
Turim costuma ficar de fora dos roteiros básicos da Itália — todo mundo corre pra Roma, Florença e Veneza — mas a gente garante: quem inclui Turim na viagem se surpreende. Foi a primeira capital da Itália, tem uma das maiores coleções egípcias do mundo, cafés históricos do século XVIII e uma elegância barroca que vem da Casa de Saboia.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como o centro é compacto e caminhável. Dá pra ver praticamente tudo a pé, entre Piazza Castello, Via Roma e Via Garibaldi, com pausas em cafés clássicos no meio do caminho. É uma cidade que pede ritmo mais lento — museus, praças, gelato, mais museus.
Nessa matéria a gente reuniu os 10 pontos turísticos em Turim que valem mesmo o tempo do viajante, com dicas práticas de horários, ingressos e o que fazer pra não cair em armadilha de turista. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Turim a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1. Museu Egípcio
O Museu Egípcio de Turim é um dos mais importantes do mundo dedicados ao Egito antigo, perdendo só pro do Cairo em algumas categorias. São mais de 30 mil artefatos entre múmias, sarcófagos, estátuas e objetos do cotidiano dos antigos egípcios — uma coleção que muita gente nem imagina existir fora do Egito.
O prédio em si, que já foi um colégio, tem uma arquitetura impressionante que combina com o valor das coleções. As seções são organizadas por temas e períodos históricos, e a curadoria é excelente: dá pra passar facilmente meio dia ali sem cansar.
Dica que a gente sempre dá: é uma das atrações mais procuradas da cidade, então comprar o ingresso com antecedência evita perder tempo na fila. Dá pra fazer a visita também de forma guiada com esse site que a gente usa em todas as viagens, que tem guias em português e ingressos sem fila.

2. Palácio Real de Turim
O Palácio Real (Palazzo Reale), Patrimônio Mundial da UNESCO, foi a residência oficial da Casa de Saboia por séculos e é um dos grandes exemplos de arquitetura barroca no norte da Itália. A Capela da Rainha, com obras de arte espalhadas pelas salas, é uma das partes mais impressionantes da visita.
Os Jardins Reais, nos fundos do palácio, são igualmente encantadores. Tem fontes, esculturas e áreas com flores que oferecem um espaço tranquilo no meio da cidade — ótimo pra dar uma pausa entre uma visita e outra.
Pra entender melhor o papel de Turim como antiga capital e o peso da Casa de Saboia, vale fazer o passeio com guia. Confira esse aqui que tem opções em português e cancelamento grátis.

3. Mole Antonelliana
A Mole Antonelliana é o símbolo visual de Turim — aquela silhueta com o pináculo altíssimo que aparece em todo cartão postal da cidade. Começou a ser projetada em 1863 pra ser uma sinagoga, mudou de propósito várias vezes e hoje abriga o Museu Nacional do Cinema, um dos mais legais da Europa pra quem gosta da sétima arte.
O interior é genial: tem poltronas reclináveis no centro do salão principal onde dá pra deitar e assistir trechos de filmes projetados, exposições interativas, pôsteres originais, trajes, equipamentos de filmagem — uma viagem pela história do cinema mundial.
O ponto alto (literalmente) é o elevador panorâmico que sobe pelo centro do prédio até um mirante com vista 360° de Turim e dos Alpes ao fundo. É uma das partes mais disputadas da visita, então vale reservar com antecedência. O ingresso combinado (museu + elevador) costuma sair em torno de €9 a €12 por pessoa.

Onde comprar os ingressos da Itália?
Antes de seguir pra lista das próximas atrações, uma dica importante pra economizar muito na compra dos ingressos e passeios em Turim e na Itália em geral.
Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato. Nas bilheterias, além de ser mais caro, o ingresso pode estar esgotado pra o dia desejado, e você ainda perde um tempão na fila — especialmente no Museu Egípcio e na Mole.
Dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, é compra na moeda estrangeira — paga IOF e não dá pra parcelar. Procure sites que já tenham pagamento em reais.
Um site que a gente tem usado muito em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios. Já é um dos lugares mais baratos, e a maior vantagem é que dá pra pagar em reais (evitando o IOF) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final do passeio.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
- Transfer: tem também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (o que evita golpe de taxista) e o motorista te espera com uma placa com seu nome na saída do desembarque.
- Atendimento em português: suporte 24h em português se precisar.
4. Piazza Castello
A Piazza Castello é o coração de Turim — a praça que organiza boa parte do centro histórico e por onde a gente sempre recomenda começar o passeio a pé. É cercada por edifícios importantes como o Palácio Real, o Palazzo Madama e a Igreja de San Lorenzo, então funciona como uma aula a céu aberto sobre a história da cidade.
O ambiente costuma ser bem animado, com eventos culturais, feiras temáticas e performances ao ar livre acontecendo em vários momentos do ano. Tem também cafés e restaurantes em volta onde dá pra sentar, tomar um café (ou um aperitivo no fim da tarde) e observar o movimento.
Dica nossa: comece o dia por aqui, faça um café num dos bares da praça e use a Piazza como ponto de referência pra seguir pra Via Roma, Via Garibaldi ou direto pro Palácio Real — está tudo a poucos minutos a pé.

5. Catedral de São João Batista (Duomo di Torino)
A Catedral de São João Batista é o principal templo religioso de Turim e fica famosa mundialmente por abrigar o Santo Sudário — a relíquia que, segundo a tradição cristã, teria envolvido o corpo de Cristo após a crucificação. O sudário em si não fica exposto à visitação a maior parte do tempo, mas a capela onde é guardado já vale a parada.
O interior da catedral é impressionante, com altares elaborados e obras de arte que adornam as paredes. A entrada é gratuita e fica bem do lado da Porta Palatina, então dá pra encaixar facilmente no roteiro.

6. Porta Palatina
Logo ao lado da catedral está a Porta Palatina, um dos vestígios romanos mais bem preservados do norte da Itália. Muita gente passa rápido por ali sem perceber, mas vale uma parada — é uma forma de mostrar que Turim vai muito além do barroco e da era Saboia. A cidade tem raízes romanas profundas, e essa porta é a prova viva disso.
É uma parada rápida (15-20 minutos resolvem) e bem fotogênica, principalmente no fim da tarde quando a luz bate nas torres. Como fica colada na catedral, dá pra fazer as duas coisas no mesmo bloco.
7. Museu Nacional do Automóvel
Pra quem curte design industrial e história da engenharia, o Museu Nacional do Automóvel é uma surpresa. Com mais de 200 veículos na coleção, ele conta a evolução do design e da engenharia automotiva — e faz sentido estar em Turim, já que a cidade é a sede histórica da Fiat e o coração da indústria automobilística italiana.
A arquitetura do museu é moderna e impressionante, com um interior pensado pra imersão nas exposições. Dá pra ver carros antigos, esportivos, protótipos e modelos que marcaram época. As exibições interativas ajudam quem não é tão expert do assunto a se familiarizar com a cultura automotiva italiana e seu impacto no mundo.
Fica um pouco mais afastado do centro do que as outras atrações dessa lista, mas o metrô resolve fácil.

8. Parque del Valentino e Borgo Medievale
O Parque del Valentino é uma das áreas verdes mais agradáveis de Turim, às margens do rio Pó. Tem jardins bem cuidados, trilhas pra caminhada e áreas pra piquenique — ideal pra dar uma respirada entre tantos museus e palácios.
Dentro do parque ficam duas atrações que valem a parada: o Castelo do Valentino, que hoje abriga a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Turim, e o Borgo Medievale, uma recriação fiel de uma vila medieval italiana construída no século XIX pra uma exposição e que ficou de pé até hoje. Dá pra caminhar pelas vielas, ver as casas reconstruídas e até entrar na fortaleza — entrada gratuita pra área externa.
É uma combinação boa: natureza, fotografia, história e uma caminhada gostosa pela margem do rio.

9. Basílica de Superga
A Basílica de Superga fica numa colina com vista privilegiada pra Turim e pros Alpes ao fundo. Foi construída no século XVIII e é famosa pela arquitetura barroca e por ser o local de descanso da família real da Casa de Saboia — tem uma cripta com os túmulos reais que pode ser visitada.
Mas o grande barato da visita é o funicular Sassi-Superga, um dos funiculares históricos mais conhecidos da Itália, que sobe a colina por uma trilha cênica. Vale considerar o trajeto não só como deslocamento, mas como parte da experiência. No alto, além da basílica, tem o mirante com uma das melhores vistas de Turim.
Dica: confirme dias e horários de funcionamento do funicular antes de subir, porque a programação varia bastante.

10. Mercado de Porta Palazzo e os cafés históricos
Pra fechar a lista, duas experiências que mostram a Turim mais popular e cotidiana — e que muita gente esquece de incluir.
O Mercado de Porta Palazzo é um dos maiores mercados ao ar livre e cobertos da Europa. É onde os turineses fazem compra de verdade: frutas, queijos, pães, embutidos, peixes e refeições prontas a preços muito mais amigáveis que os do centro turístico. A gente sempre recomenda incluir uma manhã ali — é o melhor jeito de provar comida local sem gastar muito e ver a cidade num ritmo real.
Já os cafés históricos são uma instituição em Turim. O Al Bicerin, fundado em 1763, é o mais famoso e ficou conhecido por popularizar o bicerin, uma bebida típica feita com café, chocolate quente e creme servida em copinhos. Os preços ficam acima da média de bar comum, mas vale como experiência — é entrar num lugar que serve a mesma receita há mais de 250 anos.
Dicas pra aproveitar melhor Turim
Depois de já ter ido algumas vezes, ficam algumas dicas que fazem diferença:
- Reserve ingressos com antecedência, principalmente Museu Egípcio e Mole Antonelliana — as duas atrações mais procuradas e que costumam esgotar nos horários melhores.
- Cheque horários no dia da visita: museus e igrejas em Turim variam bastante de dias e horários, e algumas atrações ficam fechadas em dias específicos da semana.
- Use o centro a pé: a maioria das atrações fica concentrada entre Piazza Castello, Via Roma, Via Garibaldi e a área da catedral, então caminhar economiza tempo e dinheiro.
- Separe tempo pra pausas de café e comida, porque Turim é forte em gastronomia. A gente errou nessa na primeira viagem: tentou ver tudo correndo e perdeu o melhor da cidade, que é o ritmo lento.
- Não foque só nos monumentos: incluir Porta Palazzo, um café histórico e o Parque Valentino faz a viagem ficar muito mais completa.
Melhor época pra visitar Turim
Turim funciona bem o ano todo, mas a melhor época pra caminhar pelo centro e pelos parques costuma ser a primavera e o começo do outono, quando o clima fica ameno e dá pra explorar a cidade a pé sem sofrer com frio ou calor.
O inverno na cidade é frio (Turim fica no pé dos Alpes), mas a cidade continua super interessante pelos museus e cafés históricos — que aliás ganham um charme extra com o frio. Já dias úteis tendem a ser melhores que fins de semana nas atrações mais procuradas, principalmente Museu Egípcio e Mole.
Seguro viagem é obrigatório pra Itália
Antes de embarcar, lembra que pra entrar no espaço Schengen (a Itália faz parte) o seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros é obrigatório por lei. Não é opcional, podem pedir na imigração — e atendimento médico na Europa fora do seguro custa uma fortuna.
A gente sempre faz o seguro por esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras e já vem com 18% de desconto exclusivo aplicado no link. Pagamento em reais, parcelado e com cobertura adequada pra Schengen.
Chip de celular pra usar na Itália
Outra coisa que a gente nunca abre mão é ter internet o tempo todo na viagem — pra usar Google Maps, traduzir cardápio, chamar Uber, ver horário de museu. Esse chip de viagem que a gente usa resolve fácil: chega na sua casa antes da viagem, dá pra ativar no Brasil e já desembarcar em Turim com internet funcionando.
Onde ficamos em Turim (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Turim é no centro histórico da cidade. É ali que estão concentradas muitas das principais atrações, como o Palácio Real, o Museu Egípcio e a Mole Antonelliana.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre os pontos turísticos de Turim
Quantos dias são ideais pra conhecer Turim?
De 2 a 3 dias dá pra ver as principais atrações com calma — Museu Egípcio, Mole Antonelliana, Palácio Real, centro histórico e Superga. Com 1 dia dá pra fazer só o básico do centro. Pra incluir o Museu Nacional do Automóvel e bate-volta pra alguma cidade vizinha, vale esticar pra 4 dias.
Vale a pena comprar o cartão turístico de Turim?
O Torino+Piemonte Card costuma valer a pena se você pretende visitar pelo menos 3 ou 4 museus em sequência, porque inclui entrada em várias atrações e desconto no funicular de Superga. Pra quem vai focar em pouca coisa, comprar ingresso avulso pode sair mais barato.
Turim é uma cidade segura?
Sim, Turim é considerada uma cidade segura pra turistas. Vale o cuidado normal de qualquer cidade grande europeia: atenção a batedores de carteira em transporte público, mercados lotados (como Porta Palazzo) e estação de trem. Evitar áreas mais afastadas à noite também é uma boa.
Como ir de Milão pra Turim?
O caminho mais prático é de trem: os Frecciarossa e Italo fazem o trajeto em cerca de 1 hora entre as estações Milano Centrale e Torino Porta Nuova, com várias saídas diárias. Comprar com antecedência costuma sair bem mais barato.
O Santo Sudário fica exposto pra visitação?
Não, o Santo Sudário fica guardado na Catedral de São João Batista e só é exposto ao público em ocasiões especiais, definidas pela Igreja. Mas dá pra visitar a capela onde ele é guardado e conhecer a história da relíquia.
Vale a pena subir na Mole Antonelliana?
Sim, e muito. O elevador panorâmico no centro do prédio dá uma vista 360° de Turim e dos Alpes ao fundo, e o ingresso combinado com o Museu Nacional do Cinema costuma sair em torno de €9 a €12. É uma das melhores experiências da cidade.
Onde provar a bebida bicerin típica de Turim?
O lugar clássico é o Al Bicerin, fundado em 1763, na Piazza della Consolata. É o café que popularizou a bebida (café, chocolate quente e creme) e mantém a receita original. Outros cafés históricos do centro também servem, mas o Al Bicerin é o mais tradicional.
Economize ao máximo na sua viagem à Itália:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Itália, com todas as dicas pra economizar ao máximo sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Itália da forma mais barata e segura.
- Carro: esse é um item que facilita muito pra transitar no continente e nas ilhas. Se você estiver pensando em alugar um, não deixe de ler como alugar um carro na Itália. São dicas de como alugar um veículo pelo menor preço possível.
- Euros: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para a Itália, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupações? Já garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui. É mais fácil e barato.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Roma pra saber qual é a melhor localização e como economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro, e é super importante fazer um seguro viagem pra estar coberto contra imprevistos. Veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
Turim é uma daquelas cidades que a gente sempre recomenda pra quem já fez a viagem clássica da Itália e quer descobrir uma face menos óbvia do país. Tem a elegância do barroco, a riqueza dos museus, a tradição dos cafés e uma comida espetacular — sem a multidão de Roma ou Florença. Boa viagem!