
Se tem um destino que a gente sempre recomenda pra quem quer ver a Patagônia num jeito relativamente fácil, é El Calafate. A cidade é pequena, o centrinho é caminhável e, a poucas horas dali, tá um dos glaciares mais espetaculares do mundo — o Perito Moreno — mais o Lago Argentino, El Chaltén e até um bate-volta ao lado chileno, em Torres del Paine.
Neste guia, a gente reuniu os 10 passeios imperdíveis pra fazer em El Calafate e arredores, com dicas práticas de quem já foi, faixas de preço, melhor época, erros comuns de turista e o que faz cada tour valer a pena. A ideia é te ajudar a escolher o que combina com seu perfil e economizar de verdade na hora de fechar tudo.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de El Calafate a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1) Passarelas do Glaciar Perito Moreno
Esse é o passeio de El Calafate — se você fizer só um, faça esse. O Perito Moreno fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares, a cerca de 80 km da cidade (mais ou menos 1h30 de van/carro), e as passarelas em frente ao paredão de gelo são um espetáculo à parte. Tem vários níveis, mirantes em diferentes alturas e, com sorte, você presencia o desprendimento de blocos gigantes de gelo caindo no lago com um estrondo que ninguém esquece.
O parque funciona todos os dias do ano, com horário mais estendido na alta temporada (por volta das 8h às 20h) e fechamento um pouco mais cedo no inverno. Uma dica que a gente aprendeu na prática: chega cedo. As passarelas ficam bem mais vazias logo na abertura, a luz pra fotos é melhor e você aproveita com calma.
Dá pra ir por conta, alugando carro ou pegando remis, ou fazer com agência (que já inclui transfer do hotel e guia). Se for na sua, leve lanche e água — os cafés perto do mirante são bem mais caros do que na cidade. E vá em camadas de roupa: mesmo no verão, o vento é forte e o clima muda em minutos.
A entrada do parque costuma sair em torno de R$ 150–R$ 220 por pessoa (paga em pesos na hora), e o tour organizado saindo de El Calafate fica em torno de R$ 300 por adulto sem barco. A gente errou uma vez: comprou só o transfer barato, chegou tarde e sobrou pouco tempo pras passarelas. Não vale a economia.
Esse site que a gente usa em todas as viagens tem a excursão completa com transfer, guia bilíngue e opção com passeio de barco incluso. A vantagem é que dá pra pagar em reais (sem IOF), parcelar, tem cancelamento gratuito e o atendimento é em português 24h.

2) Safari Náutico — navegação em frente ao Perito Moreno
Depois de ver o glaciar de cima nas passarelas, olha ele de baixo. O Safari Náutico é uma navegação curta (cerca de 1 hora) que sai do Puerto Bajo de las Sombras e chega bem perto do paredão sul do Perito Moreno. A escala do glaciar visto do barco é totalmente diferente — 60 a 80 metros de parede de gelo bem na sua cara.
Os dois passeios (passarelas e barco) são complementares, não substitutos. Muita gente acha que a navegação já mata a atração e economiza — não mata. Se der pra combinar os dois no mesmo dia, melhor.
O valor gira em torno de R$ 250–R$ 400, dependendo da época e do câmbio. Fica atento: nos decks externos o vento é gelado mesmo no verão, então proteja bem o celular e a câmera dos respingos. E reserve com antecedência, principalmente entre dezembro e fevereiro — costuma esgotar.
Uma curiosidade legal: o Perito Moreno é um dos poucos glaciares do mundo em equilíbrio. Diferente da maioria, que tá recuando por causa das mudanças climáticas, ele mantém a massa mais ou menos estável. Isso explica os desprendimentos frequentes que a gente vê nas passarelas.
3) Trekking no gelo — Minitrekking e Big Ice
Se você quer o passeio mais especial e físico da região, é esse: caminhar em cima do glaciar, com crampons nos pés, guia credenciado e tudo. Tem duas modalidades:
- Minitrekking: cerca de 1h30 de caminhada sobre o gelo. Dificuldade moderada, aceita a maioria dos perfis.
- Big Ice: circuito mais longo, com aproximadamente 3h30 sobre o gelo, com acesso a cavernas e formações mais dramáticas. Exige condicionamento físico decente.
O passeio completo (com deslocamento e explicações) dura entre 3h30 e 10h dependendo da modalidade. Tem limite de idade — normalmente não aceitam menores de 8 a 12 anos e há restrições de idade máxima pro Big Ice. Não é recomendado pra quem tem problema de joelho, quadril ou condicionamento muito baixo.
O que levar: luvas impermeáveis, óculos de sol, protetor solar (a reflexão do gelo queima), gorro, jaqueta corta-vento e mochila pequena com água e snacks. O almoço geralmente é box tipo lanche.
Uma coisa que ninguém conta: quase todos os passeios terminam com um brinde de whisky com gelo do próprio glaciar. É super instagramável e é sim tão gostoso quanto parece. A gente subestimou o esforço no Big Ice na primeira vez — brasileiro tende a ir sem preparo e sente o ritmo. Se você não faz exercício, fica com o Minitrekking mesmo.
Reserva com semanas de antecedência na alta temporada. Dá pra ver os dois formatos clicando aqui, com pagamento em reais e cancelamento gratuito.

4) Navegação pelos glaciares do Lago Argentino (Upsala e Spegazzini)
Se o Perito Moreno é o astro, os outros glaciares da região merecem palco também. Essa navegação é um cruzeiro de dia inteiro (8 a 10 horas) pelo Lago Argentino, passando por icebergs enormes e chegando bem perto das frentes dos glaciares Upsala, Heim, Seco e Spegazzini.
O Upsala é um dos maiores da Patagônia (a área de icebergs em frente a ele é impressionante). O Spegazzini tem o paredão de gelo mais alto do parque, com quase 130 metros. Levar casaco pesado é obrigatório mesmo no verão — o vento no lago é implacável.
É ótimo pra quem quer paisagem sem trilha pesada, incluindo idosos ou quem tá com criança pequena, porque a caminhada é mínima. Uma dica boba mas importante: alterna entre a parte interna e o deck. Muita gente fica só dentro pra fugir do frio e perde metade da experiência. Se você tende a enjoar, tome um remédio antes.
Uma curiosidade: o Lago Argentino é o maior lago da Argentina, com mais de 1.400 km², e a cor turquesa intensa vem da chamada “farinha de rocha” — sedimentos finíssimos moídos pelas geleiras que ficam suspensos na água.
5) Estância Cristina ou outra estância patagônica
Pra fugir do óbvio, um dia numa estância tradicional. A Estância Cristina é a mais famosa e é acessível só de barco pelo Lago Argentino, passando pela área de icebergs do Upsala. Chegando lá, tem trilhas, passeio de 4×4, mirantes pro campo de gelo patagônico e almoço com cordeiro assado no espeto e vinhos argentinos.
É o lado mais contemplativo da Patagônia — menos técnico que trekking no gelo, mais cultural. Perfeito pra entender o que era a vida do gaúcho patagônico, que originalmente criava ovelhas nessas fazendas enormes.
Programas completos (barco + estância + almoço) costumam ficar em torno de US$ 200 a US$ 300 por pessoa. Vale MUITO se você tem 4 ou mais dias em El Calafate — dá uma variada dos passeios de gelo e você come um dos melhores cordeiros da vida.
6) Balcones de El Calafate — 4×4 panorâmico
Passeio curtinho (3 a 4 horas) pra encaixar em meio dia. Você sobe de 4×4 até o Cerro Huyliche, nas encostas atrás da cidade, e ganha uma vista aérea de El Calafate, do Lago Argentino inteiro e, em dias claros, das montanhas ao fundo.
A descida pode ser a pé ou de carro, com paradas em formações rochosas curiosas — o visual lembra um pequeno “deserto andino”, bem diferente do resto do que você vai ver na viagem. Alguns tours incluem parada na estância Huyliche pra almoço com empanada, carne, brownie e uma taça de Malbec, ou lanche da tarde com bolo caseiro e scones.
Leva agasalho: no alto venta demais. Preço médio em torno de R$ 500 por adulto com almoço. Boa opção pra quem tem só uns dias, quer variar o ritmo e não abrir mão de vista. Reserve o seu clicando aqui.

7) Laguna Nimez e orla do Lago Argentino
Um passeio barato, tranquilo e que muita gente ignora — e faz falta. A Laguna Nimez é uma reserva de aves a poucos minutos do centro de El Calafate, dá pra ir a pé do hotel. Tem trilhas sinalizadas, áreas de banhado e a fauna é surpreendente: flamingos rosa em liberdade, com as montanhas nevadas ao fundo, patos silvestres, gansos andinos e várias outras espécies.
A entrada gira em torno de R$ 50–R$ 80 por pessoa, paga em pesos na hora. A caminhada é leve, dura 1 a 2 horas e vale mais no fim da tarde, quando a luz é dourada e o pôr do sol no Lago Argentino é um espetáculo.
Combine com uma volta pelo Paseo Kirchner, à beira do lago, onde ficam as letras gigantes “El Calafate” pra foto. É o programa perfeito pro dia da chegada (quando você ainda tá cansado da viagem) ou pro dia da partida (se o voo for à tarde/noite).
Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
8) Glaciarium — Museu do Gelo + Glaciobar
Museu moderno e interativo dedicado aos glaciares e às mudanças climáticas, com maquetes, vídeos e explicações de glaciologia que fazem TODA diferença pra entender o que você vê nos passeios de gelo. Fica a alguns quilômetros do centro, no caminho pro parque, e tem transfer saindo de El Calafate em horários fixos.
O grande chamariz é o Glaciobar: um bar totalmente feito de gelo — paredes, banco, copo, tudo. Você entra com casaco térmico emprestado pela casa e toma um drink servido em copo de gelo. É meio turístico, mas é divertido, principalmente com crianças e adolescentes.
A visita dura cerca de 2 horas e a entrada com bar costuma ficar em torno de R$ 150–R$ 250. Programa perfeito pra dia de chuva, neve ou pra fechar um dia com passeio curto pela manhã.
9) Bate-volta a El Chaltén (Monte Fitz Roy)
El Chaltén é uma vilinha de montanha a cerca de 2h30–3h de El Calafate, conhecida como a capital do trekking da Argentina. É de lá que saem as trilhas mais famosas da Patagônia: a Laguna de los Tres (com vista pro Fitz Roy) e a Laguna Torre (com vista pro Cerro Torre).
Em bate-volta, dá pra fazer trilhas mais curtas — como o Mirador de los Cóndores (30 minutos de subida com vista panorâmica pra Fitz Roy e Cerro Torre) e a cascata Chorrillo del Salto. Alguns tours incluem almoço num restaurante local e visita ao Centro de Interpretação.
Um erro clássico: tentar encaixar a Laguna de los Tres (uns 20 km ida e volta, dia inteiro puxado) num bate-volta. Não dá. Se você quer as trilhas longas, dorme pelo menos 2 noites em El Chaltén. Pra bate-volta, foca nos miradores curtos que ainda entregam vistas espetaculares.
Melhor época: novembro a março, quando tem mais horas de luz e as trilhas ficam sem neve pesada. Reserve o seu tour clicando aqui, ou só o bate-volta simples com almoço piquenique por aqui.

10) Bate-volta a Torres del Paine (Chile)
Bora atravessar a fronteira. Tour de dia inteiro (na verdade 14 a 16 horas!) saindo de El Calafate pra ver o Parque Torres del Paine, no lado chileno da Patagônia. Você passa por mirantes espetaculares: Cuernos del Paine, lago Nordenskjöld, cascata do rio Paine, Salto Grande e Valle del Francés ao fundo.
É um preview de Torres del Paine. Quem quer fazer o parque de verdade, dorme lá dentro ou em Puerto Natales por 3-4 noites. Mas se seu foco é a Argentina e você quer ao menos pisar do outro lado, esse bate-volta entrega.
Cuidados importantes: leve passaporte ou RG novo (menos de 10 anos), autorização pra menores viajando desacompanhados e paciência com a fronteira. Roupa em camadas, lanche reforçado e água — o dia é longo e as paradas pra comer nem sempre têm boas opções.
Um erro comum: subestimar o cansaço. Sair 5h da manhã e voltar 22h com fronteira, trilhas curtas e horas de estrada não é passeio leve. Só faça se tiver pelo menos 5-6 dias em El Calafate. Se estiver com poucos dias, foca no Perito Moreno e El Chaltén. Reserve por aqui.

Onde comprar os ingressos e passeios em El Calafate
Vamos te dar dicas de como economizar de verdade na hora de fechar os passeios.
Compre com antecedência: pela internet sai mais barato e você garante o dia. Na alta temporada (dezembro a fevereiro), o Minitrekking e o Big Ice costumam esgotar semanas antes.
Cuidado com o IOF: comprando no site oficial das atrações argentinas, a compra é em pesos ou dólar e você paga 3,5% de IOF, sem parcelar. Prefira sites que já pagam em reais.
A gente usa em quase toda viagem esse site aqui. É um dos maiores do mundo e reúne praticamente todos os passeios de El Calafate. Já é dos mais baratos, mas o grande diferencial é pagar em reais (sem IOF) e poder parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: tours gratuitos guiados em várias cidades — você só dá gorjeta ao guia no fim.
- Cancelamento gratuito: pode desmarcar sem custo.
- Transfer aeroporto-hotel: às vezes sai mais barato que táxi, o motorista te espera com placa no seu nome e o valor já é pré-pago (evita golpe).
- Suporte 24h em português.
Aluguel de carro em El Calafate (economize até 34%)
El Calafate é um daqueles destinos onde carro faz diferença. As atrações estão espalhadas — Perito Moreno fica a 80 km, El Chaltén a 200 km, Torres del Paine ainda mais longe. Se você tem uma semana ou mais, alugar carro te dá liberdade pra ir na sua hora, sem depender de excursão em grupo, e sai mais barato do que fechar tour por tour.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Melhor época pra fazer os passeios em El Calafate
Escolher o mês certo muda tudo, principalmente por causa dos passeios que operam ou não.
- Alta temporada (novembro a março): dias longos (até 22h de luz em dezembro), calor moderado e TODOS os passeios operando — trekkings no gelo, bate-voltas a El Chaltén e Torres del Paine. Preços mais altos e lotação. Reserve tudo com semanas de antecedência.
- Meia estação (outubro e abril): ótimo custo-benefício. Ainda tem estrutura, menos gente, preços melhores e o clima é razoável. Nossa preferência quando dá.
- Inverno (maio a setembro): paisagem coberta de neve, super fotogênica, mas vários passeios não operam ou têm oferta limitada. Passarelas do Perito Moreno e Safari Náutico funcionam o ano todo, mas o trekking no gelo costuma parar.
Comida e restaurantes em El Calafate
A comida é motivo à parte pra visitar a Patagônia. Os dois pratos que você tem que provar:
- Cordeiro patagônico assado no espeto (“cordero al asador”). É a especialidade absoluta da região. Você vê os espetos girando na entrada de várias parrillas do centro. Estâncias e casas mais tradicionais fazem o cordeiro impecável.
- Truta do Lago Argentino, geralmente grelhada com manteiga. Fresquíssima e delicada.
Refeições em restaurantes turísticos ficam em torno de R$ 80–R$ 150 por pessoa sem bebida, subindo em casas mais sofisticadas ou em menus de cordeiro completo. E reserve na alta temporada — os melhores lotam.
Transporte em El Calafate
Do aeroporto ao centro, você pega transfer compartilhado, remis ou táxi. O transfer sai em torno de R$ 60–R$ 120 por pessoa, dependendo da época e da agência. Um detalhe importante: Uber e apps de transporte não funcionam como no Brasil. A rotina é táxi/remis e transfers pré-pagos.
No centro da cidade, dá pra fazer quase tudo a pé — restaurantes, mercadinhos, Laguna Nimez e o Paseo Kirchner ficam bem próximos. Pros passeios, quase todas as agências fazem pick-up no hotel. Se quer independência pra ir no Perito Moreno na sua hora ou explorar mirantes menos batidos, aí o carro alugado compensa.
Chip de celular pra usar em El Calafate
Vai que precisa de mapa, avisar a família ou chamar um remis — internet no celular é essencial. E a Argentina, por incrível que pareça, tem sinal razoável em El Calafate, mas dentro do parque e nas estradas cai muito. Sair do hotel com chip pronto é a melhor jogada.
A gente usa esse chip de viagem que a gente usa. Você compra ainda no Brasil, chega em casa, ativa antes de embarcar e já sai do avião com internet funcionando. Muito mais tranquilo que ficar procurando loja pra comprar SIM local ou pagando roaming absurdo da operadora brasileira.
Erros comuns de brasileiro em El Calafate (evite)
- Subestimar o frio e o vento: mesmo em dezembro/janeiro, o vento na frente do Perito Moreno cai a temperatura sensível pra perto de zero. Vai de camadas, com luva, gorro e corta-vento.
- Só levar real ou só dólar: a maioria dos gastos é em pesos argentinos. Planeje o câmbio direitinho.
- Não reservar com antecedência: trekking no gelo esgota semanas antes na alta.
- Fazer tudo em bate-volta a partir de El Calafate: se o foco é trekking em El Chaltén, dorme lá pelo menos 2 noites.
- Ir sem seguro viagem: atividade em gelo, trilha, altitude — imprevisto médico na Patagônia sai muito caro.
Seguro viagem pra El Calafate
Fazer trekking em glaciar, trilha em El Chaltén, atravessar fronteira pro Chile… a Patagônia é sensacional, mas expõe a gente a riscos que no dia a dia a gente não corre. Atendimento médico particular na Argentina não é barato, e no Chile menos ainda. Seguro viagem é proteção financeira: se der problema, o SUS não te socorre lá.
A gente sempre fecha por esse comparador de seguros. Ele compara todas as principais seguradoras do mercado num só lugar, mostra as coberturas lado a lado (incluindo esportes de aventura, que a maioria dos planos básicos não cobre — importante pra trekking no gelo) e o link já vem com 18% de desconto exclusivo pros nossos leitores. Pagamento em reais e parcelado.
Perguntas frequentes sobre passeios em El Calafate
Quantos dias são ideais em El Calafate?
O mínimo é 3 dias inteiros, mas o ideal são 5 a 7 dias se quiser combinar Perito Moreno, trekking no gelo, navegação pelos glaciares e bate-volta a El Chaltén. Pra incluir Torres del Paine ou dormir em El Chaltén, calcule 7 a 10 dias.
Vale a pena ir no inverno?
Vale se você aceita que muitos passeios não operam (trekking no gelo, alguns tours de barco). O Perito Moreno funciona o ano todo e as paisagens nevadas são lindíssimas. Mas se seu foco é fazer trekking, vá entre novembro e março.
Precisa alugar carro em El Calafate?
Não é obrigatório — todos os passeios têm opção com transfer do hotel. Mas se você quer independência pra ir no Perito Moreno cedo e no seu ritmo, ou explorar por conta, o carro vale muito. Especialmente com 5+ dias na cidade.
Qual passeio escolher se só posso fazer um?
Passarelas do Perito Moreno, sem dúvida. É o cartão-postal absoluto e entrega o “choque” da experiência de estar de frente pra uma parede de gelo de 60-80 metros ao vivo.
Trekking no gelo é seguro?
Sim, é seguro dentro dos limites: guias credenciados, crampons, capacete quando necessário, grupos pequenos e rotas testadas. Mas tem restrição de idade (mín 8 a 12 anos dependendo do circuito) e não é recomendado pra quem tem problema sério de joelho, quadril ou cardíaco.
Dá pra fazer Torres del Paine em bate-volta valendo a pena?
Dá, mas é um dia extenuante de 14 a 16 horas com atravessia de fronteira. Você vê os mirantes principais e volta. Se quer fazer trilhas de verdade em Torres del Paine, planeje dormir em Puerto Natales ou dentro do parque por 3+ noites.
Precisa de vacina ou visto pra ir a El Calafate?
Não. Brasileiros entram na Argentina só com RG válido (menos de 10 anos) ou passaporte. Pro bate-volta a Torres del Paine no Chile, mesma regra. Não há exigência de vacina, mas mantenha a febre amarela em dia se costumar viajar.
Quanto custa uma viagem de 5 dias a El Calafate?
Varia muito com o câmbio, mas uma estimativa: passagem aérea (R$ 2.500–4.500), hospedagem simples (R$ 300–600/dia), passeios (R$ 2.000–4.000 no total), comida (R$ 150–250/dia), transfers e extras. Um casal fecha entre R$ 12 mil e R$ 20 mil, dependendo do padrão.
Economize ao máximo na sua viagem a El Calafate:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos pras atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
- Carro: se estiver pensando em alugar um, leia como alugar carro em El Calafate pelo menor preço possível.
- Pesos: conheça qual a melhor forma de levar dinheiro pra sua viagem, com prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem sem preocupação? Já garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em El Calafate pra saber a melhor região e economizar no hotel.
- Seguro viagem: atendimento médico no exterior sai caro. Veja aqui as dicas do melhor e mais barato seguro.
- Transfer: precisa ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
El Calafate é uma daquelas viagens que a gente volta e continua contando por meses. A escala do Perito Moreno é surreal, o vento gelado com o sol quente na cara em cima do gelo é sensação que não se explica direito, e o cordeiro assado no fim do dia fecha tudo. Se tá no seu radar, planeja com calma, reserva com antecedência os passeios de trekking, e não economize no que importa. Boa viagem!
