O que fazer em 5 dias em Londres

Londres é uma daquelas cidades que a gente nunca termina de conhecer. É grande, cara e cheia de coisa pra fazer — mas, com 5 dias bem planejados, dá pra ver o essencial com calma, misturando os clássicos de cartão-postal com aquele clima mais local de mercado, pub e bairro charmoso.

Neste guia, a gente montou um roteiro dia a dia, agrupado por regiões pra você não gastar mais tempo no transporte do que curtindo. Tem dica de horário, faixa de preço, onde comer e os erros que a gente vê brasileiro cometendo direto por aqui.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi descobrir que vários dos maiores museus do mundo são de graça em Londres — uma mão na roda pra equilibrar o orçamento. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Londres a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Primeiro dia: Westminster e a London Eye

Pra começar com chave de ouro, vá até a região de Westminster, uma das mais antigas e icônicas da cidade. É de lá que sai a maioria dos cartões-postais: o St. James’s Park, o Buckingham Palace, a Abadia de Westminster, o Big Ben e o Parlamento Inglês, tudo pertinho um do outro.

Uma curiosidade que poucos sabem: “Big Ben” é tecnicamente o apelido do sino. A torre em si se chama Elizabeth Tower. Fica a dica pra impressionar a galera.

Se quiser ver a Troca da Guarda (a Changing of the Guard) no Buckingham, chega com boa antecedência — ela acontece em dias alternados, lá pelas 11h, e fica lotado. A gente errou nessa na primeira viagem: chegou em cima da hora e ficou longe das grades. O St. James’s Park ali do lado é um bom ponto pra ver sem tanto aperto.

Por ser uma área super turística, é fácil achar onde almoçar, dos restaurantes mais arrumados às redes de fast food. Dá pra fazer uma pausa tranquila antes de seguir.

Palácio de Westminster em Londres

Depois, o passeio segue pela beira do Rio Tâmisa em direção à London Eye, a famosa roda-gigante que virou um dos símbolos da cidade. Curiosidade: ela foi construída pra marcar a virada do ano 2000 e era pra ser temporária, mas virou permanente.

A volta completa leva uns 30 minutos e a vista lá de cima é de impressionar — cada cabine comporta até 25 pessoas. Muita gente recomenda subir no horário do pôr do sol, que costuma ser o mais disputado (e o mais bonito). O ingresso fica em torno de £30 a £40 comprando antecipado.

Onde comprar ingressos em Londres e economizar

Antes de seguir o roteiro, vale falar de uma coisa que pode salvar (ou estragar) a viagem: a compra dos ingressos. Em Londres, atrações concorridas como London Eye em alta temporada, mirantes e musicais costumam esgotar — e na bilheteria sai mais caro e você ainda perde tempo na fila.

Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato e garante o horário que você quer.

Dica do IOF: se você compra no site oficial das atrações, a cobrança vem na moeda local. Aí entra o IOF e você não consegue parcelar. Procure sempre sites com pagamento em reais.

O site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo, tem praticamente todos os ingressos e passeios de Londres e já costuma sair mais barato. A grande vantagem é que você paga em reais (sem IOF) e pode parcelar. Outros pontos fortes:

  • Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só dá uma gorjeta pro guia no final.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
  • Transfer: tem também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (evitando golpe de taxista com turista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma plaquinha com seu nome no desembarque. Bem fácil e seguro.
  • Atendimento em português: suporte 24h e em português, caso precise.

Segundo dia: Tower of London, Tower Bridge e South Bank

O segundo dia é dedicado à região da City e da South Bank, andando pela beira do rio. Comece pela Tower of London, a fortaleza medieval que já foi prisão e guarda as Joias da Coroa Britânica. Dica de quem já foi: chega cedo (ela costuma abrir por volta das 9h) e vá direto pras joias antes de a fila virar a esquina.

Saindo de lá, é só caminhar até a Tower Bridge, a ponte icônica que muita gente confunde com a London Bridge. Ela tem uma exposição interna com uma passarela de vidro lá no alto, com entrada em torno de £12. Leva a câmera, porque rende foto demais.

Vista externa da Catedral de São Paulo em Londres

Ali na região você ainda pode subir no The Shard, o mirante pago mais alto de Londres, com vista 360º (lindo no fim de tarde). Mas, se quiser economizar, vale a dica de ouro: tem dois mirantes gratuitos na City — o Sky Garden e o Horizon 22. Os dois pedem só uma reserva online com antecedência e não custam nada.

Atravessando pra outra margem do Tâmisa, você chega ao Tate Modern, o museu de arte moderna instalado numa antiga usina, com obras de Picasso, Mondrian, Monet e companhia. A coleção permanente é gratuita. Pertinho dali, dá pra dar uma passada no Borough Market, um mercado gastronômico tradicional ótimo pra provar comida do mundo todo a preços variados.

Pra fechar o dia, visite a Catedral de São Paulo (St Paul’s), do século XVII, na Ludgate Hill. Ela é um encanto pela história e pela beleza, e abriga a segunda maior cúpula do mundo (perde só pra Basílica de São Pedro, no Vaticano).


  • Quer saber como levar seu dinheiro pra Londres? Confira nossas dicas com as melhores formas.

Terceiro dia: British Museum, Harry Potter e West End

O terceiro dia é de cultura pura. Comece pelo British Museum, que guarda um dos acervos mais importantes do planeta, com milhões de objetos que vão desde o Antigo Egito (a famosa Pedra de Roseta tá lá) até as peças do Partenon. E o melhor: a entrada é gratuita (só algumas exposições temporárias são pagas).

Vista externa do British Museum

Quem viaja com crianças pode trocar (ou somar) pelo Madame Tussauds de Londres, o museu de cera, e pelo museu do Sherlock Holmes, que são bem mais divertidos pra molecada.

Fã de Harry Potter? Passe na Plataforma 9 ¾, na estação de trem King’s Cross, onde tem aquele carrinho atravessando a parede e uma lojinha do lado com os produtos do filme. Vale lembrar que o Warner Bros. Studio Tour (o estúdio de verdade, em Leavesden, fora do centro) costuma esgotar com meses de antecedência — se quiser ir, reserve cedo.

À noite, fecha no melhor estilo inglês: vá até a West End, o coração da vida noturna e dos teatros de Londres, considerada a Broadway de cá. Assistir a um musical é praticamente programa obrigatório, com ingressos que variam bastante conforme o espetáculo e o assento. Soho e Chinatown, ali do lado, são ótimos pra jantar antes ou depois.

Quarto dia: museus de Kensington e Hyde Park

O quarto dia é pra região de Kensington e seus museus incríveis (também gratuitos, viu?).

Comece pelo Natural History Museum, fundado em 1881, com um acervo gigantesco de dezenas de milhões de itens. Tem dinossauros, o famoso esqueleto de baleia no hall principal e exemplares que encantam crianças e adultos. É um dos melhores programas pra fazer em família.

Vista interior do Museu de História Natural

Logo ali fica o Victoria & Albert Museum (o V&A), que homenageia a rainha Victoria e o príncipe Albert. É o museu de arte e design da Inglaterra, com milhões de peças e a maior coleção de arte decorativa do mundo. O café e o jardim interno dele são lindos pra uma pausa.

Pra fechar, aproveite que o Hyde Park está pertinho pra caminhar e respirar um pouco. Se sobrar fôlego (e dinheiro), Knightsbridge e a Oxford Street ficam na região pra quem curte compras.

Quinto dia: Stonehenge, Greenwich ou bairros charmosos

O último dia é coringa. Uma opção clássica é o bate-volta até Stonehenge, o conjunto de círculos de pedra que data de até 3100 a.C. — um verdadeiro cartão-postal da Inglaterra, preservado de um jeito impressionante.

Se não quiser ir tão longe, vá até Greenwich conhecer o Royal Observatory e pisar no Meridiano de Greenwich, o ponto zero que divide o mundo entre Ocidente e Oriente, marcado por uma linha no chão. A vista lá de cima é encantadora.

Vista da Construção de Stonehenge

Quem prefere ficar na cidade pode dedicar esse dia aos bairros charmosos: Notting Hill e o Portobello Road Market (lindo aos sábados, cheio de antiguidades e street food), Camden Town com sua vibe alternativa, ou o Leadenhall Market, aquela galeria vitoriana coberta que serviu de cenário pro Beco Diagonal de Harry Potter. Como os dias anteriores foram puxados, vale guardar o finzinho pra descansar.

Melhor época para ir a Londres

Londres tem charme o ano inteiro, mas algumas épocas rendem mais:

  • Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro a início de outubro): clima mais ameno, dias mais longos e muito evento ao ar livre. São as melhores janelas, na nossa opinião.
  • Verão (fim de junho a agosto): dias bem longos, mas cidade mais cheia e hospedagem mais cara.
  • Inverno (dezembro a fevereiro): dias curtos e frio, mas com clima natalino lindo em dezembro — mercados de Natal e luzes na Oxford Street e Covent Garden.

Independente da época, leve sempre uma capa ou guarda-chuva compacto. Chuva leve pode aparecer em qualquer mês, até no verão.

Como se locomover em Londres

A boa notícia é que o transporte público de Londres é excelente e fácil de usar. Esquece táxi (caro) e vai de metrô e ônibus.

  • Oyster card ou pagamento por aproximação: a forma mais prática e barata. Dá pra usar cartão contactless ou o celular direto na catraca do metrô e do ônibus.
  • Metrô (Tube): mais rápido pras distâncias longas, funciona de cerca de 5h à meia-noite (algumas linhas têm serviço noturno nas sextas e sábados).
  • Ônibus: mais barato e ótimo pra turistar pela janela; várias rotas rodam 24h.

Pra um roteiro de 5 dias, é comum gastar em torno de £8 a £12 por dia em transporte, dependendo das zonas. Baixa o app Citymapper ou usa o Google Maps que você não se perde. E olha: caminhar é parte da experiência — trechos como a Tower Bridge até o Tate Modern, ou da Trafalgar Square ao Piccadilly Circus, são bem melhores a pé.

Quanto custa visitar Londres

Pra você se planejar, essas são as faixas médias (em libras):

  • Atrações pagas grandes (London Eye, Tower of London, Westminster Abbey, The Shard): em torno de £30 a £40 cada, comprando antecipado.
  • Atrações gratuitas: British Museum, National Gallery, Tate Modern, Natural History Museum, V&A, parques, mercados e os mirantes Sky Garden e Horizon 22 (com reserva).
  • Refeições: rede de fast food fica em torno de £8 a £12; um prato simples de pub, uns £15 a £20 por pessoa; restaurante mais arrumado, £25 a £40.
  • Musicais da West End: ingressos variam bastante conforme espetáculo, dia e assento.

A dica de ouro pra equilibrar o orçamento: aproveite bastante os museus gratuitos. São de nível mundial e não custam nada.

Erros comuns de brasileiros em Londres (e como evitar)

  • Subestimar o tamanho da cidade: tentar encaixar Camden, Greenwich e Notting Hill no mesmo dia faz você passar mais tempo no transporte do que curtindo. Agrupe por região, como neste roteiro.
  • Fugir do transporte público: muita gente acha o metrô complicado e gasta fortuna em táxi. O Oyster/contactless é intuitivo e a sinalização das estações é ótima.
  • Não reservar com antecedência: Harry Potter Studios, London Eye em alta, mirantes gratuitos e musicais pedem reserva. Deixar pra hora é receita pra ficar de fora.
  • Ignorar as atrações gratuitas: não dá pra focar só no que é caro e deixar de fora museus de referência mundial que são de graça.
  • Subestimar o clima: mesmo no verão, leve casaco leve e capa. Dia de vento e chuva pega muita gente desprevenida.
  • Andar só com dinheiro vivo: Londres é praticamente cashless. Dá pra fazer quase tudo no cartão ou contactless.

Pra um roteiro confortável, ficar bem localizado faz toda a diferença: menos tempo no transporte e mais tempo aproveitando os passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Londres:

Onde ficamos em Londres (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Londres. Uma é a região de Westminster, para quem quer ficar perto dos pontos turísticos. A outra é Covent Garden, que fica bem perto do centro da cidade.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Londres

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o que fazer em 5 dias em Londres

5 dias são suficientes para conhecer Londres?

Sim, dá pra ver o essencial com calma. O ideal mesmo é de 5 a 7 dias, que permite curtir os museus sem pressa e ainda encaixar um bate-volta como Windsor, Oxford ou Stonehenge.

Quais museus de Londres são gratuitos?

British Museum, National Gallery, Tate Modern (coleção permanente), Natural History Museum e Victoria & Albert Museum têm entrada gratuita. Só algumas exposições temporárias costumam ser pagas.

Vale a pena alugar carro em Londres?

Dentro da cidade, não. Londres é compacta, tem transporte público excelente, zonas de tráfego restrito e estacionamento caríssimo. Resolva tudo de metrô, ônibus e a pé.

Como funcionam os mirantes gratuitos de Londres?

O Sky Garden e o Horizon 22, ambos na City, oferecem vista incrível sem custo. Basta fazer a reserva online com antecedência, já que as vagas costumam acabar rápido.

Preciso comprar ingressos com antecedência?

Pra atrações concorridas como London Eye em alta temporada, Warner Bros. Studio Tour (Harry Potter) e musicais da West End, sim. Comprar online antes garante horário e costuma sair mais barato.

Qual a melhor região para se hospedar em Londres?

Áreas centrais e bem conectadas ao metrô poupam muito tempo de deslocamento. Veja nossa matéria de onde ficar em Londres para escolher o bairro ideal pro seu perfil e economizar no hotel.

Economize ao máximo na sua viagem a Londres

Pronto: com esse roteiro de 5 dias você cobre o melhor de Londres sem correria, equilibrando atrações pagas com os museus gratuitos que tornam a cidade tão especial. Toda vez que a gente volta, sempre descobre um cantinho novo — e é isso que faz dela uma das cidades mais viciantes do mundo. Boa viagem!