
El Calafate é daqueles destinos que a gente volta falando que valeu cada hora de avião. A cidade é o portão de entrada do Parque Nacional Los Glaciares, lar do icônico Perito Moreno, e funciona como base pra explorar uma das paisagens mais espetaculares do mundo: geleiras gigantes, lagos turquesa, estepe patagônica e vento — muito vento.
Neste guia, a gente reuniu as 8 atrações imperdíveis de El Calafate, com tudo o que aprendemos indo lá: o que cada passeio entrega de verdade, quanto tempo dedicar, faixas de preço, melhor época e os erros que a gente vê turista brasileiro cometendo toda hora (a gente mesma cometeu alguns na primeira viagem).
E não esquece: aqui no nosso guia completo de El Calafate a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1) Andar pelo centro de El Calafate e pela Avenida Libertador
A Avenida Libertador é o coração da cidade. É uma rua só, com restaurantes, chocolaterias, casas de câmbio, agências de turismo, lojas de souvenirs e mercados. Dá pra fazer tudo a pé, e é onde a galera se concentra no fim do dia.
A gente recomenda reservar o primeiro dia (ou pelo menos a primeira tarde) só pra perambular por ali. Serve pra se ambientar, conferir o clima, comprar alguma peça de inverno que faltou na mala (camadas extras nunca são demais em El Calafate) e provar os doces feitos com a fruta calafate — aquela frutinha roxa que dá nome à cidade. Tem uma crença local divertida: quem come calafate, volta à Patagônia.
À noite, é parada obrigatória pra jantar cordeiro patagônico assado lentamente na brasa. Prato principal num restaurante turístico costuma ficar em torno de R$ 60 a R$ 120 por pessoa. Sobremesa? Sorvete de calafate.
2) Caminhar pela Reserva Laguna Nimez
A Laguna Nimez fica às margens do Lago Argentino, a cerca de 1 km do centro. Dá pra ir a pé, sem precisar de táxi nem excursão — o que é raro em El Calafate, onde quase tudo exige deslocamento.
É uma reserva natural com passarelas leves e ótima pra observação de aves: flamingos, cisnes-de-pescoço-preto e o ganso cauquén. A caminhada toda dura entre 1 e 2 horas, e o ingresso costuma ficar em torno de R$ 20 a R$ 40 por pessoa.
Leve binóculos se tiver, água e a câmera. É um passeio leve, perfeito pra um fim de tarde sem deslocamento longo — ou pra um dia em que o tempo fechou e cancelou outro passeio (acontece bastante na Patagônia).
3) Explorar o Glaciar Perito Moreno (as passarelas)
Esse é O passeio de El Calafate. Se você só puder fazer um, faça esse. O Perito Moreno é uma geleira gigantesca, com cerca de 5 km de largura, 60 metros de altura visíveis acima do lago e mais de 250 km² de área. E, diferente da maioria das geleiras do mundo, ele está em equilíbrio entre avanço e retração — o que torna o espetáculo ainda mais raro.
O parque fica a cerca de 1h30 de El Calafate por estrada asfaltada. As passarelas são uma rede de 4 a 5 km de estruturas metálicas em vários níveis, em frente à parede de gelo. Você caminha, escolhe o mirante, e fica ali ouvindo o gelo estalar. Vez ou outra, um pedaço gigante se desprende e cai no lago com um estrondo que parece trovão. Quando a gente foi pela primeira vez, ficou quase 1h só esperando uma queda — e quando veio, todo mundo aplaudiu como se fosse show.

Dicas práticas pra esse passeio:
- Reserve o dia inteiro só pra ele — entre deslocamento, passarelas e (opcional) barco, são 6 a 8 horas.
- Vá em camadas: segunda pele, fleece, casaco corta-vento impermeável, gorro e luvas. Mesmo no verão. O vento patagônico é brutal.
- Óculos escuros: o reflexo do gelo é forte.
- Leve lanche e água. A alimentação dentro do parque é limitada e cara.
- Entrada do parque fica em torno de R$ 80 a R$ 120 por pessoa (estrangeiros), variando com câmbio.
Pra comprar o passeio com transfer, guia e tudo organizado, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens. O grande barato dele é que você paga em reais (sem IOF), pode parcelar e tem cancelamento gratuito. Sem contar o suporte 24h em português.
4) Complementar com a navegação até a parede do Perito Moreno
No mesmo dia das passarelas, dá pra encaixar uma navegação de cerca de 1h a 1h30 pelo Lago Argentino, chegando bem perto da parede de gelo. A perspectiva é totalmente diferente: você vê o glaciar de baixo pra cima, e a sensação de escala é absurda.
Não é um substituto das passarelas, são experiências complementares. Faixa de preço em torno de R$ 200 a R$ 400 por pessoa.
Levar capa de chuva leve ou casaco impermeável é essencial — tem respingo e o vento congela. Tente ficar no deck superior pra fotos, mas vista bem agasalhado.
Se quiser garantir tudo no mesmo combo, dá pra reservar clicando aqui — comprar antes pela internet sai mais barato do que na bilheteria e evita o risco de esgotar (no verão, esgota).

5) Minitrekking e Big Ice: caminhar SOBRE o Perito Moreno
Esse aqui é, na nossa opinião, o passeio mais inesquecível de El Calafate. Caminhar em cima da geleira, com grampos (crampons) nos pés, passando entre fendas azuis, pequenas lagoas no gelo e formações que parecem ficção científica.
Tem duas modalidades:
- Minitrekking: caminhada de 1h30 a 2h sobre o gelo, com nível leve a moderado. Indicado pra maioria dos viajantes (em geral aceita idades entre 10 e 65 anos, varia por operadora). Faixa de preço em torno de R$ 1.500 a R$ 2.000.
- Big Ice: trekking mais longo, de 3 a 4h sobre o gelo, com exigência física maior. Pra quem quer experiência mais intensa. Faixa em torno de R$ 2.000 a R$ 2.500.
O passeio toma o dia inteiro: traslado, passarelas, travessia de barco pelo Lago Rico até o ponto onde começa a caminhada, instrução básica de glaciologia e segurança, e aí o trekking propriamente dito.
Os operadores fornecem crampons e capacete. Você precisa levar roupas adequadas (casaco impermeável, calça confortável, luvas, gorro) e calçado firme — tênis muito mole algumas operadoras não aceitam. Leve lanche, porque o almoço completo geralmente não está incluso.
Erro clássico: deixar o minitrekking pro último dia. Se o tempo fecha e o passeio é cancelado, não tem remarcação. A gente sempre coloca esse no começo da estadia, pra ter dia de reserva caso precise remarcar.
Esse passeio opera em geral de outubro a abril (temporada de calor relativo, dias mais longos).
Pra reservar com antecedência e garantir vaga (no verão, lota mesmo), dá pra fazer nesse site aqui, com pagamento em reais e cancelamento grátis.

Tour de caiaque pelo Perito Moreno
Pra quem quer uma alternativa diferente ao trekking, tem o passeio de caiaque, que dura cerca de 1h30 navegando perto da parede de gelo. Inclui aula básica de segurança e todo o equipamento. Faixa de preço em torno de R$ 2.300 a R$ 2.800 por pessoa (com transfer). Menores de 14 anos não são permitidos.
Se quiser conferir, é só clicar aqui.
6) Navegação “Todos Glaciares” (Upsala, Spegazzini e outros)
Esse é o passeio que muita gente deixa de fora achando que vai ser “mais do mesmo” depois do Perito Moreno — e é o nosso conselho insider: não pula. É uma experiência completamente diferente.
O passeio dura o dia inteiro, navegando pelo Braço Norte do Lago Argentino, passando pela Boca del Diablo, Canal Upsala e Canal Spegazzini. Você vê icebergs flutuando, geleiras de tipologias diferentes (o Spegazzini é um dos mais altos da região, parece um paredão vertical de gelo) e paisagens que o Perito Moreno não tem.

Faixa de preço: em torno de R$ 600 a R$ 1.200 por pessoa, dependendo da categoria (padrão ou área VIP). A versão VIP oferece área mais confortável, janelas panorâmicas, almoço gourmet (geralmente com entrada, prato principal e sobremesa) e bebidas. Vale o investimento se você quer um dia mais relaxado.
Algumas modalidades incluem ainda uma trilha curta de cerca de 40 minutos no caminho, com almoço a bordo do catamarã.
Dicas:
- Leve casaco bem quente mesmo em dia ensolarado. O vento no deck é forte.
- Quem enjoa em barco pode tomar remédio pra cinetose, mas o lago em geral não fica muito agitado.
- Se for a versão padrão, chegue cedo pra pegar lugar com boa janela.
Pra reservar a versão VIP (com almoço gourmet incluso), é só clicar nesse link. Já o passeio com trilha + almoço a bordo dá pra ver aqui.
7) Visitar o Glaciarium (museu do gelo e Glaciobar)
O Glaciarium fica a uns 6 km do centro, na estrada entre o aeroporto e a cidade. É um museu super bem feito, com filmes, maquetes, painéis interativos e telas em 3D explicando como as geleiras se formam, como funciona o degelo e qual o impacto das mudanças climáticas em glaciares como o Upsala.
Ótimo passeio pra dia de tempo ruim, meio período livre, ou pra famílias com crianças. A visita dura entre 1h30 e 3h, e o ingresso costuma ficar em torno de R$ 120 a R$ 200 por pessoa.
O grande charme é o Glaciobar: um bar todo feito de gelo, com open bar de bebidas servidas em copos também de gelo. Eles fornecem casaco térmico e luvas — você fica uns 20 a 30 minutos lá dentro, tira foto, prova um drink, e sai sentindo que entrou num filme.

Atenção com o equipamento fotográfico — temperaturas muito baixas podem afetar baterias e câmeras. Levar uma capinha térmica ajuda.
O ingresso já com transfer desde o centro de El Calafate sai pelo melhor preço nesse link aqui.
8) Subir aos Balcones de El Calafate (passeio de 4×4)
Os Balcones são os mirantes nas colinas atrás da cidade, no Cordón de Huyliche. A vista de lá é absurda: dá pra ver o Lago Argentino, a cordilheira dos Andes, geleiras ao longe e, em dias muito claros, até o Fitz Roy, lá em El Chaltén.
O acesso é por uma estrada íngreme, e o passeio é feito em veículo 4×4, com guia. Dura cerca de 4 horas (meio período) e inclui paradas em mirantes, visita à histórica Estancia Huyliche (de 1920) e almoço ou lanche da tarde — com empanada, carne, brownie, vinho Malbec ou, no caso do lanche, café, sucos, scones e bolo caseiro.

Faixa de preço em torno de R$ 300 a R$ 600 por pessoa. Excelente opção pro primeiro dia em El Calafate, porque te dá uma visão geral da região e te ajuda a se ambientar. Também é uma boa alternativa pra quem não pode fazer trilhas longas.
Pra reservar com antecedência e pelo melhor preço, é só clicar nesse link.
Bate-volta a El Chaltén: o bônus que muita gente faz
El Chaltén é um vilarejo de montanha a cerca de 3h de estrada de El Calafate, considerado a capital do trekking da Patagônia argentina. É de lá que saem as trilhas pro Fitz Roy, Laguna de los Tres e Laguna Torre.
O bate-volta de um dia (saída cedo, retorno à noite) permite paradas em mirantes como o Mirador de los Cóndores e na cascata Chorrillo del Salto — trilhas curtas e fáceis. É uma “amostra” da região. Faixa de preço em torno de R$ 600 a R$ 800 por pessoa.
Erro clássico: achar que dá pra fazer Laguna de los Tres em bate-volta. Não dá. Essa trilha sozinha leva 8 a 10 horas. Pra trilhas longas, é preciso dormir pelo menos 2 noites em El Chaltén. Se trekking de verdade for o seu foco, planeja como uma viagem dentro da viagem.
Estâncias e outros bônus
Quem tem mais tempo pode incluir uma visita às estâncias — fazendas históricas com paisagens lindas e atividades. A Estancia Cristina, acessível por barco e combinada com o Glaciar Upsala, é a mais famosa. Funciona em geral de meados de outubro a meados de abril.
Outra opção é a Estancia 25 de Mayo, com jantar + espetáculo, passeio a cavalo e tour de bicicleta. Detalhes pra reservar: Estancia Cristina + Glaciar Upsala, jantar com espetáculo, passeio a cavalo ou tour de bicicleta.
Pra fechar o roteiro com algo curioso, dá pra incluir o Yeti Ice Bar, um bar todo feito de gelo dentro da cidade, com temperatura de -10°C, copos de gelo, esculturas e roupa térmica fornecida. Funciona das 16h à meia-noite, com ingressos em torno de R$ 85 a R$ 137 por pessoa, dependendo do open bar. Reserva nesse link.
Erros comuns que a gente vê turista brasileiro cometendo
- Subestimar o frio e o vento: muita gente leva roupa como se fosse “inverno leve” no Brasil. Não é. Vento patagônico cala fundo. Camadas, segunda pele, fleece, casaco corta-vento impermeável, gorro e luvas — mesmo no verão.
- Deixar pouco tempo em El Calafate: 2 dias mal dá pro Perito Moreno + um passeio extra. Pra encaixar passarelas, navegação, minitrekking e mais um passeio (Todos Glaciares ou Chaltén), o ideal é 3 a 4 dias cheios.
- Não reservar com antecedência no verão: trekkings no Perito Moreno e navegações longas esgotam dias antes. Reserve assim que tiver as datas.
- Trocar dinheiro em cima da hora sem pesquisar: as casas de câmbio da Avenida Libertador variam bastante. Vale levar cartão com boa cotação + um pouco em espécie.
- Ignorar seguro viagem com cobertura pra esportes de aventura: trekking no gelo, 4×4, trilhas — algumas atividades exigem cobertura específica.
- Encarar Torres del Paine em bate-volta sem avaliar bem: é um passeio longuíssimo (ida e volta, imigração Chile/Argentina, muita estrada). Se você só tem 3 dias, talvez não compense.
Quantos dias ficar e qual a melhor época
Quantos dias: mínimo 3 dias cheios. Ideal 4 a 5 pra fazer tudo com calma e ainda ter um dia de folga caso o tempo feche.
Melhor época:
- Alta temporada (novembro a início de março): dias longos (claro até quase 22h), maior oferta de passeios. Temperaturas entre 5 e 20°C. Preços mais altos e maior lotação — reserve com antecedência.
- Meia estação (outubro e abril): bom equilíbrio entre clima razoável, menos gente e preços mais baixos. Alguns passeios operam em calendário reduzido.
- Inverno (maio a setembro): paisagem com neve, mas muitos passeios náuticos e trekkings no gelo ficam suspensos. Verifique antes o que estará funcionando.
Aluguel de carro: a gente recomenda fortemente em El Calafate. A cidade em si é compacta, mas pra ir ao Perito Moreno, Glaciarium e fazer eventuais bate-voltas, ter carro dá muito mais liberdade. Dá pra ler nosso guia de como alugar carro em El Calafate pelo menor preço possível.
Seguro viagem e chip pra El Calafate
Esses dois itens são indispensáveis numa viagem pra Patagônia.
O seguro viagem protege contra imprevistos médicos (atendimento na Argentina pode custar caro, principalmente em hospital particular) e também contra extravio de bagagem, cancelamento de voo e cobertura pra esportes de aventura — essencial se você vai fazer trekking no gelo ou caiaque. A gente usa esse comparador que já vem com 18% de desconto exclusivo Grupo Dicas, pagamento em reais e parcelamento.
Pra ficar conectado o tempo todo (Google Maps, WhatsApp, Instagram, agências online), o melhor é garantir um chip de viagem ainda no Brasil. Chega na sua casa antes do voo, é só ativar quando pousar.
Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre El Calafate
Quantos dias são ideais em El Calafate?
O mínimo são 3 dias cheios pra conseguir fazer o Perito Moreno (passarelas + navegação) e mais um passeio importante, como o minitrekking ou o Todos Glaciares. O ideal são 4 a 5 dias, pra incluir Glaciarium, Balcones e ainda ter uma margem caso o tempo feche e algum passeio seja cancelado.
Vale a pena alugar carro em El Calafate?
Sim, principalmente se você vai por conta própria. Permite ir ao Perito Moreno no seu ritmo, parar em mirantes, fazer o Glaciarium quando quiser e até bate-voltas mais curtos. A cidade tem várias locadoras e a estrada principal pro parque é asfaltada e tranquila. Pra quem prefere excursões, dá pra fazer tudo sem carro também.
Qual a melhor época pra visitar El Calafate?
De novembro a março é alta temporada: dias longos, mais opções de passeios, clima mais ameno (entre 5 e 20°C). Outubro e abril são meia estação, com menos gente e preços melhores. No inverno (maio a setembro), muitos passeios náuticos e trekkings ficam suspensos.
Precisa de seguro viagem pra El Calafate?
Não é obrigatório por lei pra entrar na Argentina, mas é altamente recomendado. O atendimento médico em hospital particular pode sair caro, e atividades como trekking no gelo, caiaque e 4×4 exigem cobertura específica pra esportes de aventura. A recomendação universal é nunca viajar pra Patagônia sem seguro.
Dá pra fazer Torres del Paine como bate-volta de El Calafate?
Dá, mas é um passeio longuíssimo — sai por volta das 6h e volta perto da meia-noite, com imigração Chile/Argentina e muita estrada. Se Torres del Paine for um destino importante pra você, considere dormir pelo menos 1 ou 2 noites do lado chileno. Pra quem tem só 3 dias em El Calafate, geralmente não compensa.
Qual a diferença entre Minitrekking e Big Ice no Perito Moreno?
O Minitrekking é uma caminhada leve a moderada de 1h30 a 2h sobre o gelo, acessível pra maioria das pessoas (10 a 65 anos). O Big Ice é um trekking mais longo, de 3 a 4h sobre o gelo, com exigência física maior — pra quem busca uma experiência mais intensa. Ambos incluem crampons, capacete e instrução de segurança.
Crianças pequenas conseguem aproveitar El Calafate?
Sim. As passarelas do Perito Moreno são acessíveis pra todas as idades, e o Glaciarium é ótimo pra crianças. Os trekkings sobre o gelo têm restrição (geralmente idade mínima de 8 a 10 anos), mas a navegação até a parede do glaciar e os Balcones de 4×4 são tranquilos pra famílias. Vale só caprichar nas roupas de frio também pra criançada.
Como ir do aeroporto até o centro de El Calafate?
O Aeroporto Internacional Armando Tola fica a cerca de 15 a 20 minutos do centro. Você pode pegar táxi, remis (uma espécie de táxi pré-contratado) ou um transfer reservado com antecedência. A vantagem do transfer pago online é que o motorista já te espera com plaquinha, sabe o seu destino e você evita surpresa de preço.
Economize ao máximo na sua viagem a El Calafate
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixa de ler nossa matéria de como viajar barato para a Argentina.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos pras atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
- Carro: se vai alugar, não deixa de ler como alugar um carro em El Calafate pelo menor preço.
- Pesos: conheça a melhor forma de levar dinheiro, com prós e contras de cada opção.
- Celular: garanta um chip internacional ainda no Brasil.
- Hospedagem: veja onde ficar em El Calafate pra saber a melhor região e economizar no hotel.
- Seguro viagem: veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: saiba aqui como reservar pelo menor preço.
El Calafate é, de longe, um dos destinos mais marcantes que a gente já visitou. A combinação de geleiras gigantes, vento patagônico, cordeiro na brasa e céu estrelado da Patagônia fica grudada na memória. Vale cada minuto de planejamento — e cada layer de casaco. Boa viagem!
