
Quer conhecer Milão mas ainda tá com aquela dúvida clássica: qual a melhor forma de levar dinheiro pra essa viagem? Relaxa que a gente vai te explicar tudo aqui, com os prós e contras de cada opção, quanto levar por dia e os erros que mais derrubam o orçamento dos brasileiros na Itália.
Logo de cara já adianta uma coisa: a regra antiga de levar quase tudo em espécie ficou pra trás. Quando a gente foi a Milão, o que mais facilitou a vida foi combinar uma conta global (pro grosso dos gastos), uma quantia moderada em euros em espécie (pros pequenos pagamentos) e um cartão de crédito guardado pra emergências e cauções. Esse trio resolve qualquer situação.
E não esquece: aqui no nosso conteúdo de como viajar barato para Milão a gente reuniu mais dicas pra montar a viagem inteira pagando menos. Bora pro que interessa.
Quanto dinheiro levar para Milão por dia?
Milão é uma das cidades mais caras da Itália, então é bom planejar com folga. Pra uma viagem de turismo padrão, dá pra trabalhar com um orçamento em torno de 120 a 150 euros por dia por pessoa, incluindo alimentação, transporte local e alguns passeios — fora compras grandes.
Quanto mais restaurantes arrumados e compras você fizer, mais perto do topo dessa faixa (ou acima) vai ficar. Já quem viaja no modo econômico consegue se virar com algo em torno de 100 a 120 euros por dia.
Pra você ter uma referência rápida dos preços por lá, em euros:
- Café espresso no balcão: em torno de 1 a 2 €
- Cappuccino em cafeteria turística: em torno de 2 a 4 €
- Fatia de pizza ou panino: em torno de 4 a 8 €
- Refeição simples em trattoria (prato + bebida): em torno de 15 a 25 €
- Refeição em restaurante mais arrumado: em torno de 25 a 40 € por pessoa, sem vinho
- Entrada em museus e atrações principais: em torno de 10 a 25 €
- Bilhete simples de metrô/ônibus: em torno de 2 a 3 €
Uma dica que pega muita gente de surpresa: nos restaurantes é comum o coperto, uma taxa por pessoa pelo uso da mesa e pão, geralmente de alguns euros. Coloca isso na conta do orçamento diário pra não levar susto.
Conta global: a forma mais barata de levar euro
Essa é, disparado, a opção que a gente mais usa e indica. A ideia é abrir uma conta digital global em dólar e usar o cartão dela pra fazer todos os seus pagamentos e saques no exterior — independente da moeda do destino, ou seja, vale pro euro em Milão também.
De forma geral, a compra dos dólares nessa conta global que a gente usa sai MUITO mais barata, porque você compra na cotação comercial, que é a mais barata de todas. Bancos e casas de câmbio usam a cotação turismo, que é bem mais salgada.
Além disso, o IOF nas compras internacionais com essa conta é bem menor do que o do cartão de crédito comum. Na prática, é uma economia gigante — e não só de dinheiro, mas de tempo, porque você faz tudo online e com muita segurança.
É um banco digital global brasileiro, já super conceituado no mercado, que permite criar a conta em poucos minutos. O único documento exigido é o RG ou a CNH. Com ela, você coloca dólares e usa em qualquer país do mundo, então serve pra Milão agora e pra todas as próximas viagens.
Se já quiser baixar o app e começar a criar a sua conta, é só clicar aqui. E como muita gente abre a conta por causa dos nossos blogs (e por ser realmente bem mais vantajosa), a gente conseguiu um cupom: usando o código GRUPODICAS20 na abertura, você ganha um bônus na sua primeira remessa de câmbio.
Com a conta aberta, você envia dinheiro da sua conta do Brasil (em reais) pra essa (em dólar) facilmente pelo app, vendo o câmbio na hora. Aí é só usar: paga no estabelecimento na moeda que eles cobrarem e o valor já vem descontado em dólar.
Outras vantagens que valem destacar:
- Dá pra ir acumulando dólares aos poucos, conforme a cotação estiver boa, e ainda deixar investido pra render até a viagem.
- O atendimento e suporte é todo em português.
- Não tem taxa nenhuma pra abrir nem manter a conta.
- Você pode fazer saques nos caixas eletrônicos do exterior pra ter euro em espécie na viagem, e os primeiros saques costumam ser isentos de taxa.
- Assim que cria a conta, já sai um cartão virtual de débito no celular, e dá pra pedir o cartão físico também.
- Não esquece de usar o cupom GRUPODICAS20 na abertura pra garantir o bônus.
Dinheiro em espécie (euro): leve, mas com moderação
A forma mais antiga de levar euro é o dinheiro vivo. A vantagem é que ele é aceito em qualquer lugar e resolve aqueles pequenos gastos: café de bairro, feira livre, banquinha de mercado, sanitário pago e estabelecimentos que ainda têm valor mínimo pra cartão.
A desvantagem é a praticidade e, principalmente, a segurança: se você for roubado ou perder, sai no prejuízo direto, sem como recuperar. Por isso a gente recomenda não levar todo o dinheiro da viagem em espécie, só uma quantia razoável.
Uma orientação prática é levar algo em torno de 300 a 600 euros em espécie por pessoa — suficiente pros primeiros gastos no aeroporto, transporte, cafés e lugares que não aceitam cartão. Se for comprar no Brasil, procure uma casa de câmbio de confiança e fique de olho na cotação pra pegar um bom preço.
E uma dica que a gente aprendeu na prática: divida o dinheiro entre carteira, doleira e cofre do hotel. Nunca ande com tudo num lugar só.
Cartão de crédito: o backup pra emergências e cauções
O cartão de crédito internacional é amplamente aceito em Milão — hotéis, restaurantes, lojas, atrações, metrô, táxis e apps de transporte. A grande facilidade é que ele serve pra garantia de reservas de hotel e caução em aluguel de carro, além de salvar em qualquer emergência médica ou compra inesperada.
O problema é que, tirando a praticidade, ele costuma ser a opção mais cara pro dia a dia. A compra vem em euro e é convertida pro real só na data do fechamento da fatura, ou seja, você fica exposto à variação cambial. Some o IOF sobre compras internacionais (historicamente alto no Brasil) e você entende por que a gente prefere deixar o crédito como reserva.
Antes de embarcar, ligue pro banco e avise que vai viajar, pra evitar bloqueio por suspeita de fraude. E uma regra de ouro: quando a maquininha oferecer pra pagar em reais (DCC), recuse e pague sempre em euro. A conversão que o estabelecimento faz quase sempre é pior que a do seu emissor.
Como se paga no dia a dia em Milão
Em Milão, cartão é aceito em praticamente tudo: metrô, trem, tram, restaurantes, bares, cafeterias, lojas de grife e de rua, museus e atrações. O pagamento por aproximação (contactless) e as carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay funcionam super bem, até em despesas pequenas.
No transporte público (ATM Milano), dá pra comprar bilhete nas máquinas das estações com cartão e, em muitas catracas, já é possível validar direto encostando o cartão contactless, pagando a tarifa unitária. Os trens regionais (Trenord, Trenitalia) também aceitam cartão nas máquinas e apps.
Mesmo assim, vale ter euro em espécie pra alguns casos: as máquinas automáticas das estações às vezes não leem cartões brasileiros específicos, e em bate-voltas pra cidades menores da Lombardia (Lago de Como, Bergamo Alta) ainda tem estabelecimento com valor mínimo de cartão ou que só aceita dinheiro.
Quanto posso entrar com dinheiro na Itália?
Tem duas camadas de regra aqui. Saindo do Brasil, a Receita Federal permite levar até o equivalente a 10 mil dólares em espécie por pessoa sem precisar declarar. Acima disso, é obrigatório declarar na alfândega, tanto na saída quanto na volta.
Entrando na União Europeia (Itália inclusive), se você chegar com 10 mil euros ou mais em dinheiro líquido (ou equivalente em outra moeda), precisa declarar às autoridades aduaneiras num formulário específico. Esse “dinheiro líquido” inclui notas, moedas, cheques de viagem e ordens de pagamento. Não declarar pode gerar apreensão e sanções.
Pra quem viaja a turismo, esses tetos são bem altos — a maioria leva muito menos do que isso, justamente por segurança.
Cuidado com esses erros ao levar dinheiro
São deslizes que a gente vê muito brasileiro cometendo na Itália:
- Levar quase tudo em espécie: aumenta o risco de perda e roubo e te deixa sem margem pra imprevistos de orçamento.
- Confiar só no cartão de crédito: o IOF e a variação cambial inflam a fatura, e ainda tem o risco de bloqueio por segurança se o banco não for avisado.
- Não ter plano B: usar um único cartão de um único banco é furada. Se ele for clonado, bloqueado ou simplesmente não passar na maquininha, você fica a ver navios.
- Aceitar pagar em reais (DCC): a conversão do estabelecimento costuma ser pior. Sempre pague em euro.
- Sacar várias vezes pequenas quantias no caixa eletrônico: pode gerar tarifa a cada saque. Melhor planejar saques menos frequentes e um pouco maiores.
Afinal, como levar os euros para Milão?
Resumindo a estratégia que a gente sempre usa: concentre o grosso dos gastos na conta global (câmbio melhor e IOF baixo), leve algo em torno de 300 a 600 euros em espécie pros pequenos pagamentos, e mantenha um cartão de crédito desbloqueado pra emergências, cauções de carro e garantia de hotel.
Com esse trio você cobre todas as situações: o econômico, o restaurante chique, a banca de feira e a emergência. Foi assim que a gente viajou e nunca passou aperto.
Pra fechar o planejamento da viagem com tranquilidade, escolher bem onde ficar faz toda diferença — hotel bem localizado economiza horas no transporte e te deixa mais tempo passeando. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Milão:
Onde ficamos em Milão (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Milão é no centro histórico da cidade, principalmente próximo da Piazza del Duomo. Lá, estão os principais pontos turísticos, como a Catedral de Milão e a Galeria Vittorio Emanuele II.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre como levar dinheiro para Milão
Qual a forma mais barata de levar dinheiro para Milão?
A conta global em dólar costuma ser a mais econômica, porque usa a cotação comercial (mais barata) e tem IOF bem menor que o cartão de crédito. A recomendação geral é concentrar os gastos nela e complementar com um pouco de espécie.
Quanto dinheiro em espécie devo levar para Milão?
Uma faixa segura fica em torno de 300 a 600 euros por pessoa, suficiente pra pequenos gastos, transporte e lugares que não aceitam cartão. Levar muito mais que isso só aumenta o risco de perda e roubo.
Posso usar cartão em tudo em Milão?
Quase tudo. Cartão e pagamento por aproximação são aceitos em metrô, restaurantes, lojas, museus e atrações. Mesmo assim, vale ter um pouco de euro em espécie pra cafés de bairro, feiras e máquinas que às vezes não leem cartões brasileiros.
É melhor pagar em euro ou em reais na maquininha?
Sempre em euro. Quando a maquininha oferece pra pagar em reais (o famoso DCC), a conversão feita pelo estabelecimento costuma ser pior que a do seu emissor, encarecendo a compra.
Preciso declarar o dinheiro que levo para a Itália?
Só se for muito alto. Saindo do Brasil, valores acima do equivalente a 10 mil dólares em espécie precisam ser declarados à Receita. Entrando na União Europeia, a partir de 10 mil euros em dinheiro líquido é obrigatório declarar na alfândega.
O cartão de crédito serve para alugar carro e reservar hotel na Itália?
Sim, e é justamente uma das melhores funções dele. O cartão de crédito é usado como garantia em reservas de hotel e como caução no aluguel de carro, além de ser o seu backup pra emergências.
Economize ao máximo na sua viagem a Milão:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Milão, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar!
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Milão da forma mais barata e segura.
- Carro: esse item facilita muito a viagem pela Itália. Se você pensa em alugar um, leia como alugar um carro em Milão pelo menor preço possível.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem sem preocupações? Garanta um chip europeu ainda no Brasil, clicando aqui. É fácil e barato!
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Milão pra saber a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo, e na Europa o seguro é obrigatório (com cobertura mínima de 30 mil euros). Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
Com esse planejamento de dinheiro resolvido, é só curtir Milão sem dor de cabeça. Boa viagem!





