
Parma é uma daquelas cidades italianas em que a comida deixa de ser detalhe e vira o principal motivo da visita. A gente já foi umas vezes e sai de lá querendo voltar só pra comer mais uma vez o prosciutto di Parma, o culatello di Zibello, o Parmigiano Reggiano bem maturado e uma torta fritta quentinha na mesa.
Nesta matéria a gente reuniu os melhores restaurantes em Parma pra você encaixar no roteiro, com dica de faixa de preço, o que pedir em cada um e como não cair nas armadilhas mais comuns de turista brasileiro. E não esquece: aqui no nosso guia completo da Itália a gente reuniu tudo pra montar sua viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Uma dica de ouro logo de cara: em Parma, reserva mesa. As trattorias mais famosas lotam no jantar e a gente já ficou de fora achando que “era só chegar”. Não é.
1. Trattoria Corrieri
Se você tem uma refeição pra provar vários clássicos de Parma de uma vez, essa é a Corrieri. É uma trattoria tradicional, no centro histórico a poucos minutos da Piazza Garibaldi, com clima rústico, mesas próximas e o barulho gostoso de restaurante cheio de gente local.
O que a gente sempre pede: uma tábua de antipasto misto com prosciutto di Parma, culatello e salame, um cesto de torta fritta quentinha pra acompanhar (aquela massa frita levinha, ícone da cidade) e um tortelli d’erbetta — a massa recheada com ricota e ervas que talvez seja o prato mais parmigiano que existe. Fecha com uma taça de Lambrusco e você entendeu Parma.
Costuma abrir todos os dias no almoço (por volta das 12h) e no jantar (até por volta das 23h). Uma refeição simples com massa e taça de vinho gira em torno de €20 a €30 por pessoa; se você for de antipasto + primo + secondo + vinho, a conta pode chegar a €35 a €45. Reserva com pelo menos 1-2 dias de antecedência em alta temporada, principalmente pro jantar.

2. Ristorante Cocchi
Se você quer uma refeição assinatura da sua viagem — daquelas que a gente lembra por anos —, o Cocchi é a nossa aposta. É um dos grandes clássicos da cidade, com reconhecimento no Guia Michelin (recomendação, não estrela), e fica fora do miolo mais turístico, na Viale Antonio Gramsci. Ambiente elegante, mas sem aquela formalidade travada que às vezes cansa.
A cozinha aqui é a Parma clássica bem executada: anolini in brodo (massa pequena recheada, servida num caldo de carne longo — pratão de conforto), tortelli d’erbetta, carnes de cocção longa e cortes de porco típicos da Emilia-Romagna. Os frios e queijos são de altíssimo nível.
Faixa de preço: um menu com antipasto, primo e sobremesa fica em torno de €35 a €50 por pessoa. Se for jantar completo com vinho, entrada, primo e secondo, dá pra chegar a €50 a €70. Normalmente abre pra almoço e jantar de terça a sábado, com 1-2 dias de folga na semana — confere no Google Maps antes e reserva sempre, especialmente à noite.
A gente indica ele em contraste com a Corrieri: se a trattoria é a experiência mais autêntica e barulhenta, o Cocchi é a experiência mais refinada da mesma cozinha.
3. Osteria dello Zingaro
Essa é ótima pra encaixar no roteiro depois de visitar o Duomo e o Batistério — fica pertinho da Catedral. É uma osteria informal, aconchegante, com jeitão de lugar de bairro, frequentada tanto por moradores quanto por turistas que querem comida típica sem pompa.
Os frios fatiados na hora são o grande destaque: culatello, prosciutto di Parma, culaccia, spalla cotta. Pede uma tábua e se joga. Os tortelli (de abóbora ou de ricota com espinafre) e os pratos de carne também são excelentes.
Uma coisa importante que ninguém conta: em algumas osterias da região é comum ter carne de cavalo no cardápio — é tradicional na Emilia-Romagna. Não é surpresa desagradável, é cultural, mas fica o aviso pra você não pedir sem saber.
Faixa de preço: €20 a €30 pra um prato de massa ou carne com taça de vinho; €35 a €40 pra um menu completo. Reserva ou chega cedo, principalmente em alta temporada e fins de semana.
4. Osteria del 36
A Osteria del 36 é outro endereço que aparece nas recomendações do Guia Michelin pra Parma. É uma osteria tradicional, com pratos da Emilia-Romagna e jeitão mais antigo — bom pra quem quer comer como um morador e menos como turista.
Espera massas frescas típicas (tortelli, anolini, lasanhas), pratos de carne em estilo caseiro (cozidos lentamente) e queijos e frios de produtores próximos. Menu bem clássico, sem invenção, tudo bem executado.

Costuma abrir pra almoço (12h30 às 14h30) e jantar (20h às 22h30), de segunda a sábado, fechando aos domingos — mas confere antes de ir. Faixa de preço parecida com as outras osterias: €25 a €40 por pessoa, dependendo do quanto você pedir e da bebida.
5. Ristorante Angiol d’Or
Esse é pra quem quer combinar vista + boa comida. O Angiol d’Or fica bem em frente ao Duomo, na Piazza Duomo, e a vista à noite é linda. Restaurante histórico, ótimo pra jantar romântico ou uma refeição mais caprichada.
A cozinha é regional com apresentação mais refinada — tagliatelle, risotos, carnes acompanhadas de vegetais e uma seleção de sobremesas italianas clássicas. A carta de vinhos é boa. Costuma abrir todos os dias, no almoço (12h às 14h) e no jantar (19h às 23h), mas sempre confirma.

Faixa de preço: €40 a €60 por pessoa, dependendo dos pratos e do vinho. Bem mais caro que uma trattoria comum, mas o pacote (comida + localização + vista) justifica pra uma noite especial.
6. Ristorante La Forchetta
Muito citado por blogueiros de comida e viajantes que curtem gastronomia, o La Forchetta fica perto da Piazza Garibaldi e tem uma pegada mais contemporânea, com destaque pra pratos de peixe — coisa menos óbvia numa cidade que respira porco.
Ravioli, tortellini e opções de carnes cozidas também estão no menu, e a carta de vinhos é ampla. Ambiente organizado, mesas bem distribuídas, um pouco mais elegante. Normalmente aberto pra almoço e jantar de segunda a sábado (às vezes fecha aos domingos), com faixa de preço em torno de €35 a €55 por pessoa.

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Comprando ingressos e passeios em Parma
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O que comer em Parma: os clássicos que não podem faltar
Parma é considerada uma das capitais gastronômicas da Itália, e tem título da UNESCO como Cidade Criativa da Gastronomia. Traduzindo: dificilmente você come mal por lá, mas dá pra comer muito bem se souber o que pedir. Uma lista rápida do que a gente considera obrigatório:
- Parmigiano Reggiano — o rei dos queijos. Peça uma porção maturada 24 meses ou mais.
- Prosciutto di Parma — o presunto cru famoso, muitas vezes servido com melão ou com a torta fritta.
- Culatello di Zibello — um dos embutidos mais nobres da Itália. Mais delicado e mais caro que o prosciutto, e vale demais.
- Torta fritta — massa leve frita, servida ainda quente com frios. Prato pra dividir e ícone da cidade.
- Tortelli d’erbetta — massa recheada com ricota e ervas. Talvez o primeiro prato mais típico de Parma.
- Anolini in brodo — massinha recheada servida em caldo de carne. Conforto puro, especialmente no inverno.
- Cotechino — embutido de porco cozido, tipicamente de inverno.
O jeito parmigiano de comer é: antipasto de salumi + primo de pasta + dolce, com vinho local (Lambrusco vai muito bem). Prato único é raro por lá.
Sanduíches, gelato e salumerias: comer bem gastando pouco
Nem toda refeição precisa ser sentar em restaurante. Pra almoço rápido entre passeios, a galera indica muito o Pepen e a Clinica del Panino: sanduíches fartos com frios típicos por €10 a €15. Excelente custo-benefício.
Pra sobremesa, a Gioelia Cremeria é referência de sorvete artesanal, e a Pasticceria Bombé é ótima pra café da manhã com croissants. Nossa dica: almoço em trattoria, gelato caminhando pelo centro.
E se você tem apartamento ou quer levar presente pra casa, passa numa salumeria. A Salumeria Garibaldi, no centro, existe desde o século XIX e é ideal pra montar um piquenique com frios, queijo e vinho local.
Melhor época pra curtir a gastronomia de Parma
Parma funciona como destino gastronômico o ano todo, mas vale entender as diferenças:
- Primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro): clima mais agradável pra caminhar, visitar queijarias e produtores de presunto na região. É a melhor época pra combinar cidade + tours gastronômicos.
- Verão (julho e agosto): pode ser bem quente, e muitos italianos tiram férias em agosto — alguns restaurantes fecham por alguns dias. Confere sempre o Instagram do restaurante antes.
- Inverno (novembro a fevereiro): ideal pra pratos de caldo (anolini in brodo), cozidos, cotechino. Dias curtos, mas experiência gastronômica “de conforto” é imbatível.
Como se deslocar até os restaurantes
O centro histórico de Parma é compacto e caminhável. A maioria dos restaurantes desta lista (Corrieri, Zingaro, Angiol d’Or, La Forchetta, del 36) você chega a pé da estação central ou da Piazza Garibaldi sem esforço.
O Cocchi fica um pouco fora do centro — dá pra ir a pé se topar caminhar, ou pegar um táxi/ônibus urbano.
Agora, se você quer conhecer as queijarias de Parmigiano Reggiano e os produtores de culatello na região (que é o passeio gastronômico que vale mais a pena por lá), você vai precisar de carro. E aí vale falar do próximo tópico.
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Erros que os brasileiros cometem em Parma (e como evitar)
Depois de algumas viagens, a gente já viu (e cometeu) alguns erros clássicos por lá. Fica a lista pra você não repetir:
- Achar que dá pra chegar sem reserva. Trattorias famosas como Corrieri e restaurantes como Cocchi e Angiol d’Or lotam. Reserva com 1-2 dias de antecedência, principalmente no jantar.
- Querer jantar tarde demais. Em Parma, as cozinhas costumam encerrar por volta de 22h-23h. Chegar depois das 21h30 sem reserva é loteria. Planeja jantar entre 19h30 e 21h.
- Subestimar as porções. Antipasto de frios + primo + segundo é muita comida. A gente errou nessa: pediu tudo pra cada um e sobrou metade. Divide o antipasto, pelo menos.
- Pedir cappuccino depois do jantar. Na Itália, cappuccino é bebida de café da manhã. Depois de uma refeição, o certo é espresso. Não é regra rígida, mas o garçom vai te olhar torto.
- Ir a Parma e pedir pizza. A cidade é sobre massas, carnes e embutidos. Pizza você acha em qualquer lugar da Itália — em Parma, aproveita o que ela faz de melhor.
- Ter medo de pedir culatello ou Parmigiano bem maturado por achar caríssimo. Porções individuais em restaurantes saem em torno de €6 a €10 e valem cada centavo.
Seguro viagem pra Itália
Pra viajar pra Itália (e qualquer país do espaço Schengen), o seguro viagem é obrigatório por lei, com cobertura mínima de 30 mil euros. Fora a obrigatoriedade, um atendimento médico na Europa sem seguro sai muito caro — não é o tipo de risco que compensa correr.
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Chip de celular pra Itália
Poder usar o Google Maps, checar horários dos restaurantes, chamar Uber e reservar mesa direto do celular faz toda a diferença numa viagem gastronômica. A gente sempre viaja com esse chip de viagem, que a gente compra ainda no Brasil e chega em casa antes de embarcar. É só encaixar no celular quando pisar na Itália e já sai navegando, sem correria em aeroporto pra achar sinal.
Perguntas frequentes sobre restaurantes em Parma
Precisa reservar restaurante em Parma?
Nas trattorias e restaurantes mais famosos, sim. Corrieri, Cocchi, Angiol d’Or e La Forchetta lotam, principalmente à noite e nos fins de semana. Reserva com 1-2 dias de antecedência em alta temporada.
Qual o melhor restaurante em Parma pra experimentar os clássicos locais?
Pra provar vários clássicos numa refeição só (torta fritta, frios, tortelli), a Trattoria Corrieri é a nossa aposta. Se quer algo mais refinado da mesma cozinha, vai de Ristorante Cocchi.
Quanto custa jantar em Parma?
Depende do estilo. Em trattorias e osterias tradicionais, uma refeição completa fica entre €30 e €45 por pessoa. Em restaurantes mais elaborados (Cocchi, Angiol d’Or, La Forchetta), um jantar caprichado com vinho pode chegar a €50 a €70 por pessoa. Sanduíches em Pepen ou Clinica del Panino saem por €10 a €15.
Qual é a comida típica de Parma que não posso deixar de provar?
Prosciutto di Parma, culatello di Zibello, Parmigiano Reggiano bem maturado, torta fritta, tortelli d’erbetta e anolini in brodo. Se der tempo, também vale provar cotechino e outros embutidos de porco típicos da Emilia-Romagna.
Vale a pena visitar produtores de queijo e presunto em volta de Parma?
Vale muito. Existem visitas guiadas a queijarias de Parmigiano Reggiano (bem cedo, quando estão fazendo o queijo) e a produtores de prosciutto e culatello. Pra esses passeios, o ideal é ter carro alugado ou contratar um tour organizado.
Restaurantes em Parma abrem no domingo?
Varia bastante. Alguns fecham aos domingos (Osteria del 36 e La Forchetta costumam fechar), outros funcionam normalmente (Corrieri, Angiol d’Or). Confere sempre o Google Maps ou Instagram do restaurante antes de ir, e evite ir sem reserva no domingo à noite.
Em Parma tem restaurante com opção vegetariana?
Sim, e é mais fácil do que parece — as massas recheadas típicas (tortelli d’erbetta, tortelli de abóbora) são vegetarianas, assim como várias entradas de queijo. Só evite pedir substituição em pratos de carne; melhor mirar direto no que é vegetariano de origem.
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- Carro: pra transitar pela região e visitar produtores em volta de Parma, alugar um carro facilita muito. Veja como alugar um carro na Itália pelo menor preço possível.
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Parma é uma cidade que a gente sempre recomenda pra quem gosta de comer bem e quer conhecer uma Itália menos óbvia — sem as multidões de Roma ou Florença, mas com uma das cozinhas mais gostosas do país. Reserva os restaurantes, vai com fome e deixa espaço pro gelato depois. Buon appetito!