Vista da London Bridge

Três dias em Londres parecem pouco, mas dá pra ver muita coisa boa se você organizar o roteiro por região e não ficar atravessando a cidade toda hora. A gente montou esse guia justamente pra você aproveitar cada dia sem correria e sem cair nas pegadinhas mais comuns.

A capital inglesa tem uma mistura rara: cartões-postais clássicos, museus de classe mundial (vários gratuitos) e bairros cheios de personalidade. Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi descobrir que tanta coisa boa não custava nada de entrada — dá pra montar uma viagem completa gastando bem menos do que parece.

E não esquece: aqui no nosso Guia de Londres a gente reuniu tudo pra planejar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Primeiro dia: Westminster, realeza e London Eye

Pra começar, vá até a região de Westminster, uma das mais antigas e icônicas de Londres. Por ali você encontra de uma vez só o St. James’s Park, o Buckingham Palace, a Abadia de Westminster, o Big Ben e o Parlamento Inglês.

Uma dica importante: a Troca da Guarda no Buckingham Palace não acontece todos os dias. Costuma rolar por volta das 11h em dias alternados, e o calendário muda bastante. A gente errou nessa na primeira viagem: chegou animado e o evento não tinha. Confere o site oficial antes de incluir no dia.

Vista da Abadia de Westminster em Londres

A Abadia de Westminster vale a visita por dentro — é palco de coroações e funerais reais. Reserve cerca de 1h30 a 2h por lá. O ingresso adulto costuma girar em torno de £25 a £30, e comprar online com antecedência reduz a fila.

Falando em Big Ben: o nome oficial da torre do relógio é Elizabeth Tower — Big Ben é o sino lá dentro. A área externa é gratuita e rende ótimas fotos, principalmente da ponte de Westminster.

Por ser uma região super turística, você acha restaurantes pra todos os bolsos, dos mais requintados até as redes de fast food. Dá pra fazer uma pausa tranquila pro almoço.

Antes de seguir, uma dica que economiza muito: a maior parte das grandes atrações de Londres passou a trabalhar com ingresso por horário marcado e esgota nos dias mais cheios. A gente sempre compra antecipado por esse site que usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, costuma sair mais barato que a bilheteria e a grande vantagem é que dá pra pagar em reais (sem IOF) e parcelar.

Outras vantagens: free tours (você só paga uma gorjeta pro guia no final), cancelamento gratuito, transfer do aeroporto até o hotel (já pago adiantado, com o motorista te esperando com uma placa) e atendimento 24h em português.

London Eye e British Museum

Ainda no primeiro dia, atravesse o Rio Tâmisa em direção à London Eye, a famosa roda-gigante que é um dos cartões-postais da cidade.

Uma volta dura cerca de 30 minutos e a vista lá de cima é sensacional. O melhor horário pra muita gente é no pôr do sol — também o mais concorrido, então reserve antes. O ingresso padrão costuma girar em torno de £30 a £40.

Se ainda tiver fôlego, passe no British Museum. Esse museu incrível guarda um dos acervos mais importantes do planeta — mais de 7 milhões de objetos, do Antigo Egito à Pedra de Roseta. A entrada na coleção permanente é gratuita. Dá pra ver o essencial em 2 a 3 horas, mas o ideal são 4h ou mais.

Vista interior do Museu Britânico em Londres

Pra fechar a noite, você pode conhecer uma balada da cidade ou curtir um bom restaurante. Se quiser, dá uma olhada na nossa matéria sobre a vida noturna de Londres, com dicas pra todos os gostos.

Segundo dia: Torre de Londres, Tâmisa e museus

No segundo dia, comece pela Torre de Londres, um dos grandes símbolos da cidade. É uma fortaleza medieval que guarda as Joias da Coroa Britânica e tem uma história cheia de execuções. Reserve de 2 a 3 horas e chegue na abertura pra ver as joias com menos fila — à tarde fica cheio. O ingresso adulto gira em torno de £30 a £35.

Saindo de lá, siga para a Tower Bridge, que é belíssima e um daqueles pontos onde a câmera não para. Dá pra fotografar de fora de graça, e quem quiser pode visitar o interior com as passarelas de vidro a 44 metros de altura (em torno de £12 a £15).

Vista da Tower Bridge em Londres

Por ali você também pode subir no The Shard, o edifício mais alto de Londres, com uma vista cinematográfica da cidade (ingresso em torno de £30 a £35). Uma alternativa que a gente adora é o Sky Garden: um jardim panorâmico no topo de um prédio da City, com vista 360º e entrada gratuita — só precisa reservar online com horário marcado e antecedência.

Antes ou depois, vale parar no Borough Market pro almoço. É um mercado gastronômico tradicional com comida do mundo inteiro, mais em conta que restaurante. Só lembra que ele fecha aos domingos, então confere o dia.

Visite ainda a Tate Modern, museu de arte moderna com obras de Picasso, Mondrian, Monet e companhia — entrada gratuita na coleção permanente. Da Tate você atravessa a icônica Millennium Bridge direto pra Catedral de São Paulo.

A Catedral de São Paulo data do século XVII e fica em Ludgate Hill. É um encanto pela história e pela beleza, e abriga a segunda maior cúpula do mundo (atrás só da Basílica de São Pedro, no Vaticano). Dá pra subir e ter uma das melhores vistas da cidade — o ingresso adulto gira em torno de £20 a £25.

Como economizar nos ingressos de Londres

Vale reforçar duas dicas que fazem diferença grande no orçamento:

Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato. Na bilheteria, além de mais caro, o ingresso do dia pode já ter esgotado — e você perde um tempão na fila.

Dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, a compra é na moeda do país. Você paga o IOF e não consegue parcelar. Por isso a gente prioriza sites com pagamento em reais, como esse aqui, que já tem todos os ingressos e passeios do destino e permite parcelar sem IOF.

Tem uma coisa que ninguém conta: como a maioria dos grandes museus de Londres é de graça (British Museum, National Gallery, Tate Modern, Natural History, Science Museum), dá pra montar 3 dias bem completos pagando só 2 ou 3 atrações grandes e enchendo o resto com museus gratuitos, parques e caminhadas.

Terceiro dia: South Kensington, Harry Potter e West End

No terceiro dia, siga para a região de South Kensington, que reúne alguns dos melhores museus da cidade, como o Natural History Museum (dinossauros, fósseis e um prédio lindíssimo) e o Victoria & Albert Museum. Ali do lado tem ainda o Science Museum, ótimo pra famílias. Todos com entrada gratuita na coleção permanente — chega cedo pra evitar fila.

Vista interior do Museu de História Natural em Londres

Pra quem viaja em família, vale conhecer a famosa Plataforma 9 ¾ do Harry Potter, na estação de trem King’s Cross. Bem ao lado tem uma lojinha cheia de produtos do filme.

Se sobrar tempo, dá pra incluir bairros cheios de charme: Notting Hill e seu Portobello Market (mais movimentado aos sábados), ou o Camden Town, mais alternativo e com muita street food. Pra compras, o eixo da Oxford Street, Regent Street e Carnaby Street resolve tudo.

À noite, pra fechar a viagem no melhor estilo inglês, vá ao West End, o coração da vida noturna, onde ficam os teatros mais famosos. Assistir a um musical por lá é uma noite memorável.

Dicas práticas pra não errar em Londres

Algumas coisas que poupam tempo, dinheiro e dor de cabeça:

  • Transporte: o metrô (Tube) é a forma mais rápida de circular. Use Oyster card ou cartão por aproximação (contactless) — sai bem mais barato que bilhete unitário, e tem teto diário de gasto.
  • Organize por região: Londres é grande. Tentar enfiar pontos muito distantes no mesmo dia gera correria. Por isso esse roteiro separa as atrações por área.
  • Clima: chuva leve e vento são comuns. Leve casaco à prova d’água e guarda-chuva compacto, e se vista em camadas. O frio com umidade pesa mais que o mesmo número de graus no Brasil.
  • Etiqueta da escada rolante: no metrô, fique parado à direita; a esquerda é pra quem está com pressa. Isso é quase sagrado por lá.
  • Atenção aos bolsos: em lugares cheios como mercados, metrô lotado e Oxford Street, fique de olho com batedores de carteira.

Pra Londres, recomendamos garantir um chip de internet ainda no Brasil. Ajuda a usar mapa, app de transporte e consultar horários sem depender de wi-fi. A gente usa esse chip de viagem, que é fácil e barato.

Seguro viagem para Londres

O atendimento médico no Reino Unido pode custar uma fortuna pra turista, então fazer um seguro viagem é importantíssimo. A gente sempre cota pelo esse comparador de seguros, que compara várias seguradoras de uma vez e já vem com desconto exclusivo do Grupo Dicas. Você paga em reais, pode parcelar e viaja muito mais tranquilo.

Pra um roteiro a pé como esse, ficar bem localizado faz toda a diferença: menos tempo no transporte e mais tempo nos passeios. Veja a melhor região pra se hospedar em Londres:

Onde ficamos em Londres (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Londres. Uma é a região de Westminster, para quem quer ficar perto dos pontos turísticos. A outra é Covent Garden, que fica bem perto do centro da cidade.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Londres

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o que fazer em 3 dias em Londres

Dá pra conhecer Londres em 3 dias?

Dá sim, desde que você organize o roteiro por região pra não atravessar a cidade toda hora. Em 3 dias é possível ver os principais cartões-postais, 2 ou 3 museus e ainda passear por bairros charmosos. Não dá pra ver tudo, mas dá pra ter uma ótima experiência.

Os museus de Londres são gratuitos?

A maioria dos grandes museus de Londres tem entrada gratuita na coleção permanente, como British Museum, National Gallery, Tate Modern, Natural History Museum e Science Museum. Só algumas exposições especiais são pagas. Isso ajuda muito a economizar na viagem.

Preciso comprar os ingressos com antecedência?

Pra atrações concorridas como London Eye, The Shard, Sky Garden e a Torre de Londres, sim. Muitas trabalham com horário marcado e esgotam nos dias mais cheios. Comprar online antecipado costuma sair mais barato e ainda evita filas.

Qual a melhor forma de se locomover em Londres?

O metrô (Tube) é a forma mais rápida e prática. Use Oyster card ou cartão por aproximação, que saem bem mais baratos que o bilhete unitário e têm teto diário de gasto. Ônibus complementam bem trajetos curtos e ainda rendem boas vistas da cidade.

Qual a melhor época para visitar Londres?

Primavera (março a maio) e outono (setembro a outubro) costumam ter clima ameno e menos lotação. O verão (junho a agosto) tem dias longos e muitos eventos, mas preços mais altos e atrações cheias. O inverno é frio, porém com clima natalino encantador.

A Troca da Guarda acontece todos os dias?

Não. A cerimônia no Buckingham Palace costuma ocorrer por volta das 11h em dias alternados, e o calendário muda com frequência. Por isso é indispensável consultar o site oficial antes de incluir o evento no seu dia.

Preciso levar libras em dinheiro?

Londres é praticamente cashless: bares, pubs, restaurantes e atrações aceitam cartão e pagamento por aproximação em todo lugar. Dá pra viajar com pouquíssimo dinheiro vivo, sem precisar trocar grandes quantias de libras.

Economize ao máximo na sua viagem a Londres:

Londres é daquelas cidades que sempre deixam um gostinho de quero mais, e mesmo em 3 dias dá pra sair de lá com a sensação de ter aproveitado de verdade. Organize por região, compre os ingressos antes e separe pelo menos dois museus pra ver com calma — a gente faria tudo de novo do mesmo jeito. Boa viagem!