Se tem uma coisa que a gente ama fazer numa viagem é sentar num bom restaurante e entender a cidade pelo prato. E olha, Quito surpreende: dá pra comer muito bem gastando pouco em bistrôs típicos, e também tem alta gastronomia de nível internacional por um preço que faria qualquer restaurante estrelado de São Paulo parecer roubo.

A gente reuniu aqui os melhores restaurantes de Quito, misturando alta gastronomia autoral, comida típica equatoriana e opções descoladas em bairros diferentes. A ideia é te dar um panorama completo, com faixa de preço, região e o que esperar de cada um.

E não esquece: aqui no nosso guia completo do Equador a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

1. De La Llama

O primeiro da lista é o De La Llama, que trabalha com ingredientes típicos do Equador e aposta em receitas tradicionais reinterpretadas, sempre com muito cuidado na apresentação e no sabor. A ideia é mostrar a diversidade gastronômica do país de forma acessível, sem virar aquele restaurante careta de menu engessado.

O ambiente é pequeno, acolhedor e moderno, ideal pra uma refeição tranquila depois de um dia explorando a cidade. A gente gostou muito da proposta do menu, que traz carnes, opções vegetarianas e pratos com ingredientes regionais pouco conhecidos por quem vem de fora — tem coisa ali que a gente nunca tinha nem ouvido falar antes de sentar à mesa.

De La Llama

O De La Llama funciona de terça a sábado, geralmente no horário do almoço e do jantar, fechando no meio da tarde. Vale muito a pena incluir no roteiro, principalmente se você gosta de descobrir sabores novos sem gastar uma fortuna.

De La Llama

2. Somos Ecuador

Outra opção pra colocar no radar é o Somos Ecuador, perfeito pra quem quer provar a culinária equatoriana com um toque atual, mas sem perder a identidade local. O menu valoriza ingredientes nativos e receitas tradicionais, apresentadas de forma criativa e bem equilibrada.

O espaço é agradável e bem cuidado, com um clima descontraído que combina com encontros mais longos à mesa. Ótima opção pra almoço ou jantar, especialmente se você quer experimentar pratos típicos com pegada mais moderna.

O restaurante costuma funcionar de segunda a sábado, abrindo no horário do almoço e seguindo até o início da noite. É uma boa escolha pra encaixar entre passeios, já que não exige tanta reserva com antecedência dependendo do dia. Vale dizer que os preços são um pouco mais salgados, já que é considerado de alta gastronomia — nada absurdo pra padrão brasileiro, mas fuja se estiver com o orçamento apertado.

Somos Ecuador Restaurante

3. Zazu

O Zazu é um dos restaurantes mais premiados de Quito e costuma aparecer em listas de melhores da América Latina. Ele fica numa área mais moderna da cidade (região da Pradera/norte moderno), longe do circuito turístico, o que já dá a sensação de estar indo a um lugar especial.

A proposta é alta gastronomia com influência internacional, usando ingredientes locais de forma criativa e muito bem pensada. O ambiente é elegante, mas sem exagero — dá pra ir bem-vestido de forma casual, sem precisar de terno.

Aqui vai um alerta: o Zazu está entre os restaurantes mais caros de Quito. O menu degustação costuma ficar em torno de 80 a 120 dólares por pessoa (sem bebidas) e os pratos à la carte em torno de 25 a 45 dólares. Não é um restaurante "bacaninha de bairro" — é experiência de jantar chique, e o preço acompanha. Ir preparado pro valor evita o susto.

Normalmente abre de segunda a sábado, apenas pra jantar, a partir do início da noite. Como é bastante concorrido, reservar com antecedência é praticamente obrigatório, principalmente em alta temporada e fins de semana.

Zazu

4. URKO

Talvez o restaurante mais interessante de Quito. O URKO é um dos mais autorais da cidade e aposta forte na identidade da região — os menus mudam conforme as "estações" da biodiversidade equatoriana, algo que dificilmente se encontra em outros lugares.

A experiência vai muito além da comida: o menu é construído a partir de ingredientes nativos, muitos deles pouco conhecidos fora do Equador. Se você quer entender a cultura andina pelo prato, esse é o lugar. A carta de vinhos e coquetéis trabalha bem os aguardentes locais, o que é ótimo pra quem curte um bom drink autoral.

O espaço é discreto e moderno, com foco total no que chega à mesa. A gente indica ir com mente aberta, já que os pratos fogem do óbvio e valorizam sabores, técnicas e histórias da região. O URKO fica no bairro de Isabel La Católica, próximo a La Floresta/La Mariscal.

Ele geralmente funciona só algumas noites da semana, apenas pra jantar, com menu degustação fechado (em torno de 60 a 90 dólares por pessoa). As vagas são limitadíssimas e a reserva costuma ser feita com dias de antecedência via site ou redes sociais. Erro clássico é chegar sem reserva achando que é "tipo um restaurante bacana qualquer" — não é, e provavelmente você vai voltar pra casa sem comer.

urko

IMPORTANTE: compre os ingressos dos passeios SEMPRE com antecedência. Na hora é sempre mais caro e muitos se esgotam. A gente sempre utiliza esse site pra comprar tudo, inclusive o transfer pro hotel. Ele tem sempre o menor preço e é o único com o pagamento já em reais, evitando o IOF de pagamentos internacionais. Fora os tours gratuitos, que são ótimos.

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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.

5. La Bodega de Cantuña

Por último, mas que a gente não podia deixar de fora, o La Bodega de Cantuña. Ele combina perfeitamente com um passeio pelo Centro Histórico de Quito, ficando bem pertinho da Iglesia de San Francisco, num casarão antigo cheio de história. O clima do lugar já começa a envolver antes mesmo de você sentar à mesa.

O ambiente é rústico, aconchegante e com aquele ar tradicional que muita gente busca quando viaja. O cardápio é focado na culinária equatoriana, com pratos típicos bem servidos e sabores caseiros — dá pra sentir a mão da comida de vó em cada mordida.

Você vai encontrar opções como locro de papa (aquela sopa cremosa de batata com queijo, típica da serra), carnes grelhadas, empanadas, llapingachos (bolinhos de batata recheados com queijo) e receitas locais que ajudam a entender melhor a gastronomia do país. Ótima escolha pra quem quer provar comida típica com preços atrativos — pratos principais costumam ficar em torno de 10 a 18 dólares.

O restaurante costuma funcionar todos os dias, geralmente do fim da manhã até a noite, sendo boa opção tanto pro almoço quanto pro jantar depois de andar pelo centro. Por estar numa área bem turística, costuma encher em horários de pico — chegar um pouco mais cedo deixa a experiência bem mais tranquila. Fica a dica: à noite o Centro Histórico esvazia, então pra jantar mais tarde talvez seja melhor optar por La Mariscal ou La Floresta.

La Bodega de Cantuña

Quanto custa comer em Quito

Uma coisa que surpreende positivamente o brasileiro em Quito é o custo-benefício. Comparando com capitais brasileiras, dá pra comer muito bem gastando bem menos, especialmente nos restaurantes médios e populares. Pra você ter uma ideia de faixas:

  • Restaurantes populares (menús del día, lanchonetes): prato completo em torno de 5 a 8 dólares. Inclui sopa, prato principal e suco.
  • Restaurantes bacaninhas em La Mariscal ou Centro Histórico: prato principal em torno de 10 a 15 dólares.
  • Restaurantes sofisticados (Urko, Zazu, alta gastronomia): pratos principais a partir de 25 dólares; menus degustação passam facilmente de 80 dólares.

Uma dica que a gente aprendeu na prática: em restaurantes simples do Centro Histórico, procure pelo "menú del día" ou "almuerzo". É um almoço executivo com sopa, prato principal e suco por preço de banana — e a comida geralmente é honesta, feita pra quem trabalha ali no dia a dia.

Onde estão os melhores bairros gastronômicos

Quito tem quatro grandes eixos gastronômicos, e vale entender cada um pra montar o roteiro:

  • La Mariscal: bairro boêmio e turístico, com muitos hotéis, bares e restaurantes. Boa base pra sair a pé pra jantar. Ótimo pra primeira refeição na cidade.
  • Centro Histórico: imbatível pra almoço durante os passeios por igrejas e praças coloniais. O charme é comer em casarões antigos com vista pra cúpulas iluminadas. À noite esvazia, então prefira táxi/app se voltar tarde.
  • La Floresta: polo descolado, com bistrôs, cafés, restaurantes de cozinha de autor, opções vegetarianas e veganas. Muita arte de rua, grafites, exposições e música ao vivo. Ideal pra uma "noite gastronômica" a pé.
  • La Pradera / norte moderno: área mais residencial e empresarial, onde ficam restaurantes de ponta como o Zazu. Acesso ideal por táxi ou aplicativo.

O que provar de comida típica

Se você nunca comeu comida equatoriana, algumas coisas que valem a pena pedir:

  • Locro de papa: sopa cremosa de batata com queijo e abacate. Aconchegante, típica da serra, e ótima nos dias frios de Quito.
  • Llapingachos: bolinhos de batata recheados com queijo, geralmente servidos com carne, ovo e molho de amendoim.
  • Fritada, hornado e seco de chivo: pratos de carne (porco e bode) com preparo tradicional.
  • Ceviche equatoriano: diferente do peruano, é mais "molhado", servido com suco e às vezes acompanhado de milho tostado e banana chips.
  • Empanadas de viento: empanadas fritas com queijo, polvilhadas com açúcar. Combinação estranha na teoria, viciante na prática.

Uma coisa que pega o brasileiro desprevenido: a comida equatoriana não é picante como muita gente imagina. Os sabores são intensos, mas de milho, batata, queijo, abacate e ervas — não de pimenta. Se quiser ardido, geralmente tem um potinho de ají (molho de pimenta) na mesa pra você adicionar à vontade.

Erros comuns de brasileiros comendo em Quito

  • Ignorar a altitude: Quito está a mais de 2.800 metros. No primeiro dia é comum sentir cansaço, dor de cabeça e menos apetite. Prefira comidas mais leves na chegada e beba muita água.
  • Chegar sem reserva no Urko ou Zazu: são poucas mesas, alta procura. Reserve com dias de antecedência.
  • Confundir "menú del día" com menu degustação: o primeiro é o almoço executivo simples e barato; o segundo é experiência gastronômica cara. Preste atenção na hora de escolher o restaurante.
  • Ficar só em La Mariscal porque é onde tá o hotel: La Floresta tem ambientes mais charmosos, menos barulhentos e comida muitas vezes melhor. Vale um Uber ou táxi pra explorar.
  • Voltar a pé tarde da noite: alguns trechos entre bairros são vazios à noite. Use aplicativo — é barato em Quito e evita dor de cabeça.

Seguro viagem pro Equador

Uma coisa que ninguém gosta de pensar, mas que salva muita gente: atendimento médico no Equador (como em qualquer país) sai caríssimo pra turista. Uma simples consulta de emergência pode custar centenas de dólares, e uma internação vai facilmente pra milhares. Sem contar altitude, que costuma pegar brasileiros desprevenidos e às vezes exige atendimento.

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Chip de celular pro Equador

Outro item que a gente considera indispensável hoje em dia: chip internacional pra chegar já conectado. Google Maps pra achar restaurante, Uber pra voltar do jantar, tradutor pra pedir aquela comida que você não faz ideia do que é — sem internet, viagem trava.

A gente sempre usa esse chip de viagem. Recebe em casa antes de embarcar, ativa quando chegar no destino, e você não tem estresse com wi-fi de aeroporto ou chip local. Nunca deu problema em nenhuma das nossas viagens.

Perguntas frequentes sobre restaurantes em Quito

Precisa reservar restaurante em Quito?

Nos restaurantes de alta gastronomia como Urko e Zazu, sim — a reserva é praticamente obrigatória, principalmente em fins de semana e alta temporada. Nos demais, dá pra chegar sem reserva na maior parte dos dias, mas em horários de pico (13h-14h no almoço e 20h-21h no jantar) pode ter espera.

Qual a moeda usada nos restaurantes de Quito?

O Equador adota o dólar americano como moeda oficial desde 2000. Todos os restaurantes cobram em dólar. A maioria aceita cartão de crédito nos restaurantes médios e sofisticados, mas em lanchonetes e menús del día às vezes é só dinheiro — vale ter uns dólares em espécie sempre.

Dá pra comer barato em Quito?

Dá, e muito bem. Os "menús del día" ou "almuerzos" em restaurantes populares custam em torno de 5 a 8 dólares e incluem sopa, prato principal e suco. Comida honesta, feita pra quem mora na cidade. Uma refeição num restaurante bacaninha fica em torno de 10 a 15 dólares por pessoa.

A comida equatoriana é picante?

Não. Diferente do que muita gente pensa, a culinária equatoriana não é picante. Os sabores giram em torno de batata, milho, queijo, abacate e carnes com temperos suaves. Quem quiser ardido, geralmente tem o "ají" (molho de pimenta) à parte na mesa.

Qual bairro tem os melhores restaurantes de Quito?

Depende do que você procura. La Mariscal concentra opções turísticas e boêmias. O Centro Histórico é imbatível pra comer típico com vista pra igrejas coloniais. La Floresta tem os bistrôs mais descolados e criativos. E La Pradera/norte moderno é onde estão os restaurantes de alta gastronomia como Zazu.

Precisa dar gorjeta em restaurantes em Quito?

A conta geralmente já vem com 10% de serviço incluído e 12% de IVA (imposto). Se o atendimento foi excepcional, dá pra deixar um extra de 5 a 10% em dinheiro, mas não é obrigatório. Sempre confira a conta antes de calcular a gorjeta pra não pagar duas vezes.

Vale a pena ir no Urko ou Zazu?

Se você curte alta gastronomia e quer viver uma experiência de jantar completa, sim — são dois dos melhores da América Latina. O Urko tem uma proposta mais autoral e experimental, focada em ingredientes andinos. O Zazu é mais clássico, com influência internacional. Ambos são caros, então programe-se no orçamento.

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Comer em Quito é uma das melhores partes da viagem: dá pra experimentar de tudo, dos menús del día populares às experiências premiadas do Urko e Zazu, sem quebrar o orçamento. Nossa dica final: reserva pelo menos uma noite de alta gastronomia, um almoço no Centro Histórico com vista pras igrejas, e algumas refeições em bistrôs de La Floresta. Você volta pra casa entendendo o Equador de um jeito que nenhum museu conta.