
Londres tem fama de cidade cara, e a fama não é exagerada. Mas a gente já fez essa viagem mais de uma vez e descobriu uma coisa: dá pra conhecer a terra do rei gastando bem menos do que parece, desde que você saiba quando ir, como se locomover e onde comer. O segredo está nos detalhes.
Aqui a gente reuniu as dicas mais práticas pra você montar uma viagem econômica de verdade, com faixas de preço reais, os erros que quase todo brasileiro comete e os truques que só quem já rodou a cidade conhece. Um orçamento enxuto, mas confortável, costuma girar em torno de £100 a £120 por pessoa por dia com tudo incluso, e dá pra apertar pra algo perto de £70 a £90 indo no modo budget.
E não esquece: aqui no nosso Guia de Londres a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato em hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Qual a melhor época pra viajar barato pra Londres
A época da viagem muda muito o preço de passagem e hospedagem. Quem prioriza economia costuma achar os melhores valores em janeiro, fevereiro e começo de março, quando a demanda cai, faz frio e tem menos turista na rua. Novembro (fora do período de Natal) também costuma ter preços simpáticos.
Já os meses mais caros são o verão europeu (junho a agosto) e as festas de fim de ano. Os feriados britânicos, os famosos bank holidays, também inflacionam tudo. Se dá pra fugir desses períodos, foge.
Uma dica que sempre funciona: seja flexível com as datas e use alertas de preço. Voar em dias menos concorridos e em horários alternativos costuma sair mais em conta.
Documentação e ETA: o que mudou depois do Brexit
Depois do Brexit, o Reino Unido apertou as regras de entrada. Pra nós, brasileiros, o passaporte válido sempre foi necessário, então nada muda nesse ponto, mas vale conferir se está em bom estado e com validade adequada.
A novidade que pegou muita gente de surpresa é a ETA (Electronic Travel Authorisation), uma autorização eletrônica feita online antes da viagem, com custo em torno de £16. O processo é feito no site oficial do governo britânico, e a maioria das nacionalidades não precisa de visto tradicional pra turismo de curta duração, só dessa ETA.
Como o governo britânico vem implementando a ETA por fases, a gente recomenda sempre checar a regra atual no site oficial antes de comprar a passagem. É rápido e evita dor de cabeça no embarque.
Onde comprar ingressos e passeios mais barato
Aqui vai a dica que mais economiza dinheiro: compre os ingressos e passeios com antecedência, pela internet. Sai mais barato que na bilheteria, você não corre o risco de o ingresso esgotar pro dia que você quer e ainda evita perder um tempão na fila.
Tem também a questão do IOF. Se você compra no site oficial das atrações, paga na moeda estrangeira, com IOF em cima e sem poder parcelar. Por isso a gente prefere sites que já cobram em reais.
O que a gente usa em todas as viagens é esse site que a gente usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, tem todos os ingressos e passeios de Londres e, melhor de tudo, você paga em reais (sem IOF) e pode parcelar. Outras vantagens que pesam:
- Free tours: oferece tours a pé gratuitos, você só dá uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem pagar nada.
- Transfer: tem transfer do aeroporto pro hotel, que às vezes sai mais barato que táxi. Você paga adiantado, o motorista já sabe seu destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque. Muito mais seguro pra chegar sem perrengue.
- Atendimento em português: suporte 24h em português se você precisar.
Confira os melhores passeios pra fazer na capital inglesa e já vá comprando os ingressos por lá.

Passagem aérea: como pagar menos saindo do Brasil
A passagem costuma ser o item mais caro da viagem, e o preço varia muito com a época. Por isso, planejar a compra com antecedência faz toda a diferença.
Na hora de pesquisar, vale testar tanto Londres em geral (código LON) quanto cada aeroporto separado: Heathrow, Gatwick, Stansted e Luton. Às vezes voar num aeroporto mais afastado compensa, mas calcule o custo do deslocamento até o centro.
Outra estratégia é considerar voar pra outra cidade europeia e emitir um trecho low-cost interno até Londres, se a diferença de preço valer a pena. Só lembre de somar malas extras e o tempo de deslocamento entre aeroportos.
Uma dica que a gente aprendeu na prática: evite pousar em Londres depois das 22h30 ou voltar antes das 8h30. Nesses horários o transporte público fica limitado, e o que você economizou na passagem pode ir embora num táxi ou Uber caro de madrugada.
Transporte barato em Londres: use o capping
Esse aqui é o erro número um que dá pra evitar fácil: nunca compre bilhete avulso nas máquinas do metrô. É a forma mais cara de se locomover na cidade.
A maneira mais prática e econômica é pagar direto com cartão contactless (crédito ou débito) nas catracas do metrô e nos ônibus. O sistema tem um teto diário, o famoso daily capping: nas zonas 1 e 2, o máximo cobrado por dia fica em torno de £7 a £9, por mais que você ande de metrô e ônibus. Ou seja, depois de atingir o teto, você anda de graça o resto do dia.
Se você usar só ônibus num dia, o teto cai pra algo em torno de £5 a £6. E tem a hopper fare: dá pra trocar de ônibus dentro de cerca de 1 hora sem pagar embarque novo. A gente errou nisso na primeira viagem, comprou bilhete avulso achando que era melhor e pagou o dobro. Não repita.
Como comer em Londres sem falir
Comer fora todos os dias pesa muito no orçamento, mas tem como driblar isso. O queridinho de quem viaja econômico é o Meal Deal de supermercado: por volta de £3 a £5, você leva um prato principal (sanduíche, salada, burrito), um snack e uma bebida. Perfeito pra um almoço rápido ou um piquenique no parque.
Outra sacada é que muitos supermercados colocam comida fresca com 50% de desconto no fim do dia, incluindo itens de Meal Deal e pratos prontos. Dá pra jantar bem gastando uma fração do preço.
Pra quem quer comer fora pagando pouco, a rede de pubs Wetherspoon é uma das mais baratas: hambúrguer, pizza ou fish and chips com bebida incluída por algo em torno de £10. E não é só economia, é uma forma bacana de viver o cotidiano britânico.
Uma dica que muita gente não sabe: em vez de pedir mineral water (água em garrafa, que é paga), peça tap water, a água da torneira. É potável, de graça e totalmente normal pedir nos restaurantes e pubs por lá.

Atrações gratuitas e baratas em Londres
Aqui está o grande trunfo de quem viaja barato: Londres tem uma quantidade absurda de atrações gratuitas, o que transforma cultura num dos itens mais baratos da viagem. Poucas capitais no mundo oferecem museus tão importantes de graça.
Entre os museus gratuitos, estão o British Museum, o Natural History Museum, o Science Museum e a National Gallery. Atenção a um detalhe importante: mesmo sendo grátis, muitos passaram a exigir reserva de horário online pra controlar a lotação. Reserve antes pra não chegar lá e tomar um não.
Pra curtir ao ar livre sem gastar nada, aproveite os parques: Hyde Park, Regent’s Park, St James’s Park, Green Park e Kensington Gardens são perfeitos pra um piquenique com Meal Deal. E as caminhadas pelos cartões-postais são de graça e valem cada passo:
- Big Ben, Parlamento e Westminster Bridge
- Trafalgar Square e Piccadilly Circus
- South Bank, às margens do Tâmisa, com vista da London Eye
- Tower Bridge e o entorno da Tower of London
E olha esse truque que a gente adora: em vez de pagar caro num ônibus turístico, pegue os ônibus vermelhos de dois andares como city tour econômico. Escolha uma linha que cruza o centro, sente no andar de cima na frente e curta o passeio panorâmico pagando só a tarifa normal (respeitando o capping diário).
Dinheiro, câmbio e pagamentos
Em Londres, o cartão é rei: quase tudo aceita contactless, inclusive o transporte público. Se precisar de dinheiro em espécie, o mais indicado é sacar em caixas de bancos tradicionais (NatWest, HSBC, Barclays, Lloyds), e fugir dos caixas turísticos da rua com placas de FREE CASH, que costumam ter taxas e conversões piores.
E preste atenção numa armadilha comum: ao pagar com cartão, sempre escolha ser cobrado em libras (GBP) e deixe o seu banco fazer a conversão. A conversão que a máquina oferece (a tal conversão dinâmica) costuma sair bem mais cara.
Pra organizar o dinheiro da viagem, a gente usa essa conta global que a gente usa. É uma conta digital em dólar: você compra na cotação comercial (a mais barata), em vez da cotação turismo dos bancos e casas de câmbio. Dá pra fazer todos os pagamentos e saques no exterior com o cartão dela, independente da moeda do destino.
Quem abrir a conta com o código de convidado GRUPODICAS20 ganha um bônus na primeira remessa de câmbio. Você envia o dinheiro da sua conta no Brasil (em reais) pra essa conta (em dólar) pelo próprio app, vendo o câmbio na hora, e já sai usando o mundo todo. É só clicar aqui pra criar a sua.

Seguro viagem para Londres e Europa
O seguro viagem entra na conta de qualquer viagem pra Europa, e aqui vale uma observação importante: pra quem vai fazer escalas no espaço Schengen, o seguro com cobertura mínima de 30 mil euros é obrigatório. Pro Reino Unido em si não é exigido por lei, mas a gente recomenda fortemente, porque consulta médica por lá é caríssima e o clima instável aumenta o risco de pegar um resfriado.
A gente usa esse comparador de seguros, que pesquisa todas as opções nas principais empresas e já vem com 18% de desconto exclusivo pros nossos leitores. Dá pra parcelar em até 12x e o pagamento é em reais.
Entre as empresas que a gente mais recomenda estão Travel Ace, Assist Card, Affinity, GTA e SulAmérica, líderes mundiais com atendimento aqui no Brasil.
Chip de celular em Londres
Ter internet no celular durante a viagem facilita demais: você usa mapa, traduz cardápio, chama transporte e mantém contato com o Brasil sem stress. Depois de testar vários, o que a gente mais gosta é esse chip de viagem que a gente usa. O preço é ótimo pra cobertura e sinal que entrega, e você já chega na cidade conectado, sem perder tempo procurando chip local.

Erros comuns que brasileiros cometem em Londres
Pra fechar a parte prática, junta aqui os deslizes que mais vemos e que custam dinheiro:
- Subestimar o custo real da cidade: chegar sem orçamento diário em mente. Tenha como referência os £70 a £120 por pessoa por dia, dependendo do estilo.
- Comprar bilhete avulso de transporte: em vez de usar contactless e aproveitar o capping diário.
- Se hospedar muito longe: hotel barato em zona afastada pode custar caro em deslocamento diário e tempo perdido.
- Não levar roupa adequada: o tempo é instável até fora do inverno. Comprar agasalho de última hora em Londres sai caro.
- Ignorar os supermercados: os Meal Deals e os descontos noturnos fazem uma diferença enorme no bolso.
- Chegar de madrugada sem planejar o trajeto: voo barato que pousa tarde pode virar gasto alto com táxi.
- Não reservar museus: chegar no British Museum ou no Natural History e não conseguir entrar por falta de reserva, mesmo sendo grátis.
Onde se hospedar em Londres gastando menos
A hospedagem é um dos pontos que mais mexem no orçamento, e a localização faz toda a diferença. Ficar no miolo da zona 1 (Westminster, Soho, Covent Garden) é caro, mas se hospedar muito longe das zonas 1 e 2 também não compensa: o que você economiza na diária acaba indo embora em transporte. O equilíbrio está em bairros bem conectados de metrô como Paddington, South Kensington e Hammersmith.
Pra achar a região e o hotel certos sem cair em furada, dá uma olhada nesse mapa que a gente preparou com as melhores zonas pra ficar economizando de verdade:
Onde ficamos em Londres (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Londres. Uma é a região de Westminster, para quem quer ficar perto dos pontos turísticos. A outra é Covent Garden, que fica bem perto do centro da cidade.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre viajar barato para Londres
Quanto custa por dia uma viagem econômica para Londres?
Um orçamento enxuto, mas confortável, gira em torno de £100 a £120 por pessoa por dia, com tudo incluso. No modo budget total (usando atrações gratuitas, supermercado e bairros mais afastados) dá pra reduzir pra algo perto de £70 a £90 por dia.
Qual a época mais barata para ir a Londres?
Janeiro, fevereiro e começo de março costumam ter os melhores preços, com menos turistas e clima frio. Novembro, fora do período de Natal, também pode trazer boas tarifas. Os meses mais caros são junho a agosto e as festas de fim de ano.
Brasileiro precisa de visto ou ETA para entrar no Reino Unido?
Não é exigido visto tradicional pra turismo de curta duração, mas o Reino Unido implementou a ETA (autorização eletrônica de viagem), feita online antes do embarque, com custo em torno de £16. Como a regra vem sendo aplicada por fases, confira sempre o site oficial do governo britânico antes de comprar a passagem.
Qual a forma mais barata de usar transporte em Londres?
Pagar com cartão contactless direto nas catracas e ônibus. O sistema tem um teto diário (capping): nas zonas 1 e 2, o máximo cobrado fica em torno de £7 a £9 por dia, e usando só ônibus o teto cai pra cerca de £5 a £6. Nunca compre bilhete avulso, é a opção mais cara.
É possível conhecer Londres gastando pouco com atrações?
Sim. Londres tem vários museus de classe mundial gratuitos, como British Museum, Natural History Museum, Science Museum e National Gallery (muitos exigem reserva de horário online, mesmo sendo grátis). Além disso, os parques, as caminhadas pelos cartões-postais e os ônibus vermelhos como city tour econômico saem de graça ou quase.
Como economizar com comida em Londres?
Aproveite os Meal Deals de supermercado (£3 a £5), os descontos de 50% no fim do dia, as redes baratas como a Wetherspoon (refeição com bebida por cerca de £10) e peça tap water (água da torneira, gratuita) nos restaurantes.
Vale a pena alugar carro em Londres?
Pra circular dentro da cidade, não. Londres é compacta, tem transporte público excelente, pedágio urbano e estacionamento caríssimo. Carro só compensa se você for sair pra cidades vizinhas ou outros cantos do Reino Unido. Pra trajetos de trem dentro do país, vale comparar preços com antecedência.
Economize ao máximo na sua viagem a Londres
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Londres da forma mais barata e segura.
- Libras: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para Londres, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem sem preocupações? Garanta um chip ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Londres pra saber a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo. Veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
No fim das contas, viajar barato pra Londres é menos sobre se privar e mais sobre saber jogar o jogo da cidade: capping no transporte, museus de graça, Meal Deal no parque e hotel bem localizado. A gente sempre volta de lá com a sensação de que dá pra aproveitar muito gastando menos do que todo mundo imagina. Boa viagem!
