
Fazer um bate e volta saindo de São Paulo até o Templo Zu Lai e Embu das Artes é um daqueles programas que parecem dois passeios em um só: de manhã a sensação de teletransporte pra Ásia num dos maiores templos budistas da América Latina, e à tarde o burburinho da feira de arte mais charmosa da Grande SP. A gente já fez esse roteiro algumas vezes e ainda é um dos preferidos pra mostrar pra quem vem de fora.
Nessa matéria, a gente reuniu tudo o que você precisa saber pra montar o dia: horários reais, regras do templo, como chegar, quanto custa, onde almoçar e os erros mais comuns que dá pra evitar com um pouquinho de planejamento.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de São Paulo a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Por que vale a pena combinar Zu Lai e Embu das Artes no mesmo dia
O Templo Zu Lai fica em Cotia, e Embu das Artes é a cidade do lado — os dois ficam a menos de 1h de São Paulo pela Raposo Tavares. Esse é o grande charme: dá pra fazer espiritualidade e cultura oriental de manhã, e arte, artesanato e comida brasileira à tarde, sem precisar de hotel e sem cansar.
É um passeio que rende pra quem viaja sozinho, em casal, com amigos ou com a família. E a maior parte das atrações é gratuita — você só gasta com transporte, comida e o que comprar de lembrancinha na feira.

Templo Zu Lai: tudo o que você precisa saber antes de ir
O Zu Lai é o primeiro templo do monastério Fo Guang Shan na América Latina — uma ordem budista de origem taiwanesa — e tem nada menos que 150 mil m² de área, com pátios, jardins, lagos com carpas, escadarias monumentais, salões de meditação e estátuas de bodisatvas. É o tipo de lugar que parece cenário de filme, mas é um centro religioso ativo.
Justamente por isso, é importante entender que ele não é um parque temático: é um templo de verdade, com monjas, cerimônias e pessoas em prática espiritual. O respeito faz parte da visita.
Horários de funcionamento
- Terça a sexta: 12h às 17h
- Sábados, domingos e feriados: 9h30 às 17h
- Segunda-feira: fechado, mesmo quando cai em feriado
Esse detalhe da segunda fechada é onde mais gente erra. A gente já viu turista chegando no portão na segunda e indo embora frustrado — então confirma o dia da semana antes de sair de casa.
Quanto custa
- Entrada: gratuita
- Estacionamento: gratuito
- Refeitório (buffet vegetariano self-service): contribuição em torno de R$ 60 por adulto e R$ 30 pra crianças de 2 a 8 anos
- Cafeteria: salgados, doces, pães feitos pelas monjas, cafés, chás e sucos
- Loja: incensos, sinos de vento, pulseiras, livros e lembrancinhas
Como chegar ao Zu Lai
O templo fica na Estrada Fernando Nobre, 1461 – Parque Rincão, Cotia, com acesso pelo km 28,5 da Rodovia Raposo Tavares. De carro, são uns 30 km saindo da região oeste de São Paulo, o que dá entre 40 e 60 minutos dependendo do trânsito.
De transporte público dá, mas é uma aventura: metrô até Butantã ou São Paulo–Morumbi (Linha 4-Amarela) e depois ônibus que passa pelo km 28,5 da Raposo Tavares. Do ponto até o templo é uma caminhada de cerca de 1 km pela Estrada Fernando Nobre. Pra esse passeio em específico, a gente recomenda fortemente ir de carro — vai poupar tempo e cansaço.
Justamente por ser um passeio que mistura cidade, estrada e Embu (com lojas, feira e estacionamento concorrido), alugar carro pelo dia faz muita diferença. A gente sempre usa esse comparador de carros: ele compara as principais locadoras e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site delas.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, sem IOF, e parcela em até 12x. O atendimento é 24h e em português, com sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. Usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
A gente sempre pega a proteção RentalCover: uma cobertura extra pra pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais — itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras. Prefira sempre as grandes, tipo Localiza, Movida, Unidas, Avis, Hertz e Alamo.
Tem também esse outro comparador, que é ótimo, mas cobra em moeda estrangeira — então tem que calcular IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois e escolher o melhor.
Regras importantes do templo (leia antes de ir)
- Vestimenta: nada de shorts muito curtos, decotes, tops ou trajes de praia. O ambiente é religioso.
- Animais de estimação: não são permitidos, de nenhum porte.
- Bebidas alcoólicas: proibidas em qualquer área, incluindo jardins.
- Fotos: permitidas nas áreas externas, sem poses extravagantes. Em interiores e cerimônias, confirme com alguém do templo e mantenha discrição.
- Silêncio: evite risadas altas, música e piqueniques. É um lugar de oração, não cenário fotográfico.
Uma coisa que a gente notou nas visitas: muita gente trata o templo como locação de ensaio, e isso desrespeita quem está ali pra meditar. Dá pra fazer fotos lindas sendo discreto.
O que ver e fazer dentro do Zu Lai
Os principais pontos do templo são:
- O portão de entrada e a grande escadaria, com arquitetura no estilo dos templos chineses
- Os jardins, lagos com carpas e pátios bem cuidados
- O salão principal com imagens de Buda (silêncio absoluto aqui)
- Estátuas de bodisatvas, pagodes, sinos e mirantes
- Salões de meditação e áreas externas pra contemplação
Programação de fim de semana
Aos finais de semana, o templo costuma oferecer atividades abertas ao público — todas gratuitas e sem inscrição prévia:
- Prática de meditação — em geral por volta das 11h
- Minipalestra “Meditar, por quê?” — costuma rolar em torno das 14h
- Cerimônias e práticas devocionais, como a Cerimônia de Arrependimento da Grande Compaixão
A recomendação é chegar com pelo menos 15 minutos de antecedência. E como a programação muda, vale conferir no site oficial ou no Instagram do templo antes de sair de casa.
Almoço vegetariano no refeitório
O buffet vegetariano do Zu Lai é uma experiência por si só. É self-service, com pratos quentes e frios, e os pães são feitos pelas próprias monjas. A contribuição fica em torno de R$ 60 por adulto. Quem é curioso sobre culinária vegetariana asiática vai amar — e quem prefere comida mais “tradicional” pode deixar o almoço pra Embu.
Embu das Artes: o complemento perfeito do passeio
Saindo do Zu Lai no meio da tarde, Embu das Artes fica a uns 20 a 40 minutos de carro, dependendo do ponto de saída em Cotia. A cidade adotou esse nome oficialmente em 2011, justamente reforçando a vocação turística e artística — e o centro histórico parece um pedaço do interior mineiro encaixado na Grande SP.
O que fazer em Embu
- Feira de Artes, Artesanato e Antiguidades: a estrela da cidade. Dezenas de barracas com móveis rústicos, decoração, arte, roupas, bijuterias, acessórios e lembrancinhas. Funciona forte aos sábados, domingos e feriados.
- Praça das Artes / Largo 21 de Abril: coração da feira, com artistas de rua e muito movimento.
- Igreja de Nossa Senhora do Rosário e Museu de Arte Sacra: conjunto histórico ligado à ocupação jesuítica — ótimo pra entender de onde veio a cidade.
- Ateliês e galerias: muitos artistas têm espaço próprio nas ruelas do centro histórico, vale entrar e conversar.
Onde comer em Embu das Artes
A cena gastronômica é forte: tem restaurantes de comida brasileira, mineira e caipira em sistema à la carte ou buffet, bares e bistrôs nas ruas de paralelepípedo, e cafés com bolos, doces portugueses, sorvetes e chocolate quente nos dias frios.
Faixa de preço aproximada (varia bastante):
- Restaurante simples: em torno de R$ 40-60 por pessoa
- Restaurantes turísticos mais famosos: R$ 70-100 por pessoa, com bebida não alcoólica
Duas coisas pra experimentar e que são meio tradicionais da cidade: a cachaça artesanal (tem várias barracas vendendo) e o açaí de tigela.

Roteiro de um dia: Zu Lai + Embu das Artes
Esse é o roteiro que a gente costuma sugerir pra quem vai pela primeira vez:
- 8h-9h: saída de São Paulo de carro
- 9h30-10h: chegada ao Zu Lai (em fim de semana, abre às 9h30; em dia útil, só a partir das 12h)
- Manhã: visitação, fotos nos jardins, meditação e/ou minipalestra
- 12h-13h: almoço vegetariano no refeitório do templo
- 14h: saída em direção a Embu das Artes
- 14h30-18h: feira, ateliês, galerias e cafés
- Fim de tarde: jantar ou lanche em Embu e volta pra São Paulo
Dica que vale ouro: saia de Embu antes do pico do retorno. Domingo à tarde/noite a Raposo Tavares pode virar um inferno. Antecipar a volta em 1h-1h30 faz toda a diferença.
Quanto custa o passeio inteiro (por pessoa)
Pra quem vai de carro próprio, num grupo de 4, dá pra estimar:
- Gasolina e pedágio: em torno de R$ 40-80 por pessoa
- Almoço no Zu Lai: R$ 60 por adulto
- Cafés e doces em Embu: R$ 20-50 por pessoa
- Jantar em restaurante turístico em Embu (opcional): R$ 70-100 por pessoa
- Ingressos: Zu Lai é gratuito; as atrações ao ar livre de Embu também
Ou seja: dá pra fazer um dia inteiro super bacana gastando bem pouco — especialmente se for almoçar só no templo e levar uma fome controlada pra Embu.
Quer ir num passeio com guia, sem se preocupar com nada?
Pra quem prefere não dirigir, não se preocupar com horários e estacionamento, ou simplesmente curte ter um guia explicando a história, existe esse tour aqui que faz exatamente o roteiro Zu Lai + Embu no mesmo dia, com busca no hotel.
Vale comprar antecipado por esse site que a gente usa em todas as viagens: o pagamento é em reais (sem IOF), parcela em 12x e o cancelamento é gratuito até 24h antes. É uma referência mundial em ingressos e passeios, e a gente confia bastante.
Outros passeios em São Paulo que valem a pena reservar antecipadamente:
- Excursão até Campos do Jordão (ótimo no inverno)
- Visita a um ensaio de escola de samba
- Tour pelo bairro japonês da Liberdade
- Pub Crawl por São Paulo à noite

Melhor época e melhor dia pra fazer o passeio
O Zu Lai pode ser visitado o ano inteiro, e cada estação dá um clima diferente aos jardins. Mas em termos de conforto, outono e inverno (mais secos, com céu aberto) costumam ser as épocas mais agradáveis, porque o passeio tem muita área externa. Em dias de chuva forte, parte do charme se perde e o chão dos jardins fica encharcado.
Sobre o dia da semana: se você busca silêncio e tranquilidade, vá de terça a sexta — bem menos movimento. Se quer pegar a programação completa, com meditações e cerimônias, e emendar Embu numa vibe de feira cheia, vá sábado, domingo ou feriado. Só lembra que vai estar bem mais cheio.
Os erros mais comuns (e como evitar)
- Ir na segunda-feira: o templo está fechado, mesmo em feriado. Confere o calendário antes.
- Tratar o templo como parque: nada de falar alto, fazer piquenique ou tirar foto em poses exageradas. É um lugar de culto.
- Roupa inadequada: shorts curtos, tops ou look de academia geram constrangimento. Vai de roupa neutra.
- Esquecer água e protetor solar: tem muita área aberta e o sol pesa em dia quente.
- Reservar pouco tempo pra Embu: a feira rende fácil 3-4 horas. Quem chega muito tarde pega bancas fechando.
- Estacionar com flanelinha em Embu: nos fins de semana o centro lota. Prefira estacionamento oficial — sai mais barato e seguro.
- Voltar pra SP no pico do domingo: a Raposo Tavares trava à noite. Saia mais cedo.

Onde se hospedar em São Paulo pra fazer esse passeio
Pra quem vai sair cedo rumo a Cotia, ficar bem localizado em São Paulo facilita muito o dia: você economiza tempo no trânsito da capital, sai logo pra Raposo Tavares e volta pra um hotel confortável depois de tantas horas em pé. Veja a melhor região pra se hospedar em São Paulo:
Onde ficamos em São Paulo (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Para quem está indo para São Paulo pela primeira vez, a Avenida Paulista é definitivamente a melhor região para ficar. Existem hotéis de todos os tipos, gostos e orçamentos, e você com certeza achará algo que te interesse por lá.
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Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o passeio ao Zu Lai e Embu das Artes
Precisa pagar pra entrar no Templo Zu Lai?
Não. A entrada no templo e o estacionamento são totalmente gratuitos. Você só paga se quiser almoçar no refeitório (contribuição em torno de R$ 60 por adulto) ou comprar algo na cafeteria e loja.
Qual o melhor dia pra visitar o Zu Lai?
Depende do que você procura. Pra tranquilidade e silêncio, vá de terça a sexta. Pra pegar a programação cheia de atividades (meditação, palestras, cerimônias) e emendar Embu em clima de feira, vá no sábado, domingo ou feriado. Só nunca vá na segunda-feira — está fechado, mesmo em feriado.
Qual o horário de funcionamento do Templo Zu Lai?
De terça a sexta, das 12h às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h. Segunda-feira fechado.
Como ir de São Paulo até o Zu Lai sem carro?
Dá pra ir de metrô até Butantã ou São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela) e pegar um ônibus que passe pelo km 28,5 da Raposo Tavares. Do ponto até o templo é uma caminhada de cerca de 1 km. Funciona, mas pra esse passeio (que envolve emendar Embu) a gente recomenda muito ir de carro ou de tour guiado.
Posso levar criança e cachorro no templo?
Crianças sim, e até há valor reduzido no refeitório (R$ 30 pra crianças de 2 a 8 anos). Mas animais de estimação não são permitidos, de nenhum porte — não tente entrar com cachorro pequeno, vão barrar.
Quantas horas dura o passeio Zu Lai + Embu das Artes?
O dia inteiro, em geral das 8h-9h até o início da noite. A gente recomenda reservar pelo menos 2-3 horas no templo e mais 3-4 horas em Embu das Artes pra aproveitar a feira com calma.
Tem onde almoçar dentro do Templo Zu Lai?
Sim, tem um refeitório com buffet vegetariano self-service por contribuição (em torno de R$ 60 por adulto). É uma experiência por si só, com pratos quentes e frios e pães feitos pelas monjas. Se preferir comida mais tradicional, deixe o almoço pra Embu.
Pode tirar foto no Zu Lai?
Pode, nas áreas externas e nos jardins, mas sem poses extravagantes ou ensaios fotográficos. Em interiores e durante cerimônias, confirme com alguém do templo e mantenha discrição. Lembre-se: é um local de oração, não cenário.
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Esse é um daqueles passeios que a gente sempre recomenda pra quem mora em SP e nunca foi, e também pra quem está de passagem e quer ver um lado diferente do estado. Em um único dia você sai do agito da metrópole, mergulha em silêncio e arquitetura oriental, e ainda termina numa feirinha de arte tomando café e levando lembrança pra casa. Bom passeio!