
Londres é uma daquelas cidades que não cabem numa visita rápida. Em 6 dias bem planejados, dá pra combinar os clássicos cartão-postal, os museus de nível mundial (vários gratuitos!), os bairros mais charmosos e até um bate-volta pra fora da cidade. A gente montou esse roteiro de o que fazer em 6 dias em Londres organizado por região, pra você gastar menos tempo no transporte e mais tempo aproveitando.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi o tamanho da cidade. Londres é enorme, e o erro clássico é querer encaixar bairros distantes no mesmo dia. Por isso, a dica de ouro é agrupar tudo por zona, exatamente como a gente fez aqui embaixo.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Londres a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Primeiro dia em Londres: Westminster e o Tâmisa
Pra começar seu primeiro dia, vá até a região de Westminster, uma das mais antigas de Londres. Por ali estão alguns dos pontos turísticos mais icônicos da cidade: o St. James’s Park, o Palácio de Buckingham, a Abadia de Westminster, o Big Ben e o Parlamento Inglês.
Uma curiosidade que muita gente não sabe: Big Ben não é o nome da torre. Big Ben é o apelido do sino lá dentro — a torre se chama Elizabeth Tower e faz parte do Palace of Westminster. Fica a dica pra impressionar nas fotos.
Se quiser ver a Troca da Guarda em Buckingham, vale checar antes no site oficial se vai ter cerimônia naquele dia (não acontece todos os dias) e chegar pelo menos 30 a 40 minutos antes. A gente errou nessa na primeira viagem: chegou em cima da hora e não enxergou quase nada por causa da multidão.
Por ser uma região super turística, você acha de tudo pra comer ali, dos restaurantes mais arrumados às lanchonetes de rede. Dá pra fazer uma pausa tranquila pro almoço.
Depois, caminhe pela margem do Rio Tâmisa em direção à London Eye, a famosa roda-gigante que virou cartão-postal da cidade. O passeio leva cerca de 30 minutos, as cabines comportam até 25 pessoas e a vista lá de cima é simplesmente incrível. O ingresso costuma sair em torno de £30 a £40 por adulto, ficando mais caro no horário do pôr do sol.
Pra fechar a noite, vale curtir um restaurante da região ou conhecer a vida noturna. Se quiser, dá uma olhadinha na nossa matéria sobre a vida noturna de Londres, com dicas pra todos os gostos.
Onde comprar ingressos e passeios em Londres
Antes de seguir, vale falar de uma coisa que faz MUITA diferença no orçamento: os ingressos. As atrações pagas de Londres (London Eye, Tower of London, The Shard, Westminster Abbey, estúdio do Harry Potter) ficam bem mais caras na bilheteria e, em alta temporada, costumam esgotar o horário do dia. Comprando antes, pela internet, você economiza e ainda evita filão.
Tem outro detalhe importante: se você compra no site oficial das atrações, a cobrança vem na moeda do país, com IOF na fatura e sem opção de parcelar. Por isso a gente sempre usa esse site aqui em todas as viagens. Ele é um dos maiores do mundo, tem praticamente todos os ingressos e passeios de Londres, costuma estar entre os preços mais baratos e — a maior vantagem — você paga em reais (sem IOF) e pode parcelar.
Outras vantagens que fazem a gente voltar sempre:
- Free tours: tem passeios a pé gratuitos na maioria das cidades turísticas; você só dá uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar a maioria dos ingressos sem custo nenhum.
- Transfer: você acha o transfer do aeroporto ao hotel, às vezes mais barato que táxi. Paga adiantado (evitando golpe de taxista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque. Muito mais seguro e sem perrengue.
- Atendimento em português: suporte 24h em português, caso precise de qualquer coisa.
Mesmo com tanta atração paga, não esquece dos museus gratuitos de Londres (British Museum, National Gallery, Tate Modern, Natural History, Science Museum). A entrada permanente costuma ser de graça — só algumas exposições especiais são pagas. É um erro comum focar só no que é pago e perder esses acervos espetaculares.
Segundo dia em Londres: City of London e mirantes
No segundo dia, comece pela Tower of London, um dos grandes símbolos da cidade, que guarda relíquias como as Joias da Coroa Britânica. O ingresso costuma ficar em torno de £30 a £35 por adulto.
Saindo de lá, atravesse a Tower Bridge — ela é linda e dá pra subir nas passarelas de vidro pra ver o Tâmisa lá embaixo (a exibição sai por volta de £12 a £15). Câmera na mão, porque rende foto demais.

Estando por ali, vale conhecer o The Shard, o edifício mais alto da Europa Ocidental, com um mirante de vista espetacular do Tâmisa (em torno de £35 a £40). Uma alternativa gratuita é o Sky Garden, um mirante com vista 360º, cheio de plantas e com bar — só precisa reservar o horário online com antecedência, porque é queridinho dos turistas.
Pra almoçar, atravesse pra região do Borough Market, um mercado gastronômico imperdível com comida de rua gourmet e produtos locais. Um almoço por ali costuma ficar em torno de £8 a £15. Funciona principalmente de terça a sábado, sendo melhor de quinta a sábado.
Depois, visite a Tate Modern, museu com obras de Picasso, Mondrian, Monet e companhia — coleção permanente gratuita. Atravesse a Millennium Bridge até a Catedral de São Paulo (St Paul’s), do século XVII, em Ludgate Hill. Ela abriga a segunda maior cúpula do mundo, ficando atrás só da Basílica de São Pedro no Vaticano, e dá pra subir até lá em cima pela vista da City.
Terceiro dia em Londres: museus, Harry Potter e West End
No terceiro dia, comece pelo British Museum, que guarda um dos acervos mais importantes do planeta, com peças do Antigo Egito, Grécia, Oriente Médio e Ásia (a Pedra de Roseta e as múmias são paradas obrigatórias). É comum o visitante passar o dia inteiro e ver só uma parte — e o melhor: a entrada é gratuita.

Quem viaja com crianças pode trocar (ou somar) por programas mais divertidos, como o Madame Tussauds e o museu do Sherlock Holmes. E quem é fã de Harry Potter não pode perder a famosa Plataforma 9 ¾, na estação King’s Cross, com uma lojinha do filme bem do lado. Quem quiser mais magia, o tour pelo estúdio da Warner Bros. (com transporte) costuma sair em torno de £90 a £120 e precisa de reserva antecipada.
À noite, fecha no melhor estilo inglês: vá pro West End, o centro da vida noturna e dos teatros de Londres. Assistir a um musical por lá é uma experiência e tanto — os ingressos variam bastante, de cerca de £20 até £100 ou mais, dependendo do espetáculo e do assento.
Quarto dia em Londres: museus de South Kensington
No quarto dia, dedique-se à região de South Kensington e seus museus lindos (todos gratuitos, viu).
Comece pelo Natural History Museum, fundado em 1881, com um acervo de mais de 70 milhões de itens — a arquitetura é deslumbrante e tem esqueleto de dinossauro pra encantar grandes e pequenos. Ótimo pra ir com a família.

Bem ao lado fica o Science Museum, super interativo e perfeito pra quem viaja com crianças. E ainda tem o belíssimo Victoria & Albert Museum, o museu de arte e design da Inglaterra, com mais de 4,5 milhões de peças e a maior coleção de arte decorativa do mundo, indo da pré-história ao Renascimento e ao Impressionismo.
Pra fechar o dia, vale dar uma passada em Knightsbridge, com a Harrods e as lojas de luxo, ou caminhar pelos parques vizinhos, o Hyde Park e o Kensington Gardens (onde está o Memorial da Diana). Em dia de sol, os parques viram o quintal dos londrinos, com piquenique, esquilos e aves bem pertinho.
Quinto dia em Londres: bate-volta ou Greenwich
No quinto dia, que tal um bate-volta clássico pra visitar Stonehenge, um dos maiores cartões-postais da Inglaterra? Esse círculo de pedras data de até 3100 a.C. e impressiona pela preservação.

Se quiser explorar mais cidades pertinho de Londres (como Bath, Windsor, Oxford ou Brighton), dá uma olhadinha nessa matéria com vários lugares excelentes pra um bate-volta.
Agora, se não quiser sair de Londres, use o dia pra conhecer Greenwich, onde você literalmente pisa no Meridiano Zero, a linha que divide o mundo entre Ocidente e Oriente. Lá está o Royal Observatory, com a famosa marcação no chão, além do National Maritime Museum e do navio histórico Cutty Sark. Do alto do parque você ainda tem uma vista linda dos prédios de Canary Wharf. Uma opção bacana é ir ou voltar de barco pelo Tâmisa (em torno de £15 a £25 nos trajetos turísticos), passando por baixo das pontes.
Sexto dia em Londres: compras e despedida
Pra fechar a viagem, dedique o último dia às compras. Dica de quem já errou: deixe as compras pesadas pro fim mesmo, pra não carregar sacola o roteiro inteiro.
Você pode começar pelo Westfield Stratford City, um dos maiores shoppings da Europa, com mais de 250 lojas. Outra pedida são as ruas Oxford Street, Oxford Circus, Bond Street, New Bond Street e Regent Street, perfeitas pra roupas e grifes, além da Carnaby Street, mais estilosa. E não deixe de passar na lendária loja de departamentos Harrods, em Knightsbridge.

Se compras não são a sua praia, use o dia pra aprofundar um museu que ficou faltando ou voltar ao bairro que mais te conquistou. Encerrar num mirante (Sky Garden em outro horário ou The Shard) é uma despedida e tanto.
Melhor época para ir a Londres
Londres é visitável o ano todo, mas a experiência muda muito com a estação. Olha como funciona:
- Primavera (abril a junho): temperaturas amenas, parques floridos e dias mais longos. Excelente pra caminhar e fotografar.
- Verão (fim de junho a agosto): mais calor e muitos eventos ao ar livre, mas com lotação alta e diárias mais caras.
- Outono (setembro a outubro): clima agradável, menos turistas e boas promoções de hospedagem.
- Inverno (novembro a fevereiro): dias curtos e frio, mas a decoração de Natal e Ano Novo é de encher os olhos.
Um detalhe que pega muita gente desprevenida: no inverno, o sol se põe por volta das 16h; no verão, fica claro até quase 21h. Isso muda totalmente o ritmo do roteiro, então leve em conta na hora de planejar.
Transporte em Londres: como se locomover
O transporte público de Londres é integrado (metrô, ônibus, trens DLR e Overground) e funciona muito bem. Você pode usar o Oyster Card (cartão recarregável) ou simplesmente o contactless (seu cartão de débito/crédito ou celular com NFC), que tem o mesmo limite diário automático (o famoso “daily cap”).
Pra 6 dias, o contactless costuma ser mais prático: você não precisa comprar passe de vários dias com antecedência, porque ele já faz o papel de passe diário sozinho. Nas zonas mais turísticas (1 e 2), o gasto diário com metrô e ônibus tende a ficar em torno de £8 a £10 por adulto.
Duas dicas que ajudam: ônibus não aceita dinheiro em espécie, só Oyster ou contactless; e o metrô fica lotado nos horários de pico (manhã e fim de tarde), então às vezes vale ajustar o horário ou pegar ônibus.
Quanto custa comer em Londres
Comida em Londres não precisa custar uma fortuna. Por pessoa, sem bebidas alcoólicas, os valores costumam girar em torno de:
- Café da manhã simples (padaria/rede): em torno de £5 a £8.
- Almoço em mercado de comida de rua (Borough, Camden, Brick Lane): em torno de £8 a £15.
- Pub ou rede casual: prato principal em torno de £15 a £20.
- Restaurante mais arrumado: refeição completa em torno de £25 a £40.
Em vez de decorar nomes de restaurante, vale mirar nas regiões boas pra comer: o Borough Market pra comida de rua gourmet, Soho e Chinatown pra variedade do mundo todo, Covent Garden pra jantar depois dos passeios, Shoreditch pra brunch e cafés modernos e o Camden Market pras opções mais alternativas e em conta. E lembra: Londres é super cartão-friendly, dá pra sobreviver com pouquíssimo dinheiro em espécie.
Erros comuns de brasileiros em Londres
Pra você não cair nas mesmas armadilhas de sempre, anota essas:
- Subestimar o tamanho da cidade: tentar encaixar bairros distantes no mesmo dia cansa e faz perder tempo. Agrupe por região, como no roteiro acima.
- Não reservar atrações com antecedência: chegar sem reserva no London Eye, The Shard, Sky Garden ou estúdio do Harry Potter pode te deixar sem horário ou pagando mais caro.
- Comprar passe de transporte errado: muita gente compra Oyster de vários dias quando o contactless já resolve tudo automaticamente.
- Ignorar os museus gratuitos: focar só no que é pago e perder British Museum, National Gallery e Tate Modern (todos de graça) é um desperdício.
- Não se preparar pro clima: sair sem guarda-chuva compacto ou capa de chuva. O tempo muda rápido por aí.
- Deixar as compras pesadas pro começo: melhor concentrar tudo no último dia, pra não carregar sacola o tempo todo.
Pra um roteiro corrido desse jeito, ficar bem localizado faz toda a diferença: você economiza horas de transporte e ganha tempo de passeio. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Londres:
Onde ficamos em Londres (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Londres. Uma é a região de Westminster, para quem quer ficar perto dos pontos turísticos. A outra é Covent Garden, que fica bem perto do centro da cidade.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em 6 dias em Londres
6 dias são suficientes para conhecer Londres?
Sim, 6 dias dão pra ver os clássicos, vários museus e ainda fazer um bate-volta. Londres é tão grande que sempre fica algo pra próxima, mas dá pra montar um roteiro muito completo agrupando os passeios por região.
Os museus de Londres são gratuitos?
Os grandes museus nacionais (British Museum, National Gallery, Tate Modern, Natural History, Science Museum e Victoria & Albert) têm entrada permanente gratuita. Só algumas exposições especiais são pagas.
Vale a pena comprar Oyster Card ou usar contactless?
Pra uma viagem de poucos dias, o contactless (cartão ou celular) costuma ser mais prático, porque já aplica o limite diário automático e dispensa recarga. O Oyster vale mais pra quem fica bastante tempo.
Preciso reservar ingressos com antecedência?
Pras atrações mais concorridas (London Eye, The Shard, Sky Garden, Westminster Abbey e o estúdio do Harry Potter), sim. Em alta temporada e feriados, comprar online com antecedência garante horário e costuma sair mais barato.
Qual a melhor época para ir a Londres?
A primavera (abril a junho) e o outono (setembro a outubro) costumam ser as melhores: clima agradável, menos lotação e bons preços. O verão tem dias longos, mas mais turistas; o inverno é frio e com dias curtos, porém lindo no Natal.
Sky Garden ou The Shard: qual mirante escolher?
O Sky Garden é gratuito (só precisa reservar horário online) e tem um ambiente cheio de plantas e bar. O The Shard é pago, mais alto e com vista mais ampla do Tâmisa, uma experiência mais premium. Se der, vale conhecer os dois.
Economize ao máximo na sua viagem a Londres
- Economizando: quer aproveitar melhor o orçamento? Leia nossa matéria de como viajar barato para Londres, com todas as dicas pra gastar menos sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Londres do jeito mais barato e seguro.
- Carro: ele facilita muito a viagem pela Inglaterra e pelo Reino Unido. Se pensa em alugar, leia como alugar um carro em Londres pelo menor preço possível.
- Libras: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para Londres, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem sem dor de cabeça? Garanta o chip ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Londres pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico fora do Brasil é caríssimo. Veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
Londres é daquelas cidades que a gente volta sempre e descobre algo novo. Com esse roteiro de 6 dias, dá pra sair de lá com a sensação de ter aproveitado de verdade — e já com vontade de planejar a próxima. Boa viagem!
