10 coisas para fazer de graça em Londres!

Londres tem fama de ser uma das cidades mais caras do mundo, e é mesmo. Mas tem um detalhe que pouca gente sabe antes de viajar: dá pra encher os dias com programas 100% gratuitos, e dos bons. A gente fala de museus de nível mundial, parques gigantes, vistas panorâmicas de cortar o coração e aquela vibe bem britânica, tudo sem tirar um centavo do bolso.

Quando a gente foi pela primeira vez, a surpresa foi justamente essa: depois de gastar uma fortuna com passagem e hotel, descobrimos que boa parte das melhores experiências da cidade não custava nada. Neste guia, a gente reuniu as melhores coisas pra fazer de graça em Londres, com dicas práticas de quem já errou e acertou por lá.

E não esquece: aqui no nosso guia das melhores coisas para fazer em Londres a gente juntou ainda mais ideias pra montar a viagem inteira pagando o mínimo possível.

1. Conhecer os museus gratuitos de nível mundial

Caso você não saiba, Londres tem vários museus incríveis com a entrada totalmente gratuita nas coleções permanentes (só algumas exposições temporárias são pagas). Isso é uma mão na roda, porque a cidade é cara e economizar nos pontos turísticos faz toda a diferença no orçamento.

Olha a nossa lista dos imperdíveis:

  • British Museum — Pedra de Roseta, múmias egípcias, esculturas gregas e arte do mundo todo. Reserve de 2 a 3 horas e não tente ver tudo: o lugar é gigantesco.
  • Natural History Museum — perfeito pra famílias, famoso pelos dinossauros, fósseis e pela arquitetura vitoriana.
  • Victoria & Albert Museum (V&A) — paraíso pra quem curte moda, design, joias e decoração.
  • Science Museum — bem interativo, faz a alegria de crianças e adolescentes.
  • Tate Modern e Tate Britain — arte moderna num antigo prédio industrial à beira do Tâmisa, e arte britânica do século XVI até hoje. No Tate Modern tem mirantes gratuitos nos andares altos com vista pra St Paul’s e o rio.
  • National Gallery e National Portrait Gallery — em Trafalgar Square, com obras de Van Gogh, Monet, Da Vinci e retratos históricos.

Uma curiosidade: Londres é uma das únicas capitais do mundo com tantos museus grandes e importantes de graça todos os dias. Eles costumam fechar só nos dias 24, 25 e 26 de dezembro.

Vista externa do British Museum

2. Subir a mirantes com vista 360° de graça

Subir na London Eye ou no The Shard custa caro, mas Londres tem mirantes completamente gratuitos com vistas tão boas quanto. O segredo é reservar com antecedência, e é justamente aqui que a maioria dos brasileiros escorrega.

O Sky Garden, no prédio apelidado de “Walkie-Talkie”, fica no 35º andar e tem jardim interno com vista 360° da cidade. A entrada é gratuita, mas é obrigatório reservar horário online com bastante antecedência (costuma abrir umas 2 a 3 semanas antes). Tem controle de segurança tipo aeroporto, então chegue no horário. Nossa dica: agende pro pôr do sol, as fotos ficam absurdas.

Se não rolar vaga no Sky Garden, vai de The Garden at 120, um jardim suspenso na City que costuma ter bem menos fila. E tem também o Horizon 22, no andar 58 do edifício 22 Bishopsgate — a plataforma gratuita mais alta da cidade. Os ingressos são gratuitos, mas concorridíssimos: costumam abrir com cerca de 2 meses de antecedência.

O erro mais comum é deixar pra reservar em cima da hora e descobrir que não tem mais horário gratuito. Marca isso assim que comprar a passagem.

3. Ver a troca da guarda no Palácio de Buckingham

Quando se fala em Londres, a família real é uma das primeiras coisas que vem à mente, e o Palácio de Buckingham é a casa dela. Um dos rituais mais famosos da cidade acontece bem na frente do palácio e é totalmente gratuito: a troca da guarda real.

É só chegar aos portões ou arredores, não tem ingresso. A dica é se posicionar cerca de 1 hora antes em alta temporada, porque lota. E atenção: a cerimônia não acontece todos os dias do ano — a frequência muda conforme a época. A gente já viu gente furar a viagem inteira só por não conferir o calendário oficial antes.

Mesmo que você só veja o palácio por fora, vale a experiência. Em determinados meses de verão, quando a realeza sai de férias, algumas salas internas chegam a ser abertas à visitação (essa parte é paga).

Vista externa do Palácio de Buckingham em Londres

Pra completar os passeios pagos que valem a pena (e tem muitos em Londres), dá uma olhada onde comprar seus ingressos para os passeios de Londres do jeito mais barato e seguro. A gente sempre usa esse site aqui pra reservar tour, ingresso sem fila e transfer em todas as viagens. A vantagem é poder pagar em reais, cancelar grátis na maioria das atividades e ter suporte em português — bem mais tranquilo do que comprar em libras na hora.

4. Curtir os parques reais: Hyde Park, Regent’s Park e mais

Londres é cheia de parques públicos enormes, os famosos Royal Parks. Caminhar, deitar na grama, ver esquilo e fazer piquenique são programas clássicos e que não custam nada.

O Regent’s Park é super frequentado, tem lago com barcos, pista de bicicleta, teatro ao ar livre e é nele que fica o Zoológico de Londres. Já o Hyde Park é um dos mais bonitos da Inglaterra, ótimo pra caminhar, praticar esportes e relaxar perto do lago Serpentine, com cafés e restaurantes pela área.

Vale conhecer também o Primrose Hill (uma das vistas panorâmicas gratuitas mais bonitas da cidade, com o skyline ao fundo), o Greenwich Park (mirante grátis pra Canary Wharf, dá pra combinar com o bairro histórico de Greenwich) e o St James’s Park, pertinho de Buckingham — perfeito pra encaixar depois da troca da guarda.

Dica de economia que a gente sempre usa: monta um piquenique com compras de supermercado (Tesco, Sainsbury’s). Sai bem mais barato que restaurante e ainda é um programa delicioso num dia de sol. A melhor época pros parques vai do fim da primavera ao verão (maio a setembro), com dias longos, e o outono (outubro/novembro), com as folhas coloridas rendendo fotos lindas.

Pessoas curtem o Hyde Park em Londres

5. Curtir Notting Hill

Pra quem ama o filme “Um lugar chamado Notting Hill”, passear pelo bairro que ganhou as telas é uma delícia, e de graça. Vale muito conhecer esse lugar super charmoso, com as belas casinhas coloridas, e passar pela tradicional feira de Portobello Road, cheia de barraquinhas de comida, lembrancinhas e artesanato.

E tem detalhe pros fãs: a livraria que aparece no filme é real e dá pra visitar — fica na Blenheim Crescent, nº 13. Outro ponto da obra é o Coronet Cinema, inaugurado em 1898 e que virou um dos melhores teatros de Londres, na Notting Hill Gate, nº 103.

Bairro Notting Hill em Londres

6. Passear por Camden Town

Camden Town é famosa pelo mercado ao ar livre e era queridíssima por artistas como a falecida Amy Winehouse. É um verdadeiro refúgio cultural, com bastante street food, roupas, discos, brechó e aquele clima alternativo bem “punk”.

A região é super vibrante, especialmente à noite, com muita música ao vivo em clubes e pubs. Os murais e fachadas extravagantes viraram cenário popular nas redes sociais, então prepara o celular pras fotos. Só fica esperto: comer street food por ali costuma sair em torno de £8 a £15 por refeição, mas caminhar e curtir o ambiente é de graça.

Vista da região de Camden Town em Londres

7. Tirar foto na histórica Abbey Road

A Abbey Road ficou eternizada pela capa do disco dos Beatles de 1969, e atravessar aquela faixa de pedestres é um programa gratuito que todo fã quer fazer. Curiosidade bacana: ali ficam os estúdios onde gravaram os Beatles, o Pink Floyd e muitas outras bandas inglesas.

Pra chegar, vá até a estação St. John’s Wood. Ao sair, siga para oeste na Grove End Road por uns 500 metros e vire à direita na Abbey Road. Outra opção é pegar os ônibus 139 ou 189. Dica: vá cedo de manhã ou mais tarde pra pegar a faixa com menos gente.

Vista da Abbey Road em Londres

8. Caminhar às margens do Tâmisa e ver o Big Ben

O Rio Tâmisa é o mais famoso da cidade e caminhar pelas margens é um dos passeios gratuitos mais gostosos de Londres. A faixa do South Bank rende uma caminhada incrível, com vista pro Big Ben, London Eye, St Paul’s, Tate Modern e até a Tower Bridge.

Pelo caminho você passa pela Abadia de Westminster, pela roda-gigante London Eye e pelo Big Ben, ao lado do parlamento inglês. A Tower Bridge, inaugurada em 1894 pra ligar as margens da cidade sem atrapalhar o trânsito marítimo, é outro clássico que vale fotografar de fora sem pagar nada.

Nossa dica de roteiro a pé favorito: começar no Big Ben/Westminster, seguir pra Trafalgar Square, Covent Garden, Leicester Square, Piccadilly Circus e terminar no Soho. Um dia inteiro de Londres sem gastar quase nada.

Big Ben em Londres

9. Andar por Little Venice

A Little Venice é a junção dos canais Regent’s Canal e Grand Union Canal. Fica pertinho da estação de metrô Paddington e é um lugar perfeito pra relaxar, andar de bicicleta ou só passear vendo os barcos coloridos. É daqueles cantos tranquilos que a maioria dos turistas nem descobre.

Vista da Little Venice em Londres

10. Igrejas, concertos grátis e a Plataforma 9¾

Visitar Westminster Abbey e a St Paul’s como turista é pago, mas tem um jeito de conhecer o interior de graça: os serviços religiosos Evensong, missas cantadas no fim da tarde com coro lindíssimo. A entrada é gratuita, só lembre que é uma celebração religiosa, então nada de fotos durante o culto.

Londres ainda tem uma tradição forte de concertos gratuitos na hora do almoço: a St Martin-in-the-Fields (em Trafalgar Square), a St James’s Piccadilly e a St Olave’s, na City, são alguns dos lugares com música clássica de graça. Muitos vivem de doação (em torno de £2 a £5), mas não é obrigatório. O Southbank Centre também costuma ter apresentações gratuitas de jazz, folk e clássico.

E pros fãs de Harry Potter: na estação King’s Cross tem a famosa Plataforma 9¾, com o carrinho “sumindo” na parede. Tirar foto por conta própria é totalmente gratuito (a foto impressa pelos fotógrafos oficiais é opcional e paga). Vá cedo ou no fim do dia pra fugir da fila.

Bônus: Oxford Street, Covent Garden e o ônibus de dois andares

A Oxford Street é a rua de compras mais famosa de Londres, com as grandes lojas de departamento, restaurantes, pubs e cafés. Caminhar e ver as vitrines não custa nada e dá pra sentir o cotidiano londrino.

O Covent Garden é outro clássico gratuito: mercado coberto, lojas, cafés e apresentações de artistas de rua e até música clássica no andar inferior (eles passam o chapéu no fim). O Piccadilly Circus, com seus painéis luminosos, fica lindo à noite, pertinho do West End.

Uma dica de ouro: pular o caro “city tour panorâmico” e pegar o ônibus vermelho de dois andares normal. Não é grátis, mas a tarifa fica em torno de £1 a £3 por viagem com cartão contactless ou Oyster, uma fração do preço do tour turístico. Sente na parte de cima, na frente, e veja as principais avenidas passando. O metrô e o ônibus costumam custar em torno de £2 a £4 por trajeto, e o teto diário (daily cap) limita o gasto, então é difícil estourar o orçamento com transporte.

Loja na Oxford Street

Erros comuns que a gente vê os brasileiros cometendo em Londres

  • Não reservar os mirantes gratuitos (Sky Garden e Horizon 22) com antecedência e ficar sem horário.
  • Achar que todos os museus são pagos e deixar de visitar os principais, que são de graça.
  • Não conferir o calendário da troca da guarda e dar viagem perdida.
  • Subestimar o clima: fora do verão, vá sempre com casaco corta-vento ou impermeável.
  • Não considerar o jet lag e marcar programas cedo demais no primeiro dia.
  • Trocar dinheiro em casas de câmbio de área turística em vez de usar cartão internacional com bom câmbio.
  • Não aproveitar os supermercados (Tesco, Sainsbury’s) pra economizar em piqueniques, café da manhã e refeições rápidas.

Seguro viagem: proteção que vale cada centavo

O atendimento médico no Reino Unido é caríssimo pra quem é de fora, e qualquer imprevisto pode virar uma conta gigante. Por isso a gente nunca viaja sem seguro. Pra achar o melhor preço, usa esse comparador de seguros, que mostra várias seguradoras lado a lado e já vem com 18% de desconto exclusivo. Vale ler também as nossas dicas de como conseguir o melhor seguro viagem para Londres.

Chip de celular pra usar o GPS sem susto

Pra andar tranquilo por Londres usando mapas, encontrar os parques e checar horário de ônibus, o ideal é já chegar com internet no celular. A gente garante o chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil — é fácil, barato e você desembarca já conectado. Mais detalhes na nossa matéria sobre o melhor chip de viagem para Londres.

Com tantos programas gratuitos por perto, ficar bem localizado faz toda a diferença pra você economizar tempo (e dinheiro) no transporte e voltar a pé pro hotel depois de um dia de caminhada. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Londres:

Onde ficamos em Londres (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Londres. Uma é a região de Westminster, para quem quer ficar perto dos pontos turísticos. A outra é Covent Garden, que fica bem perto do centro da cidade.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Londres

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o que fazer de graça em Londres

Os museus de Londres são realmente gratuitos?

Sim. As coleções permanentes dos principais museus, como British Museum, Tate Modern, National Gallery, V&A e Natural History Museum, têm entrada gratuita o ano todo. Só algumas exposições temporárias específicas são pagas.

Como conseguir entrar de graça no Sky Garden?

A entrada no Sky Garden é gratuita, mas exige reserva de horário pelo site oficial com antecedência (geralmente 2 a 3 semanas antes). Há controle de segurança na entrada, então chegue no horário marcado.

A troca da guarda no Palácio de Buckingham acontece todos os dias?

Não. A frequência muda conforme a época do ano. Por isso é importante conferir o calendário oficial antes de ir, pra não furar a viagem. Em alta temporada, posicione-se cerca de 1 hora antes, porque lota.

Vale a pena pagar um city tour de ônibus turístico em Londres?

Em geral não compensa. Dá pra pegar o ônibus vermelho de dois andares comum (tarifa em torno de £1 a £3 com cartão contactless ou Oyster), sentar na parte de cima e ver os principais pontos por uma fração do preço de um tour turístico.

Qual a melhor época para aproveitar as atrações gratuitas de Londres?

De abril a setembro o clima é mais ameno e os dias mais longos, ótimo pra parques, mirantes ao pôr do sol e caminhadas. Dezembro tem a cidade decorada pro Natal, mas com dias curtos e muitos museus fechando entre 24 e 26 de dezembro.

Como economizar com comida em Londres?

O truque é aproveitar os supermercados como Tesco e Sainsbury’s pra montar piqueniques e café da manhã. Sai bem mais barato que restaurante e ainda rende um programa gostoso nos parques. Evite os restaurantes turísticos de Covent Garden e Piccadilly sem olhar o cardápio antes.

Preciso de seguro viagem para ir a Londres?

Não é obrigatório por lei, mas é altamente recomendável. O atendimento médico no Reino Unido é caríssimo pra estrangeiros, e o seguro protege você financeiramente em qualquer imprevisto.

Economize ao máximo na sua viagem a Londres

Londres tem essa coisa boa de recompensar quem planeja: com um pouco de antecedência, dá pra montar dias inteiros incríveis sem gastar quase nada. A gente sempre sai de lá com a sensação de ter aproveitado a cidade de verdade, e olha que nem precisou abrir tanto a carteira. Boa viagem!