Tiergarten em Berlim

Berlim é daquelas cidades que mistura tudo: história pesada que dá um nó na garganta, arte de rua em cada esquina, parques enormes, vida noturna que entra pela manhã e uma cena gastronômica multicultural deliciosa. E o melhor: tudo bem conectado por metrô, trem urbano, bonde e ônibus. Aqui a gente reuniu os 12 passeios imperdíveis em Berlim, com dicas práticas de horário, preço médio e como chegar.

Uma coisa que a gente aprendeu na prática: Berlim é gigante e espalhada. Quem tenta fazer tudo em 2 dias acaba transformando a viagem numa maratona cansativa. O ideal é reservar pelo menos 4 ou 5 dias pra curtir os principais pontos com calma e ainda sobrar tempo pra perder pelos bairros descolados.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Berlim a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato em tudo — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

1. Portão de Brandemburgo e Pariser Platz

O Portão de Brandemburgo é o símbolo máximo de Berlim e parada obrigatória de qualquer roteiro. Esse antigo portão de cidade, do século XVIII, virou símbolo da divisão durante o Muro e, depois de 1989, da reunificação alemã. Fica na Pariser Platz, bem no coração da cidade.

A área é aberta 24h e o acesso é gratuito. Pra chegar, é só descer na estação Brandenburger Tor (S-Bahn e U-Bahn). A dica de fotógrafo aqui é simples: vá no amanhecer ou no final da tarde, quando a luz fica linda e o pôr do sol atrás do portão rende imagens incríveis.

Portão de Brandemburgo em Berlim

Aproveite que tudo fica pertinho: dá pra emendar uma caminhada até o Reichstag, o Memorial do Holocausto e o Tiergarten, todos a poucos minutos a pé. Uma curiosidade que a gente acha sensacional: durante a Guerra Fria, o Portão ficou isolado na chamada “terra de ninguém” entre as duas Alemanhas. Só depois da queda do Muro virou ponto de encontro de Ano-Novo e grandes eventos.

Onde comprar os ingressos dos passeios de Berlim

Antes de seguir pela lista, vai uma dica que economiza muito dinheiro. A principal regra é: compre os ingressos e passeios sempre com antecedência, pela internet. Na bilheteria sai mais caro, pode já estar esgotado pro dia que você quer e ainda faz você perder um tempão na fila.

Outra coisa importante é o IOF. Se você compra no site oficial das atrações, a cobrança vem na moeda do outro país: você paga o IOF e não dá pra parcelar. Por isso a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens. Ele é um dos maiores do mundo, tem praticamente todos os ingressos e passeios de Berlim e costuma ter o menor preço.

A maior vantagem é que o pagamento já é em reais (evitando o IOF) e dá pra parcelar. Mas tem mais:

  • Free tours: ele oferece tours a pé gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final, se quiser.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum, ótimo pra quem ainda está fechando o roteiro.
  • Transfer do aeroporto: muitas vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (sem golpe de taxista com turista) e o motorista te espera com uma placa com seu nome no desembarque.
  • Atendimento em português: suporte 24h, tudo na nossa língua se precisar.

Em Berlim, vale muito reservar com antecedência os tours sobre o Terceiro Reich e a Guerra Fria, os passeios de barco pelo rio Spree e os walking tours de street art — são os mais procurados e enchem rápido na alta temporada.

2. Reichstag e a cúpula de vidro

O Reichstag é o prédio do Parlamento alemão, e visitar a cúpula de vidro projetada por Norman Foster é um dos passeios mais legais da cidade. A cúpula simboliza a transparência política e ainda entrega uma vista panorâmica de Berlim de quebra.

A visita é gratuita, mas exige reserva antecipada online com horário marcado. E aqui vai o erro mais comum: muita gente chega sem reserva e descobre na hora que não dá pra entrar, ou que só há vaga pra dias depois. Reserve com alguns dias de antecedência, principalmente na alta temporada, e leve o passaporte pra conseguir entrar.

Reichstag em Berlim

A dica de ouro é subir no fim da tarde: você vê Berlim ainda de dia e fica pra acompanhar a cidade se iluminando após o pôr do sol. Uma curiosidade marcante: o prédio foi incendiado em 1933, episódio usado pelos nazistas como pretexto pra endurecer o regime. Depois da reunificação, foi restaurado e voltou a ser sede do Parlamento.

3. Memorial do Holocausto

O Memorial aos Judeus Mortos da Europa é um dos passeios mais impactantes e silenciosos de Berlim. São 2.711 blocos de concreto de diferentes alturas, espalhados num terreno ondulado de 19 mil metros quadrados, pertinho do Portão de Brandemburgo. Você caminha entre eles e a sensação de desorientação é proposital.

A área externa é aberta 24h e gratuita. Embaixo fica o Centro de Informação, com exposição de histórias de famílias, cartas e documentos — entrada também gratuita, geralmente aberto de manhã à tarde (pode ter fila na alta temporada).

Memorial do Holocausto em Berlim

Um pedido importante: evite fotos “engraçadas” ou subir nos blocos. É um memorial às vítimas e merece respeito. A arquitetura aberta, sem placas explicativas na superfície, é de propósito — a ideia é você sentir o espaço antes de racionalizar a história. Dá pra combinar com a Topografia do Terror e o Memorial do Muro no mesmo dia pra fazer um roteiro histórico completo.

4. East Side Gallery

A East Side Gallery é a maior galeria de arte a céu aberto do mundo: cerca de 1,3 km do antigo Muro de Berlim coberto por murais. Em 1990, cerca de 118 artistas de vários países pintaram o lado leste do muro com obras sobre liberdade, direitos humanos e queda de fronteiras.

É uma rua aberta 24h e gratuita. Pra chegar, desça na Warschauer Straße ou na Ostbahnhof (S-Bahn). O mural mais famoso é o do “beijo” entre Brezhnev e Honecker — que sempre tem fila pra foto.

East Side Gallery em Berlim

Vá em horário de luz boa (manhã ou fim de tarde) pra fotografar e já aproveite pra explorar o bairro de Friedrichshain ao redor, cheio de bares, cafés e vida noturna. Alguns murais foram restaurados por causa do desgaste do tempo e do excesso de visitantes.

5. Alexanderplatz e a Torre de TV

A Alexanderplatz é uma das praças mais movimentadas de Berlim, no coração de Mitte. Era importante já na época da RDA e hoje concentra lojas, shoppings, hotéis, cafés, cinemas, o Relógio Mundial, a Fonte da Amizade entre os Povos e a imensa Torre de TV (Fernsehturm).

A Torre de TV é o edifício mais alto de Berlim e oferece uma das melhores vistas 360º da cidade, com direito a restaurante giratório. O ingresso fica na faixa do que se paga por mirantes de grandes capitais europeias — em geral em torno de 20 a 30 euros. Comprar com antecedência ajuda a fugir das filas longas, que aparecem no verão e nos fins de semana.

Alexanderplatz em Berlim

Suba num dia claro pra aproveitar a vista de verdade — a gente já subiu num dia nublado e o cinza tomou conta de tudo. Aproveite pra caminhar até o Hackescher Markt, com bares, lojas e pátios internos charmosos, e até a Ilha dos Museus, tudo a pé. A torre foi inaugurada nos anos 1960 pela Alemanha Oriental, como símbolo de poder tecnológico socialista.

6. Museu Pergamon

Na Ilha dos Museus fica o Museu Pergamon, famoso por abrigar reconstruções impressionantes de monumentos históricos, como o Altar de Pérgamo, o Portão do Mercado de Mileto e o Portão de Ishtar da Babilônia. É de cair o queixo.

Museu Pergamon em Berlim

Atenção a um detalhe que decepciona muita gente: o Pergamon passa por uma reforma em fases, com fechamento parcial de seções importantes (incluindo o Altar de Pérgamo) por alguns anos. Quem vai “só pelo Altar” pode tomar um susto. Antes de incluir o museu no roteiro, confira sempre o que vai estar aberto na sua data de viagem.

7. Ilha dos Museus (Museumsinsel)

Além do Pergamon, a Ilha dos Museus reúne outros quatro grandes museus mundialmente conhecidos: Altes Museum, Neues Museum, Alte Nationalgalerie e Museu Bode. Esse conjunto, no meio do rio Spree, é tombado pela UNESCO e é parada obrigatória pra quem curte um dia mais cultural.

Ilha dos Museus em Berlim

Os museus costumam abrir das 10h às 18h, e existe um passe que inclui vários deles, geralmente mais vantajoso que comprar ingresso avulso. O ingresso de museu em Berlim costuma custar em torno de 10 a 20 euros, dependendo da instituição. Reserve pelo menos meio dia pra um museu como o Neues, ou um dia inteiro pra explorar a ilha com calma. Bem ao lado fica a Catedral de Berlim (Berliner Dom), com interior suntuoso e acesso à cúpula com vista do alto.

8. Potsdamer Platz

A Potsdamer Platz é uma área moderna, com arquitetura contemporânea, lojas, restaurantes e o famoso Sony Center. Ela combina elementos históricos preservados, como a torre de observação do antigo Potsdamer Bahnhof, com estruturas atuais e espaços públicos bem desenhados.

Por ali estão atrações como o Sony Center, o Potsdamer Platz Arkaden, a Berliner Philharmonie e, a poucos passos, o Memorial do Holocausto. É um ótimo contraste pra quem quer ver a Berlim reconstruída e futurista logo depois de mergulhar na história pesada.

Potsdamer Platz em Berlim

9. Palácio de Charlottenburg

Construído no final do século XVII como residência de verão da rainha Sophie Charlotte, o Palácio de Charlottenburg é o maior palácio de Berlim. Ao longo dos séculos passou por expansões e reformas, misturando estilos barroco, rococó e neoclássico.

O complexo tem várias alas, salões cerimoniais, galerias de arte e uma capela. Dá pra visitar a Ala Antiga, a Ala Nova e os jardins extensos no estilo francês, com lagos, fontes, estátuas e pavilhões. A entrada no palácio fica na faixa do que se paga por castelos europeus de grande porte e tem opção de audioguia (alguns inclusive em português). Os jardins, em grande parte, são gratuitos.

Palácio de Charlottenburg em Berlim

Reserve meio dia pra interior mais jardins. No verão, vale levar um lanche e fazer piquenique nas áreas permitidas do parque. O palácio foi bastante danificado na Segunda Guerra e restaurado no pós-guerra — é um belo contraponto à imagem moderna e alternativa de Berlim.

10. Tiergarten e a Coluna da Vitória

O Tiergarten é o maior parque de Berlim e o lugar perfeito pra dar uma pausa entre tantos museus e memoriais. Tem lagos, trilhas, monumentos, o memorial de guerra soviético e o famoso Siegessäule (Coluna da Vitória), que tem um mirante no topo.

O parque é aberto 24h e gratuito. A subida na Coluna da Vitória custa em torno do valor de uma atração simples, mas atenção: é por escadaria, sem elevador. Vale o esforço pela vista da avenida central e do verde ao redor.

Tiergarten em Berlim

O Tiergarten já foi área de caça da realeza e hoje é o quintal dos berlinenses, especialmente aos domingos: tem gente fazendo piquenique, churrasco, corrida e passeio com cachorro. No outono, fica especialmente lindo com as folhas amarelas e vermelhas. Combine com o Portão de Brandemburgo e o Reichstag, que ficam pertinho.

11. Kreuzberg e Friedrichshain

Esses dois bairros mostram a Berlim mais alternativa, multicultural e jovem. São conhecidos pela arte de rua, bares, clubes, cafés, brechós e restaurantes de todas as nacionalidades, com um clima boêmio gostoso. Em Kreuzberg, os bares à beira do canal Landwehr são programa certo.

A comida é um capítulo à parte: você acha currywurst por alguns euros, kebab turco em cada esquina e refeições casuais com bebida saindo em torno de 20 a 35 euros por pessoa. Uma refeição mais simples, tipo currywurst ou sanduíche, fica entre 5 e 10 euros.

Kreuzberg em Berlim

Se for sair à noite, planeje a volta: muitos clubes só engrenam de verdade depois da meia-noite e alguns vão até a manhã seguinte. Cheque as rotas de metrô noturno ou tenha um app de transporte à mão. Aproveite que a East Side Gallery fica em Friedrichshain e emende os dois passeios.

12. Checkpoint Charlie e o Mauermuseum

O Checkpoint Charlie foi o ponto de travessia mais famoso entre a Berlim Oriental e a Ocidental durante a Guerra Fria, com a clássica placa “You are leaving the American sector”. Fica no bairro de Mitte, no centro.

Hoje, no local, há o Mauermuseum (Museu do Muro), dedicado à história do Muro e às tentativas de fuga do Leste pro Oeste, com objetos, relatos e documentos da época. O ingresso fica na faixa de um museu histórico europeu de médio porte.

Checkpoint Charlie em Berlim

Sinceridade aqui: o posto em si é bem turístico e pode decepcionar quem espera algo “autêntico”. O verdadeiro valor está no museu, que dá um entendimento muito mais profundo da Guerra Fria — esse lugar chegou a ter tanques americanos e soviéticos se encarando nos anos 1960. Quem quer entender o Muro na prática deve combinar a visita com o Memorial do Muro, na Bernauer Straße, com trecho preservado, torre de vigia e a chamada “faixa da morte”.

Erros comuns de brasileiros em Berlim (e como evitar)

Pra você não cair nas mesmas armadilhas de sempre, anota essas dicas que valem ouro:

  • Subestimar o tamanho da cidade: Berlim é espalhada. Tentar fazer tudo em 2 dias vira maratona. Reserve de 4 a 5 dias.
  • Não reservar a cúpula do Reichstag com antecedência: sem reserva, você simplesmente não entra.
  • Não checar o que está em obra: o Pergamon está em reforma por fases. Confira antes o que vai estar aberto.
  • Esperar um centro medieval: Berlim é moderna e reconstruída, não se parece com Rothenburg. O charme aqui é histórico-político e cultural.
  • Empilhar visitas pesadas no mesmo dia: Memorial do Holocausto, Topografia do Terror e memorial do Muro são emocionalmente intensos. Divida em dois dias.
  • Ficar só nas áreas turísticas: Mitte e Alexanderplatz não são tudo. A alma da cidade está em Kreuzberg, Friedrichshain e Prenzlauer Berg.
  • Errar a zona do transporte: Berlim tem zonas AB, BC e ABC. Pra ir até Potsdam, por exemplo, precisa do bilhete que inclua a zona C. E valide o bilhete antes da primeira viagem — os fiscais aparecem e a multa é alta.

Quando ir e dicas de transporte

A primavera (abril a junho) tem clima agradável e parques floridos. O verão (julho e agosto) traz dias longos e cheios de festivais, mas a cidade fica mais cheia e cara. O outono (setembro e outubro) pinta tudo de cores lindas, e o inverno é frio e de dias curtos, mas com os charmosos mercados de Natal em dezembro.

O transporte público é integrado e ótimo: metrô (U-Bahn), trem urbano (S-Bahn), ônibus e bondes. Pra quem vai turistar pesado, o passe diário ou de vários dias costuma valer muito a pena. E, se sobrar tempo, vale encaixar um passeio de barco pelo rio Spree (cerca de 1h, passando por pontos como Museu Bode, Catedral e Reichstag) e uma volta pelos mercados de pulgas (Flohmarkt) de domingo, como o do Mauerpark.

Pra aproveitar bem tantos pontos turísticos, ficar numa boa localização faz TODA a diferença em Berlim — economiza tempo de transporte e energia pro fim do dia. Olha aqui a melhor região pra se hospedar na cidade:

Onde ficamos em Berlim (e 3 hotéis bons e baratos!)

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Perguntas frequentes sobre passeios em Berlim

Quantos dias são ideais para conhecer Berlim?

O ideal é reservar de 4 a 5 dias pra ver os principais pontos com calma. A cidade é muito espalhada e tentar fazer tudo em 2 dias vira uma maratona cansativa.

Precisa pagar pra entrar na cúpula do Reichstag?

Não, a visita à cúpula é gratuita. Mas exige reserva antecipada online com horário marcado e você precisa levar o passaporte pra entrar. Reserve com alguns dias de antecedência, porque os horários esgotam rápido.

O Museu Pergamon está aberto?

O Pergamon passa por uma reforma em fases, com seções importantes fechadas por alguns anos, incluindo o Altar de Pérgamo. Antes de incluir no roteiro, confira sempre o que vai estar aberto na sua data de viagem.

Quanto custa um ingresso de museu em Berlim?

Em geral, fica em torno de 10 a 20 euros, dependendo da instituição. Existe um passe que inclui vários museus da Ilha dos Museus, que costuma valer mais a pena que comprar avulso.

Vale a pena subir na Torre de TV?

Vale, pela vista 360º da cidade. O ingresso costuma ficar em torno de 20 a 30 euros e vale comprar com antecedência pra fugir das filas. A dica é subir num dia claro pra aproveitar mesmo a vista.

Quais passeios de Berlim são gratuitos?

Vários: o Portão de Brandemburgo, a área externa do Memorial do Holocausto, a East Side Gallery, a Topografia do Terror, o Memorial do Muro e o parque Tiergarten. Dá pra montar um ótimo roteiro gastando pouco.

É preciso alugar carro para conhecer Berlim?

Não. Berlim tem um transporte público excelente e integrado (metrô, trem urbano, ônibus e bondes), e os principais pontos são bem conectados. Um passe diário ou de vários dias resolve tudo sem dor de cabeça com estacionamento.

Economize ao máximo na sua viagem a Berlim

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Berlim não é uma cidade de cartão-postal bonitinho — ela é intensa, faz pensar e surpreende justamente por isso. Quando a gente foi, o que mais marcou foi a forma como a história e a vida moderna convivem lado a lado, num quarteirão um memorial pesado, no outro um bar lotado de gente jovem. Monte um roteiro com calma, divida os dias temáticos e deixe espaço pra se perder pelos bairros. Boa viagem!