Canais em Amsterdã

Tem só 2 dias pra conhecer a capital holandesa? Dá pra aproveitar muito, desde que a gente organize bem o trajeto, porque Amsterdã é compacta e dá pra fazer quase tudo a pé ou de tram. A ideia aqui é juntar o melhor da cidade: canais, museus de peso, bairros charmosos e aquela vibe única que só Amsterdã tem.

A gente montou esse roteiro de 2 dias em Amsterdã pensando em quem quer otimizar o tempo sem sair correndo. Tudo encadeado por região, pra você não ficar atravessando a cidade de um lado pro outro à toa.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como a cidade é pequena e fácil de andar: em uma manhã dá pra cruzar vários bairros a pé sem cansar. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Amsterdã a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Dia 1 – Manhã: passeio de barco pelos canais de Amsterdã

Um jeito clássico de começar é fazendo um passeio de barco pelos canais. Neles você observa as construções tortinhas, as pontes e o dia a dia dos moradores, tudo da água. Existem vários trajetos saindo de pontos diferentes, então dá pra escolher um com partida pertinho do seu hotel.

Passeio de barco por Amsterdã

Como há passeios de durações diferentes, o legal é pensar no que você pretende fazer no resto do dia e calcular o tempo. Os cruzeiros básicos costumam durar cerca de 1 hora e ficam em torno de 15 a 25 euros, variando conforme o horário e o tipo de barco. Tem até opção com áudio em português em algumas empresas, o que ajuda bastante a entender o que você tá vendo.

Uma curiosidade que vale saber antes de embarcar: aquelas casas estreitas e inclinadas que você vê dos canais surgiram porque o imposto era calculado pela largura da fachada. Por isso o pessoal construía tudo fininho e alto. O conjunto de canais, aliás, é Patrimônio Mundial da UNESCO, com mais de 100 km de água cortando a cidade.

Quer comprar seu passeio com antecedência pra evitar dor de cabeça e poder comparar as opções? A gente recomenda esse site que a gente usa em todas as viagens. Vale pro passeio de barco e pra todas as atrações desse roteiro.

A grande vantagem é que você paga em reais (sem aquele IOF da compra no site oficial gringo) e ainda pode parcelar. É um dos maiores do mundo, tem cancelamento gratuito em boa parte dos passeios e suporte 24h em português, caso precise. Ah, e tem o transfer do aeroporto Schiphol até o hotel também: às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (foge dos golpes de taxista) e o motorista te espera com uma plaquinha com seu nome no desembarque. Muito mais tranquilo pra chegar.

Comprar antecipado, pela internet, é quase sempre mais barato do que na bilheteria — e evita o risco de o ingresso já ter esgotado pro dia que você quer, sem falar no tempo perdido na fila.

Dia 1 – Tarde: Rijksmuseum (ou Van Gogh) na Praça dos Museus

O Rijksmuseum é o Museu Nacional da Holanda e um dos mais importantes do país. É enorme e guarda uma coleção de obras de Rembrandt, Vermeer, Jan Steen e vários mestres holandeses do século 17. A entrada costuma custar em torno de 22 a 25 euros.

Como é um museu bem grande, dá pra passar uma tarde inteira lá se quiser ver tudo com calma. O tempo de visita depende do quanto você se dedica a cada obra, mas vale reservar um bom intervalo pra apreciar sem pressa.

Rijksmuseum em Amsterdã

Esse museu fica na Museumplein (Praça dos Museus), onde também estão o Museu Van Gogh e o Stedelijk. Vale dar uma volta pela praça pra conhecer. Mas, num roteiro curto de 2 dias, a recomendação geral é escolher um museu grande pra visitar com calma e deixar os outros pra uma próxima viagem.

  • Sugestão alternativa: Museu Van Gogh

Outro que merece toda a fama e fica na mesma praça é o Museu Van Gogh, que tem a maior coleção de obras do artista no mundo. Guarda telas, ilustrações e objetos originais, além de toda a biografia e trajetória dele e pinturas inspiradas no seu trabalho. Dá pra alugar o áudio-guia em português pra entender cada detalhe. O ingresso fica em torno de 20 a 25 euros.

Uma visita completa dura cerca de 2 horas. Se quiser encaixar os dois museus, vai ter que correr um pouco no primeiro — então, na real, escolha um. A gente errou nessa na primeira viagem: tentou ver Rijksmuseum e Van Gogh no mesmo dia e saiu de ambos com a sensação de não ter aproveitado nenhum direito.

Museu Van Gogh em Amsterdã

Atenção importante: tanto o Van Gogh quanto a Casa de Anne Frank operam com ingresso on-line e horário marcado, e os horários esgotam com semanas de antecedência em alta temporada. Compra antes, sem exceção.

Dia 1 – Noite: Red Light District em Amsterdã

Passear pelo Red Light District é uma experiência única. Ao contrário do que muita gente pensa, o local recebe todo tipo de turista: famílias, casais, grupos de amigos. À noite, o público fica mais adulto, então, se estiver com crianças, prefira passar por ali de manhã.

As casas noturnas bombam, junto com os coffeeshops e alguns bares. O legal é ir andando, observando, e entrar nos lugares onde se sentir à vontade. Vale lembrar: é estritamente proibido tirar fotos das mulheres nas vitrines, e infringir isso pode trazer problemas seríssimos, como multas. É um dos bairros mais antigos da cidade, e fica ali a Oude Kerk (Igreja Velha), de 1302, considerada o edifício mais antigo de Amsterdã.

Red Light District em Amsterdã

Dia 2 – Manhã: bairro Jordaan em Amsterdã

Vamos pro segundo dia. O bairro Jordaan é um dos mais charmosos da cidade, com vibe romântica e ares de vilarejo. Fica dentro da zona turística e é repleto de ruas e canais fofos, galerias de arte, restaurantes, lojas e cafés.

Bairro Jordaan em Amsterdã

A melhor forma de conhecer é andando, então saia com calçado confortável. Outra ideia legal é alugar uma bicicleta por algumas horas — é o transporte favorito dos holandeses (tem mais bike do que gente na cidade). O aluguel costuma ficar em torno de 12 a 18 euros por dia. Só uma dica de ouro: em Amsterdã, a prioridade é sempre do ciclista, então cuidado ao atravessar as ciclovias, que é onde muito turista distraído leva susto.

Por lá dá pra ir às 9 Straatjes (‘nove ruas’), área famosa pra fazer compras, cheia de boutiques, lojas de antiguidades, brechós, lojas de arte e marcas internacionais como a H&M. Aproveite pra parar num café e provar a famosa appeltaart (torta de maçã holandesa) do Winkel 43, um clássico do bairro.

9 Straatjes em Amsterdã

Onde comprar os ingressos de Amsterdã e dos Países Baixos?

Como a gente falou lá em cima, dá pra economizar muito comprando os ingressos e passeios pela internet, com antecedência. Sai mais barato e você não corre o risco de chegar na bilheteria e o ingresso já ter esgotado.

Atenção ao IOF: se comprar no site oficial das atrações, a cobrança vem na moeda do país, com IOF e sem opção de parcelar. Por isso a gente prefere esse site que a gente usa em todas as viagens, que paga em reais e parcela. Além disso, tem:

  • Free tours: passeios a pé gratuitos em boa parte das cidades turísticas. Você só dá uma gorjeta pro guia no fim.
  • Cancelamento gratuito em muitos passeios, sem dor de cabeça.
  • Transfer aeroporto–hotel: pago adiantado e com motorista te esperando com plaquinha no desembarque.
  • Atendimento em português, 24h, caso precise.

Dia 2 – Tarde: Casa de Anne Frank em Amsterdã

A Casa de Anne Frank é um dos lugares mais importantes e disputados da capital. Ela também fica no bairro Jordaan, então é fácil chegar logo depois da manhã passeando por ali.

O local foi onde Anne Frank e a família se esconderam no chamado ‘Anexo Secreto’ durante a Segunda Guerra Mundial, quando a menina escreveu os diários que se tornaram famosos no mundo todo. Os cômodos e boa parte dos objetos estão preservados e expostos. No fim do percurso tem livraria e café. O ingresso costuma custar em torno de 14 a 18 euros.

Reforçando: só dá pra entrar com ingresso on-line e horário marcado. Praticamente não existe venda na hora, e os horários liberam com semanas de antecedência. Marque assim que decidir as datas da viagem.

Casa de Anne Frank em Amsterdã

Dia 2 – Noite: Leidseplein e Canal Singel em Amsterdã

A região de Leidseplein é uma das mais animadas, perfeita pra fechar o roteiro. É uma área badalada, cheia de cafés, pubs, bares, restaurantes e casas de show. De lá dá pra caminhar até o Canal Singel e conhecer o Mercado de Flores Flutuante (Bloemenmarkt). Além das próprias flores nas barcas, dá pra comprar lembrancinhas e souvenirs.

Se você curtir algo mais tranquilo e local pra jantar, vale voltar pro Jordaan e cair num restaurante de cozinha holandesa. E uma dica prática: Amsterdã é uma cidade cashless — quase tudo aceita cartão e alguns lugares nem aceitam dinheiro, então não precisa sacar uma montanha de euros.

Leidsplein em Amsterdã

Atrações extras se você tiver mais tempo

Se sobrar fôlego ou se o seu ritmo for mais corrido, dá pra encaixar algumas opções legais:

  • Heineken Experience: tour interativo na antiga fábrica da Heineken, com degustação no fim. Dura cerca de 1h30 a 2h e custa em torno de 20 a 25 euros.
  • A’DAM Lookout: mirante com vista 360° da cidade, do outro lado do rio IJ (a balsa atrás da Estação Central é gratuita). Tem um balanço na beira do prédio, um dos mais altos da Europa.
  • Vondelpark: o maior parque urbano da cidade, ótimo pra caminhar, pedalar ou fazer um piquenique.
  • Albert Cuyp Markt, no bairro De Pijp: o mercado de rua mais famoso, ideal pra provar um stroopwafel quentinho e petiscos locais.
  • NEMO Science Museum: interativo e ótimo pra quem viaja com crianças.

Bate-voltas como Zaanse Schans (moinhos de vento) e Keukenhof (parque de tulipas, aberto só entre o fim de março e o começo de maio) são incríveis, mas costumam não caber bem em 2 dias sem deixar o básico da cidade corrido. Fica pra uma próxima.

Melhor época para fazer o roteiro de 2 dias em Amsterdã

Cada estação tem seu charme em Amsterdã. Olha o resumo pra você escolher:

  • Primavera (fim de março a maio): clima ameno, tulipas em flor e o Keukenhof aberto. É alta estação, então reserve hotel e ingressos cedo.
  • Verão (junho a agosto): dias longos (escurece tarde), perfeito pra caminhar e fazer barco. Mais cheio, mais caro e com filas maiores.
  • Outono (setembro a novembro): ótimo custo-benefício, menos gente, preços um pouco menores e o charme das folhas amarelas nos canais.
  • Inverno (dezembro a fevereiro): frio e dias curtos, mas excelente pra museus, cafés e mercados de Natal, com boas promoções de hospedagem.

Independente da época, leve sempre uma jaqueta leve à prova d’água: pode ventar e chover de repente, mesmo no verão, e isso atrapalha bastante os passeios de barco e parque.

Pra um roteiro curto e intenso como esse, ficar bem localizado economiza horas de deslocamento e te deixa mais tempo nas atrações. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Amsterdã:

Onde ficamos em Amsterdã (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Amsterdã é a melhor opção para os turistas. Hospedar-se no local oferece muitas vantagens, já que por lá, os visitantes podem ficar a uma curta distância das principais atrações da cidade.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o roteiro de 2 dias em Amsterdã

2 dias são suficientes pra conhecer Amsterdã?

Dá pra conhecer o essencial em 2 dias tranquilamente, já que a cidade é compacta e fácil de andar. Você consegue ver canais, um museu grande, a Casa de Anne Frank e os bairros mais charmosos. Pra incluir bate-voltas como Keukenhof ou Zaanse Schans, aí o ideal é ter um dia a mais.

Precisa comprar ingressos com antecedência?

Sim, e isso é fundamental. A Casa de Anne Frank e o Museu Van Gogh operam só com ingresso on-line e horário marcado, e os horários esgotam com semanas de antecedência na alta temporada. Comprar antes garante a entrada e ainda costuma sair mais barato.

Vale a pena alugar bicicleta em Amsterdã?

Vale muito, é o jeito mais autêntico de se locomover e a cidade é toda preparada pra isso. O aluguel costuma ficar em torno de 12 a 18 euros por dia. Só fique atento às ciclovias e à sinalização, porque a prioridade ali é sempre do ciclista.

Como ir do aeroporto Schiphol até o centro?

O trem Schiphol–Amsterdam Centraal é a forma mais rápida e prática: leva cerca de 15 a 20 minutos e custa em torno de 6 a 8 euros. Também dá pra reservar um transfer privativo com antecedência, que te espera no desembarque e leva direto ao hotel sem perrengue.

Posso tirar fotos no Red Light District?

Você pode fotografar o bairro, mas é estritamente proibido fotografar as trabalhadoras nas vitrines. Desrespeitar essa regra pode gerar problemas sérios, incluindo multas. O bairro é histórico e vale a visita, só respeite essa limitação.

Preciso levar muito dinheiro em espécie?

Não. Amsterdã é uma cidade extremamente cashless, quase tudo aceita cartão e alguns lugares nem aceitam dinheiro vivo. Levar um cartão internacional resolve a maioria das situações, sem precisar sacar uma grande quantia de euros.

Qual museu escolher num roteiro de 2 dias: Rijksmuseum ou Van Gogh?

Os dois são incríveis, mas em 2 dias o ideal é escolher um pra visitar com calma. Se você curte arte holandesa clássica (Rembrandt, Vermeer), vá de Rijksmuseum. Se prefere mergulhar na obra de um único gênio, o Van Gogh é a pedida. Tentar fazer os dois no mesmo dia costuma deixar a experiência corrida.

Economize ao máximo na sua viagem por Amsterdã:

Pronto, com esse roteiro você aproveita o melhor de Amsterdã em 2 dias sem correria. Quando a gente foi, terminou os dois dias com a sensação de ter conhecido a cidade de verdade — e ainda guardou um gostinho de querer voltar pra fazer os bate-voltas. Boa viagem!