermeável pra mochila e pro celular, especialmente no verão.
Dicas insider de quem já fez o passeio
Tem algumas coisas que ninguém conta antes e fazem diferença grande no dia.
A primeira praia, a Praia Branca, é a com mais estrutura e onde o grupo passa mais tempo no fim do dia. Quem quiser garantir foto sem gente, vale dar uma adiantada na trilha de volta e chegar antes do grupo. Já a Praia Preta é a mais cinematográfica — areia mais escura, água super clara e quase sempre vazia.
A Camburizinho é onde a piscina natural rouba a cena. Em maré baixa ela fica perfeita pra mergulho de máscara — se você tem uma, leva. E reserve uns 15-20 minutos extras pra subir até a Cachoeira do Camburi; é curtinho e refresca demais depois da trilha.
Outra dica besta mas importante: vá ao banheiro antes de embarcar no ferry. Nas praias selvagens não tem estrutura, e a próxima parada civilizada só na volta.
Erros comuns de quem vai pela primeira vez
Esses são os tropeções clássicos que dá pra evitar:
- Subestimar a trilha: não é pesada, mas tem subida, pedra e trecho de raiz. Quem só faz esteira de academia precisa ir no próprio ritmo.
- Esquecer água: calor + sol + caminhada desidrata rápido. Leve mais do que acha que vai usar.
- Sair só de chinelo: tênis fechado evita torção e protege em pedra molhada.
- Entrar no mar fora dos pontos seguros: algumas praias têm correnteza. Pergunte sempre ao guia onde pode mergulhar.
- Levar muita tralha: caixa de som grande, isopor cheio, bolsa térmica enorme — é um pesadelo de carregar na trilha.
- Não reservar com antecedência: em fim de semana de tempo bom, a excursão lota e fica gente na lista de espera.
Vai estender a viagem no Guarujá?
Quem topa transformar o bate-volta em um fim de semana completo no Guarujá tem muito o que explorar — praias urbanas como Enseada, Pitangueiras e Asturias, passeios de escuna pela orla e até a chance de assistir à Volta à Ilha de Santo Amaro, prova de canoa havaiana de 75 km que contorna toda a ilha e é uma das mais tradicionais do Brasil.
Pra esse cenário, ficar bem localizado no Guarujá faz toda a diferença: economiza táxi à noite, te deixa mais perto da praia que você quer e separa as regiões boas das mais residenciais. Olha aqui a melhor região pra se hospedar e os hotéis que a gente testou:
Onde ficamos em São Paulo (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Para quem está indo para São Paulo pela primeira vez, a Avenida Paulista é definitivamente a melhor região para ficar. Existem hotéis de todos os tipos, gostos e orçamentos, e você com certeza achará algo que te interesse por lá.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Seguro de viagem (mesmo no Brasil)
Pra um passeio com trilha, ferry e mergulho em piscina natural, vale ter um seguro mesmo viajando dentro do país. Atendimento médico de urgência em cidade do litoral em alta temporada costuma ser caro e demorado pra quem depende só do plano da casa.
A gente sempre fecha o seguro num comparador de seguros que mostra todas as seguradoras lado a lado, com filtro por cobertura e tipo de atividade. Esse link já vem com 18% de desconto exclusivo aplicado direto na tarifa, e dá pra parcelar em reais.
Perguntas frequentes sobre a excursão à Ilha de Santo Amaro
A excursão à Ilha de Santo Amaro é puxada?
A trilha é considerada leve a moderada. Tem subidas, raízes e trechos de pedra, mas qualquer pessoa com condicionamento mediano consegue fazer no próprio ritmo. O passeio não aceita crianças menores de 12 anos justamente por causa da caminhada.
Quanto tempo dura o passeio?
É um bate-volta de dia inteiro. A saída de São Paulo é por volta das 7h30 e o retorno costuma acontecer no fim da tarde, dependendo do ferry e do trânsito na volta da serra.
Quais praias a excursão visita?
O roteiro passa pelas três praias selvagens do norte da Ilha de Santo Amaro: Praia Branca, Praia Preta e Camburizinho, esta última com piscina natural e a opção de subir até a Cachoeira do Camburi.
Inclui almoço?
Não. O ideal é levar lanche e bastante água na mochila, porque as praias selvagens não têm quiosques estruturados o tempo todo.
Dá pra fazer o passeio por conta, sem excursão?
Em tese sim, mas é bem mais complicado: você teria que ir até Bertioga, descobrir o horário do ferry, atravessar e fazer a trilha sem guia. Pra quem não conhece, a excursão sai muito mais prática e segura — e a diferença de preço não compensa o perrengue.
Posso cancelar a reserva se mudar de ideia?
Pode. Reservando pelo site que a gente indica, o cancelamento é gratuito até 48 horas antes do passeio. Por isso vale reservar com antecedência: trava o preço e não tem risco de perder dinheiro.
Qual a melhor época para fazer a excursão?
Meia-estação (abril a junho e agosto a novembro) costuma ser o melhor momento: clima ainda agradável, praias menos cheias e preços mais baixos em hospedagem se você emendar com pernoite no Guarujá. Verão tem o mar mais quente, mas com lotação e trânsito pesado.
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A excursão à Ilha de Santo Amaro é uma das maneiras mais bonitas de descobrir o litoral paulista por um ângulo diferente — sem hotel cheio, sem quiosque gritando música e com pé na areia praticamente sozinho na maior parte do dia. Reserva com antecedência, vai com a mochila certa e aproveita: é um daqueles passeios que faz a gente sair com vontade de voltar.

