O que fazer em 7 dias em Londres

Londres é uma daquelas cidades que dá vontade de voltar várias vezes — e mesmo assim sempre fica algo pra ver. A boa notícia é que 7 dias em Londres dão um tempo confortável pra combinar os ícones clássicos (Big Ben, Tower Bridge, museus) com os bairros charmosos, mercados, pubs e até um bate-volta pra fora da cidade.

A gente montou esse roteiro dia a dia pensando em quem quer aproveitar de verdade, sem correr feito louco nem pular as melhores coisas. E olha: uma das maiores sacadas de Londres é que muita coisa de altíssimo nível é gratuita — vários dos melhores museus do mundo não cobram entrada.

Quando a gente foi, o erro mais comum que vimos turista cometendo era tentar encaixar atração demais num dia só e acabar exausto. Aqui a regra de ouro é escolher 2 ou 3 pontos fortes por dia e deixar espaço pra caminhar sem pressa. E não esquece: aqui no nosso guia de como viajar barato para Londres a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato.

Primeiro dia: Westminster, Big Ben e London Eye

Pra começar com o pé direito, vá até a região de Westminster, uma das mais antigas e icônicas de Londres. Numa caminhada só você passa pelo St. James’s Park, vê o Buckingham Palace, a Abadia de Westminster, o Big Ben e o Parlamento Inglês.

Uma curiosidade rápida que rende boa foto-legenda: Big Ben na verdade é o nome do sino dentro da torre — a torre em si chama-se Elizabeth Tower. Depois de uma longa restauração, ela voltou linda e segue sendo o cartão-postal número um da cidade.

Se quiser ver a troca da guarda no Buckingham Palace, fica esperto: costuma acontecer por volta das 11h em dias alternados, mas a agenda muda. Confere o calendário oficial antes de ir e chega cedo pra pegar um bom lugar.

Por ser bem turística, a região tem restaurante pra todo bolso, dos requintados às lanchonetes de fast food. Dá pra fazer uma pausa e almoçar tranquilo.

Depois, siga em direção à London Eye, a famosa roda-gigante às margens do Tâmisa. Uma volta dura cerca de 30 minutos e a vista lá de cima é sensacional, ainda mais no fim da tarde com o pôr do sol.

Passeio de barco pelo Rio Tâmisa

Pra atrações pagas como a London Eye, a dica de ouro é comprar com antecedência. Além de pular a fila (que em alta temporada vira a esquina), você costuma pagar mais barato. A gente sempre garante os ingressos por esse site que a gente usa em todas as viagens, porque dá pra reservar tudo em português, com cancelamento gratuito em boa parte dos passeios e sem aquela surpresa de fila quilométrica na hora.

O melhor é que ali você acha ingresso sem fila pros principais pontos, tours guiados, transfer do aeroporto e até o passeio do estúdio do Harry Potter — tudo num lugar só. Reservar antes evita o risco de chegar e a atração estar esgotada ou bem mais cara em cima da hora.

Pra fechar a noite, dá pra curtir um pub tradicional ou um bom restaurante por perto. Se quiser opções, dá uma olhada nas nossas dicas de vida noturna em Londres.

Segundo dia: Tower of London, Tower Bridge e South Bank

O segundo dia é pra explorar a margem do Tâmisa começando pela Tower of London, uma fortaleza medieval que guarda as Joias da Coroa Britânica. A visita rende fácil 2 a 3 horas pra ver as joias, as muralhas e as exposições — então chega cedo, principalmente pra fila das joias.

Logo ao lado fica a Tower Bridge, uma das pontes mais bonitas do mundo. Dá pra atravessar a pé e ainda visitar a exposição interna, subindo nas torres e andando nas passarelas de vidro com vista pro rio. Encaixar isso logo depois da Tower of London funciona super bem.

Vista externa da Catedral de São Paulo em Londres

Dali, vale caminhar pela South Bank, a margem sul do Tâmisa. Você passa pelo Borough Market (paraíso gastronômico), pelo Shakespeare’s Globe, pela Tate Modern (museu de arte moderna gratuito, com obras de Picasso, Mondrian, Monet e companhia) e atravessa a Millennium Bridge com vista direta pra Catedral de São Paulo.

Quem quiser vista do alto pode subir o The Shard, um dos mirantes mais altos da cidade, com panorama de 360°. E a Catedral de São Paulo, do século XVII, vale a visita pela história e pela cúpula gigantesca — a segunda maior do mundo, atrás só da Basílica de São Pedro no Vaticano.

Terceiro dia: British Museum, compras e West End

Reserve o terceiro dia pros grandes museus e pras compras. Comece pelo British Museum, que tem um dos acervos mais importantes do planeta — mais de 7 milhões de objetos, do Antigo Egito à arte renascentista. E o melhor: a entrada é gratuita.

Quem está viajando com crianças pode trocar (ou somar) pelo Madame Tussauds ou pelo museu do Sherlock Holmes, que costumam agradar a garotada. E os fãs de Harry Potter não podem perder a famosa Plataforma 9¾, na estação King’s Cross, que tem inclusive uma lojinha dos produtos do filme bem do lado.

Vista externa do British Museum

De tarde, parta pra Oxford Street, Regent Street e Piccadilly Circus — perfeitas pra vitrine, compras e fotos. Por ali perto também fica a National Gallery, na Trafalgar Square, outro museu de visita gratuita e altíssimo nível.

À noite, fecha o dia em grande estilo no West End, o coração da vida noturna e dos teatros de Londres. Assistir a um musical tipo Wicked, Les Misérables ou O Fantasma da Ópera é quase um rito de passagem por aqui — vale separar uma noite só pra isso e comprar o ingresso com antecedência.

Quarto dia: Kensington, Hyde Park e museus gratuitos

O quarto dia é dedicado a Kensington e seus museus lindos (e de graça). Comece pelo Natural History Museum, fundado em 1881, com mais de 70 milhões de itens — incluindo um exemplar do Tiranossauro Rex que é a alegria da criançada. Dá pra aprender muito sobre dinossauros, mundo animal e a história do homem.

Vista externa do Museu Victoria & Albert em Londres

Logo ao lado tem o Victoria & Albert Museum, que homenageia a rainha Victoria e o príncipe Albert. É o museu de arte e design da Inglaterra, com mais de 4,5 milhões de peças e a maior coleção de arte decorativa do mundo. Em suas galerias, ele te leva da pré-história ao Renascimento e ao Impressionismo, até a arte contemporânea. E o Science Museum, ali pertinho, também é gratuito e ótimo pra todas as idades.

Pra fechar, dá um passeio pelo Hyde Park e pelo Kensington Gardens, e se quiser luxo de vitrine, a região de Knightsbridge tem a Harrods e as grandes grifes.

Olha uma dica que a gente aprendeu na marra: ali nos museus de Kensington são três museus enormes coladinhos. Não dá pra ver tudo com calma num dia só, então escolha o que mais te interessa e aproveite sem culpa.

Quinto dia: bate-volta a Windsor, Stonehenge ou Greenwich

O quinto dia é ideal pra um bate-volta. Uma das opções mais clássicas é Windsor, com o Windsor Castle, residência real que vale demais a visita.

Se você curte história antiga, outra pedida é Stonehenge, o famoso círculo de pedras que data de até 3100 a.C. e é um dos maiores cartões-postais da Inglaterra. Como fica mais longe, costuma ser feito em tour de dia inteiro saindo de Londres.

Vista de Stonehenge

Quem prefere algo mais perto e tranquilo pode ir até Greenwich e conhecer o Royal Observatory, com a famosa escultura no chão que marca o Meridiano de Greenwich — o ponto zero que divide o mundo entre Oriente e Ocidente. A vista lá de cima é encantadora e rende ótimas fotos. Cidades universitárias como Oxford e Cambridge também são bate-voltas fáceis e charmosíssimos.

Sexto dia: compras em Londres

Que tal usar o penúltimo dia pra fazer compras? Comece pelo Westfield Stratford City, um dos maiores shoppings da Europa, com mais de 250 lojas.

Loja de departamento Selfridges em Londres

Outra ótima região são as ruas Oxford St, Oxford Circus, Bond St, New Bond St e Regent St, perfeitas pra quem quer roupas de grife. E não deixe de passar na Harrods, a icônica loja de departamentos com o melhor da moda feminina, masculina e infantil — mesmo que seja só pra dar uma volta e olhar a decoração.

Sétimo dia: Portobello Road ou piquenique no Hyde Park

A dica do último dia depende de cair num sábado, porque a estrela da vez acontece justamente nesse dia: a Portobello Road Market, uma das feiras de rua mais famosas do mundo.

Ela fica no bairro de Notting Hill e, aos sábados, fica lotada de restaurantes, brechós, lojas de antiguidades e muito charme. Se quiser variar, dá pra combinar com bairros descolados como Camden Town, Shoreditch e Brick Lane, cheios de grafite, feirinhas e comida de rua — a cara da Londres mais moderna.

Agora, se o seu último dia não cair no sábado, a sugestão é relaxar: pegue uns quitutes num mercadinho e faça um piquenique no Hyde Park. Depois de uma semana corrida, descansar nesse parque lindão é uma delícia.

Vista do Hyde Park em Londres

Como se locomover por Londres

Londres tem um transporte público excelente, e isso muda totalmente a sua viagem. A forma mais prática de pagar é com Oyster Card ou simplesmente cartão contactless (crédito/débito) aproximado na catraca — tanto faz metrô, ônibus ou trem urbano.

O grande truque é o fare cap diário: depois de gastar certo valor num dia, as viagens extras deixam de ser cobradas. Quem fica nas Zonas 1 e 2 e anda bastante costuma gastar em torno de £8 a £10 por dia, então não vale a pena ficar pegando táxi e Uber à toa.

O metrô (Tube) é o jeito mais rápido pra distâncias maiores e roda mais ou menos das 5h até por volta da meia-noite, com algumas linhas noturnas nos fins de semana. Já o ônibus de dois andares é ótimo pra trechos curtos e pra ver a cidade pela janela do andar de cima — só lembra que ele não aceita dinheiro, só cartão.

Duas dicas de quem já se atrapalhou por lá: nas escadas rolantes do metrô, fique parado à direita e deixe a esquerda livre pra quem tem pressa (etiqueta levada a sério). E baixa o Citymapper ou usa o Google Maps pra montar as rotas — ajuda demais e evita o horário de pico, quando os vagões ficam lotados.

Melhor época para ir a Londres

Londres tem clima imprevisível o ano todo, mas dá pra escolher períodos mais agradáveis. A primavera (abril a junho) e o início do outono (setembro a início de outubro) costumam ter clima ameno, parques bonitos e menos gente que o auge do verão.

O verão (fim de junho a agosto) tem dias longos e muitos eventos ao ar livre, mas os preços sobem e as atrações ficam cheias. Já o inverno (dezembro a fevereiro) é frio e escurece cedo (lá pelas 16h), mas compensa com as luzes de Natal, mercados e patinação no gelo — e filas menores nas atrações.

Independente da época, leve uma capa de chuva leve, calçado impermeável e roupas em camadas: chuvinha pode aparecer em qualquer mês, e a temperatura varia bastante ao longo do dia.

Quanto custa passar 7 dias em Londres

Pra você ter uma noção de orçamento (sem contar passagem aérea e com valores aproximados em libras):

  • Hospedagem (7 noites): hostel em torno de £250 a £400; hotel 3 estrelas central, de £850 a £1.400; hotel 4 estrelas central, de £1.400 a £2.300.
  • Transporte local: algo em torno de £60 a £80 na semana usando metrô e ônibus nas zonas centrais.
  • Alimentação: misturando mercados, pubs e restaurantes médios, conte cerca de £25 a £45 por dia por pessoa.
  • Atrações pagas: visitando alguns dos principais (London Eye, Tower of London, um mirante, um musical), pode gastar em torno de £180 a £300 na semana.

Pra economizar de verdade, a sacada é aproveitar os museus gratuitos (que são alguns dos melhores do mundo), almoçar nos mercados gastronômicos e usar bem o fare cap do transporte.

Seguro viagem para Londres

O atendimento médico fora do Brasil custa muito caro, e em Londres não é diferente. Por isso, viajar com seguro viagem é quase obrigatório pra não correr o risco de gastar uma fortuna se acontecer qualquer imprevisto de saúde.

A gente sempre cota usando esse comparador de seguros, que mostra as melhores opções lado a lado e ainda já vem com desconto exclusivo pra quem é leitor do Grupo Dicas. Vale fechar antes de embarcar.

Chip de celular para usar em Londres

Pra não ficar refém de wi-fi e conseguir usar mapa, tradutor e apps de transporte na rua, o ideal é já chegar com internet funcionando. A gente usa esse chip de viagem que a gente usa, que você garante ainda no Brasil e já desembarca conectado. É fácil de ativar e evita aquela dor de cabeça de procurar chip no aeroporto.

Pra um roteiro de 7 dias, ficar bem localizado faz toda a diferença: menos tempo no transporte e mais tempo aproveitando os passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Londres:

Onde ficamos em Londres (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Londres. Uma é a região de Westminster, para quem quer ficar perto dos pontos turísticos. A outra é Covent Garden, que fica bem perto do centro da cidade.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Londres

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre 7 dias em Londres

7 dias em Londres são suficientes?

Sim, 7 dias são ótimos pra conhecer Londres com calma. Dá pra ver os principais ícones, vários museus, mercados e ainda encaixar um bate-volta pra Windsor, Oxford, Cambridge ou Stonehenge. Em geral, de 5 a 7 dias é o tempo ideal.

Quais museus de Londres são gratuitos?

Vários dos melhores são de graça: British Museum, National Gallery, Tate Modern, Natural History Museum, Science Museum e Victoria & Albert Museum. Dá pra montar dias inteiros só com atrações gratuitas de altíssimo nível.

Quanto custa 7 dias em Londres?

Depende muito do estilo de viagem. Com hospedagem em hotel 3 estrelas central, transporte público, alimentação equilibrada e algumas atrações pagas, dá pra ter uma boa noção somando hospedagem, transporte (£60 a £80), comida (£25 a £45 por dia) e ingressos (£180 a £300 na semana).

Preciso alugar carro em Londres?

Não. Londres tem um transporte público excelente e dirigir no centro é complicado, com pedágio urbano e estacionamento caro. O metrô, os ônibus e a caminhada resolvem tudo dentro da cidade.

Como pagar o transporte público em Londres?

O jeito mais prático é com Oyster Card ou cartão contactless aproximado na catraca. Existe um teto diário (fare cap): depois de certo valor por dia, as viagens extras não são cobradas, o que ajuda a prever o gasto.

Qual a melhor época para ir a Londres?

A primavera (abril a junho) e o início do outono (setembro a outubro) têm clima ameno e menos lotação. O verão é mais cheio e caro, mas com dias longos; o inverno é frio e escurece cedo, porém tem o charme das luzes de Natal e filas menores.

Preciso comprar ingressos com antecedência?

Pra atrações como London Eye, The Shard, o estúdio do Harry Potter e musicais do West End, sim. Comprar antes garante horário, evita filas e costuma sair mais barato do que na hora.

Economize ao máximo na sua viagem a Londres:

Londres é uma cidade que mistura história, cultura e modernidade como poucas — e em 7 dias dá pra sentir cada uma dessas camadas. Quando a gente foi, o que mais marcou foi perceber que os melhores momentos não foram os mais caros: um piquenique no parque, uma volta de ônibus de dois andares e um musical no West End ficaram na memória. Monta seu roteiro com calma, reserva o essencial com antecedência e aproveita cada dia. Boa viagem!